Espírito de Manada

Ah! As multidões!

Na semana de sua morte Jesus experimentou adoração e condenação de uma mesma cidade. Vai entender.

Ao entrar em Jerusalém no Domingo (de ramos) ele fora adorado com o Messias – “bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas”. TUdo parecia ótimo. Teria o Cristo cumprido sua missão na Terra? Ele já vinha triunfante! Era recebido pelo povo com grande admiração.

Não, Jesus ainda não tinha feito o principal de sua vinda (a morte na cruz foi o principal) e ele não havia efetivamente conquistado o povo.

Bastam alguns dias para que provavelmente muitos que gritaram Hosana, clamassem pela Crucificação da mesma pessoa.

“Eles não sabem o que fazem”.

Pilatos, governante da parte de Roma na região entendia que a população estava perdida. Perguntou, ao ouvir os pedidos de morte, qual teria sido o mal feito por aquele homem, ao que a população respondeu gritando, cada vez mais, “crucifica-o!”.

Como teriam sido tão rapidamente levados de um lado para o outro? Como puderam pedir a morte do mesmo que a pouco idolatraram? É nos dito simplesmente que “os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus”.

Pode parecer caso superado, contudo creio que padecemos do mesmo mal. Somos, diariamente, conduzidos a ações que tomam nossa atenção para coisas banais, nossas forças para motivos vãos, nosso tempo para atividades de pouco proveito, nossas profundidades por relacionamentos rasos.

O Ego procura excitação, divertimento, gratificação, elogios, recompensa, desafio e satisfação. Muita gente se dedica a manipular e vender esses impulsos através de sedução e persuasão. A sociedade costuma preferir a orientação dos publicitários à dos apóstolos (…) À medida que nos acostumamos a orar, deixamos de ser levados por tais bagatelas

Eugene Peterson

O cristão tem que “nadar contra a corrente” e, para isso, é preciso identificar e tomar consciência da corrente. Possamos criticar nossas ações no temor do Senhor e, em oração, ajustar o foco.

Um comentário sobre “Espírito de Manada

  1. “Pode parecer caso superado, contudo creio que padecemos do mesmo mal. Somos, diariamente, conduzidos a ações que tomam nossa atenção para coisas banais, nossas forças para motivos vãos, nosso tempo para atividades de pouco proveito, nossas profundidades por relacionamentos rasos.”
    Obrigado Vidigal…

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