Em Busca do Perdão Pleno

Já há algum tempo, venho pensado sobre o tema “perdão versus raiva“. Os motivos são simples: tive alguns problemas no último ano e, apesar de racionalmente ter perdoado, frequentemente sinto picos de raiva ou tomo atitudes de extrema falta de amor com os envolvidos.

Acredito firmemente que não tem porquê manter mágoas, nem acho que as pessoas sejam culpadas pelos acontecimentos ou que elas sejam indesculpáveis… O perdão é sempre o melhor caminho, tanto em termos de qualidade de vida proporcionada como em termos de relacionamentos (a grande verdade é que o principal afetado por uma vida de rancor é o próprio rancoroso). No entanto, a questão é que, mesmo querendo esquecer e deixar tudo no passado, os fatos retornam trazendo sentimentos e/ou atitudes ruins.

Esses acontecimentos me levaram a questionar se realmente houve perdão. Afinal de contas, se eu tivesse realmente perdoado, esses pensamentos/atitudes ruins não viriam a tona, não? Com isso, comecei uma verdadeira busca pelo perdão pleno (no qual você perdoa uma vez e acabou): ele existe? se sim, onde começa? como efetivá-lo? quais sinais dizem que ele finalmente foi conquistado? ele pode coexistir com a raiva?

Sim, este é um assunto bem polêmico. E é justamente por isso que estou trazendo ele aqui! 😀 Depois de muito pensar e discutir, cheguei a uma conclusão – porém minha conclusão é um pouco, digamos, pessimista e, assim, queria colocá-la à prova para discussão.

Perdão: Um Processo

Alguns com quem eu conversei acreditam que sim, o perdão pleno existe. Ou seja, na atitude de perdão, há apenas duas possibilidades: ou está perdoado ou não está. Isto é, a partir do momento que se perdoa, todos os fatos foram enterrados no passado. Se há alguma pendência, é porque ainda não houve perdão.

Eu não acredito nisso. Minha principal conclusão foi que, como tudo nessa vida, o perdão é um processo. Haverá uma decisão inicial, mas depois você terá que lutar para mantê-la. Principalmente quando envolve sentimentos: dificilmente as lembranças são esquecidas e, quando elas virem a tona novamente, vão trazer com elas os sentimentos envolvidos na situação. Nesses momentos você terá que se policiar e perdoar novamente.

Não existe um perdão pleno. Essa é uma visão idealizada, utópica. Para mim, o perdão pleno só existe na Trindade e no Jardim do Éden antes da queda. Mas, é claro que, como cristãos, é o que devemos buscar, semelhantemente a santidade.

Eis o ponto em que paro minha reflexão para dar ouvidos a você. O perdão pleno existe? Se sim, como conquistá-lo? Se não, qual a melhor prática para tentar alcançá-lo?

Será que realmente perdooei?

29 comentários sobre “Em Busca do Perdão Pleno

  1. Ahm! Estou reconhecendo todos esses posts!

    Bom, acho que eu não passei por situações em que foi ultra diícil perdoar alguém mas nas vezes em que eu tenho muita raiva e penso que é difícil perdoar uma pessoa eu penso em como Jesus me amou mesmo eu sendo muito pecador e me sinto constrangido e aí acho bem mais fácil perdoar. Parece neio uma fórmula manjada mas funciona comigo! Mas, como eu disse, nunca tive numa situação mega-cabulosa.

  2. Acho que mesmo nas ocasiões em que se consegue perdoar de verdade uma pessoa, é bem possível que não se esqueça do fato, da situação, da mágoa que precisou de perdão. Mas concordo que um desafio depois de se decidir perdoar é tentar “enterrar” essa lembrança. Ou jogá-la no fundo do mar 😉

    “Quem é um Deus, como tu, que tiras a culpa e perdoas o crime, que não guarda pra sempre sua ira, porque preferes o amor? Ele voltará a ter misericórdia de nós, calcará aos pés as nossas falhas e lançará no fundo do mar todos os nossos pecados!” – Miquéias 7:18-19

  3. Creio firmemente que o perdão pleno existe, para mim ele está na cruz! É neste lugar que entendo que sou perdoado e é nesse lugar que me constrange a perdoar (por amor a mim e pelo amor ao próximo). Mas concordo plenamente com o processo que o Mateus citou, processo que tem um fim que leva à liberdade!
    Abraço meu amigo

  4. @Fernanda
    Esses são exatamente os meus questionamentos. O que é perdoar de verdade? Como “enterrar” a lembrança?

    @Homero @Vidigal
    Concordo que existe perdão pleno na cruz (trindade e etc). Mas a minha discussão é no lado prático da questão: e dai que esse perdão da cruz nos constrange a perdoar? A dificuldade se concentra depois desse estágio de constrangimento: como perdoar? como saber que realmente perdoou?

    Estou gostando da discussão! Vamos construir um conhecimento juntos!
    Abraços

  5. oi rato!!!
    adorei a idéia de fazer uma discussão!
    eu entendi o que todo mundo quis dizer e concordo com a maior parte dos argumentos.
    Na verdade, acho que o perdão pleno existe na cruz, e ele pode ser alcançado por nós. Entendo que podemos alcançá-lo uma vez que em Colossenses, Paulo diz “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha queixa contra outrem. Assim como o Senhor nos perdoou, assim também perdoai vós”. E 1Cor 10:13 nos dá a certeza de que existe a possibilidade de fazermos o que é certo em todas as situações que vivemos.
    Mas penso que , para perdoar alguém plenamente, o processo que você citou existe, em todas as situações , mesmo que às vezes ele seja curto e/ou mais “fácil” .
    Ah! O constrangimento pela cruz é lindo e válido, e deveria ser suficiente para que nos decidissemos a não pecar. mas não acho que seja argumento suficiente ,vidigas, pq se fosse assim, seríamos constrangidos a sermos perfeitos assim que entendêssemos o sacrifício de Cristo. não?! Toda vez que alguem se deparasse com uma situação de tentação, seria só lembrar da crucificação e pronto! mas infelizmente sabemos que não é assim…
    pelo menos é o que eu entendo. mas como disse o rato :”vamos construir conhecimento juntos!”
    AMO ESSE BLOG!!!
    Bejooo

  6. Fala Ratao! Confesso não ter uma opinão sobre o assunto mas eu acho que o perdão traz paz. Quanto mais a sentimos maior é o grau de perdão por isso talvez eu acredite em processo. Não acho que as coisas sejam tão simples a ponto de dizer que ou se perdoa plenamente ou não se perdoou nada. Mas eu preciso pensar mais a respeito. Bom tema!

  7. Ahm! Estou reconhecendo todos esses posts!²

    Claro, como cristã, concordo com o perdão da cruz, acho que além de pleno e efetivo é um grande exemplo. Nós, embora desejamos ser como Jesus, nos encontramos na condição de pecadores e limitados nisso reside a dificuldade de perdoarmos como Deus fez, com isso percebo na maioria das vezes o perdão como processo.
    Creio que Cristo trouxe a definição de perdão: “se confessarmos Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de todas as iniquidades” IJo1:9, ou seja, perdoar seria voltar a nos relacionar (isso não quer dizer esquecer).
    Por Pv10:12 “O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados” acredito que pelo amor haverá perdão. Vejo e sinto como é difícil perdoar plenamente, mas não chamaria o perdão pleno de utópico, um amor aperfeiçoado é capaz de trazê-lo.

    Mt jóia o post!

  8. Muito bom Mateus essa discussão! É algo que eu sempre pensei e me questionei, pois pra mim é algo muito difícil perdoar e já tive algumas situações difíceis de perdão e tem algumas que ainda me dão raiva quando lembro ou me voltam à memória.
    Mas, ainda que isso ocorra comigo creio que o perdão pleno existe na cruz como muitos disseram, e que é um exemplo a ser seguido e algo a ser alcançado. Creio que o perdão é um processo como é a santidade. Mas, também como nessa, deve envolver passos a serem seguidos e pra mim o primeiro passo é tentar entender o lado da outra pessoa e tentar olhar pra ea do mesmo jeito que Jesus olharia, com o amor de Cristo! Assim, fica muito mais fácil perdoar! Mas como somos pecadores, nem sempre agimos com o amor de Cristo e as coisas voltam… Realmente é algo difíci, mas vale a pena viver com a paz que traz um processo de perdão… Eu tenho lutado pra perdoar!

  9. Que isso, essa discussão está muito alto nível! Estou surpreendido! 😀
    Então, resumindo alguns pontos levantados:
    – a idéia de perdão como um processo está unânime (até agora).
    – a existência do perdão pleno (exemplificado na cruz) também está unânime.
    – um sinal de que o processo do perdão está sendo efetivado é a paz.
    – um meio para se perdoar é amando (amar envolve atitudes, conhecimento, etc)
    – o constrangimento da cruz facilita o processo

    Porém, o perdão pleno que vocês estão se referindo é de Deus para com o homem. O meu questionamento é no âmbito de homens para com homens.

    Nesse ponto, a Nati citou um versículo bom, colocando que devemos perdoar como Deus perdoou, ou seja, o perdão pleno realmente é algo a ser buscado. Concordo com o Gulherme que a paz é um indicativo bom que estamos no caminho certo, e com a Alê que o amor nos conduz bem, mas discordo que o constrangimento da cruz facilita o processo – como a Nati falou, esse constrangimento apenas nos indica que devemos perdoar pois fomos perdoados de algo ainda maior, isto é, ele só dá o passo inicial, não influi em COMO vamos perdoar.

    O ponto agora é, como caimos (como muitos falaram) o processo de perdão também caiu junto e por isso as coisas ficam mais díficeis para nós. Então, não seria impossível, na nossa posição decaida, atingir o perdão pleno?

  10. Ficou muito bom rato! E eu gosto muito dessa idéia de fazer um post que abra uma discussão! Então, super se encaixa comigo esse post, e eu concordo muito com as coisas que todos falaram aqui. Pra mim, o perdão pleno (como quase todos já disseram) está realmente na cruz, e eu acho que devemos lutar para alcançá-lo sempre. Eu tenho muita dificuldade mesmo em perdoar e esquecer, por mais que o tempo passe, é como se eu sempre guardasse um pouco de rancor no meu coração. Quando comecei a ler os comentários, já pensei nessa idéia que a Alê e a Tati colocaram, que é a idéia de que nós, como humanos, somos pecadores, e que essa é a maior razão para termos tantos problemas em relação ao perdão. Concordo também, que com o perdão verdadeiro, nos sentimos em paz, o que não é toda hora (pelo menos não pra mim). Como já disse, não é fácil pra mim relembrar de coisas que já passaram e que ainda me entristecem e me deixam revolts. Já tinha pensado nessa sua idéia que você deixou aqui rato, e na época, eu lembro que fiquei muito triste em pensar que eu não conseguia perdoar plenamente os outros. E um dos maiores argumentos para me deixar assim, é o que o vidigas falou: o fato de que Deus sente um amor por nós inexplicável de tão imenso que é, e nos perdoa com grande facilidade. Isso só me comprova o tanto que somos pequenos perto dele. E o tanto que nós realmente precisamos dele pra conseguir viver em paz, e viver em um amor sincero. Não são todas as pessoas que eu vejo por aí que realmente amam uns aos outros. Mas isso é porque não existe um amor maior do que o de Deus. E é por isso que a gente nunca vai encontrar alguém que realmente perdoa por completo, porque só Deus tem esse poder, só ele. Mas eu também penso que devemos continuar lutando pra alcançar esse perdão, e é por isso que eu também penso nele como um processo. Tanto que tem dias que você cresce muito, e tem dias que você dá alguns passos pra trás. Isso acontece comigo sim, e me deixa muito triste. Mas tenho o conforto de saber que Deus já me perdoou e me perdoa pelos vacilos que eu dou diariamente. Porque eu sei que ele sempre vai estar do nosso lado, nos ajudando a alcança nossos objetivos. E eu creio que a busca pelo perdão pleno deve estar nessa lista.

  11. Sei que a questão é polêmica e tenho gostado muito da discussão porque tem me acrescentado e me levado a pensar! Alto nível galera!
    Mateus, acho que não é impossível atingir o perdão pleno porque ele é ordenado por Jesus em Lucas 17:4: “Se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, e disser: Arrependo-me, perdoa-lhe.” e em Mt 11:25: “E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as ofensas.”No versículo citado pela Nati também vemos isso, Paulo ordena o perdão – Cl 3:13: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.” E em Ef 4:32 também: “Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.”
    Se fosse algo inatingível, não seria algo ordenado por Cristo e também por Paulo. Acho que podemos chegar no perdão pleno através de um processo que começa pelo fato de tentarmos amar a pessoa como Cristo amou, com todas as imperfeições que ela tem.
    Vamos continuar a discussão, pois tenho ganhado muito com ela!!!!

  12. Queria agradecer a presença da Fernanda. É a FD-UFMG ABU na área! (rs) A discussão está muito elevada, então preciso passar esse dia pensando e à noite venho aqui comentar melhor!

    Mateus, que belos questionamentos?! Não sai da lugar quem não reflete.

    Jájá to de volta! abraços a todos! E o BLOG TA BOMBANDO!!!!

  13. Então, tema muito filosófico, tenho que fazer força para acompanhar. como o rato fez, @todomundo, concordo com o que foi levantado.
    Creio que o perdão é um exercício que se faz até que se consiga superar o fato. Tenho a base disso na passagem que Jesus diz que devemos perdoar 70 x 7 (Mateus 18: 21 e 22). óbvio que ele não disse para usarmos métodos farisaicos e contar todas as vezes que perdoamos, mas sim, imagino, quis que criássemos o hábito de perdoar. acho que se perdoarmos sinceramente a ofensa toda vez que ela vier na nossa cabeça, porque Deus nos perdoou de coisas talvez até piores na cruz, vamos alcançar o perdão pleno. no dia em que o fato já não for mais do que uma lembrança ruim na nossa cabeça, mas que não trás de volta nada que prático que nos faça mal, será então o dia do perdão pleno. (to tentando crer nisso também)

    e, com base na passagem que a alê citou, coloco mais lenha na fogueira: temos de perdoar mesmo se a pessoa não reconhece que está errada e não pede perdão?

  14. Acho que essa discussão é muito importante. O perdão não necessariamente restaura o estado anterior. Como vocês vêm falando, também acredito no tal do processo. É impossível da noite para o dia. Mas como em tudo nessa vida deve se basear em amor.

    Isso me lembra Is 43:25 “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro”. Na verdade conosco o perdão deve vir por amor a Ele. Não sejamos juízes de nós mesmos, pq com a medida que julgarmos tb seremos julgados. Todavia tudo deixa marcas. Importa buscar o exemplo dEle e tentar melhorar com isso!

    Até que a paz seja completa. Até que esqueçamos e os feridas não estejam mais abertas. Cada um conhece a sua forma para alcançar isso. Outros, no entanto, passarão a vida lutando para perdoar.

  15. Não acho que no Jardim do Éden houvesse perdão, pois ali não havia pecado.

    E acho que o constrangimento da cruz é suficiente. A história da pecadora que unge Jesus (Lc7:36-50) traz a parábola de dois homens que deviam a um credor. Um devia 500 e o outro 50 denários. Qual deles o amará mais?

    “A quem pouco foi perdoado, pouco ama”

    Outro exemplo é a parábola do servo impiedoso. O rei diz “Você não devia ter misericórdia do seu conservo como eu tive de você?”.

    E, finalmente, uma oração de Jesus diz claramente que o perdão de Deus está relacionado ao nosso perdão a quem nos ofende.

    Concluo, portanto, que a misericórdia de Deus é que nos impele e acho que ela é suficiente. Sério, quando acho que alguém não pode ser perdoado penso que já estou sendo mais pecador (essa pessoa é pior do que eu) e, portanto, menos digno ainda de misericórdia. Aí penso que Jesus me amou mesmo morrendo por mim e não consigo levar adiante meu pensamento contra a pessoa. (mas acho que nunca tive que perdoar uma falha enorme)

  16. O Rato adora polêmica!! 😀
    Bom, Jesus sabia que Judas roubava do dinheiro comum e que o iria trair (e “matar”), mas não deixou de tratá-lo com amor, não o tratou de forma diferente.
    Que exista pleno perdão creio que sim, mas infelizmente preciso ainda aprender a vivê-lo. Se vc aprender como, Rato, me avise! hehe

  17. A Carolzinha conseguiu resumir quase tudo que eu penso. Compreendeu minhas idéias como poucos! 😉 O que faltou, Rafael e Gabriel complementaram!

    Para mim, Tati deu embasamento suficiente para mostrar que é possível sim atingirmos o perdão pleno… Concordo também com sua afirmativa que devemos “tentar amar como Cristo amou”, no entanto, não seria essa uma afirmativa um tanto quanto geral/teórica, enquanto que nossa dificuldade é específica/prática?
    Isto é, todos sabemos da teoria, mas a prática complica…. Colocando de forma prática: o que devemos fazer para amar uma pessoa como Cristo amou? o que é necessário para chegarmos nesse objetivo?

    Outra questão surgiu para mim lendo a fala de Gabriel “O perdão não necessariamente restaura o estado anterior”. Concordo 100% com isso, mas coloco uma pergunta: seria possível restaurar o estado anterior? como?

    Porém, quanto aos comentários do Vidigasss, discordo completamente. (não leve para o pessoal, vc sabe que eu te adoro! hehe)
    Você acha que o perdão só existe para o pecado? Não creio nisso e posso inclusive citar várias situações cotidianas em que isso acontece: falha de comunicação, atraso, falar algo que entristeça alguém sem ter essa intenção, etc…. E acho que com certeza essas situações existiam no Éden!

    E, se o constrangimento da Cruz for realmente suficiente, eu sou o pior Cristão do mundo ou até questiono se realmente sou um. Sério. Sinto o constrangimento da cruz, tanto que quero perdoar pois sei que a pessoa não é culpada, ou, ainda que fosse, Deus me perdoou de coisas muito maiores e, no entanto, não consigo evitar raiva e outros sentimentos degradantes, que, claramente, mostram que não consegui perdoar… O constrangimento da cruz só me fala que devo perdoar – não ajuda em nada mais.

    Acho que seu pensamento está simplista, mas acho que isso é natural, uma vez que ele sempre funcionou até hoje, já que como você mesmo diz, não teve que perdoar algo grande.

    No mais, Ana, espero aprender nessa discussão!

  18. Concordo que perdão é um processo, e que temos um exemplo perfeito dele na cruz. Mas não acho que ele exista somente aí, pode ser também alcançável por nós. Não que as lembranças serão esquecidas, mas acredito ser completamente possível que as lembranças venham a tona sem trazer qualquer sentimento ruim. E isso é o perdão pleno.

  19. Eu acredito sim no perdao pleno,mas tem que ser literalmente obra do Espírito Santo em nossas vidas,pra isso temos que crer de verdade e sermos verdadeiramente libertos.
    Eu estou passando pela fase mais difícil da minha vida,a pessoa que eu mais amava depois de Jesus e da minha família fez algo que eu nunca imaginei contra mim e eu estou decepcionado,destruído fisicamente e emocionalmente,choro com frequencia,estou deprimido,mas nao desisti,tenho fé PLENA EM JESUS POIS ELE É MTO FIEL A MIM E ELE ME REVELOU DE ANTEMÃO QUE ESSA PESSOA FARIA ISSO TUDO CONTRA MIM.
    Eu nao estava preparado pra receber esse fardo todo,o que eu estou procurando fazer agora?? Dar esse fardo pesado pra Jesus porque pra ele é leve e quero tomar o fardo leve dele,pois ele vai carregar por mim.
    O perdao é um processo,eu estou decidido a perdoar e Deus vai trabalhar em mim o perdao,quero vida nova,quero a partir de agora ser transformado por Deus e estar curado,totalmente curado,plenamente curado em Cristo e serei. Gde abs a vcs,saudades de todos.

  20. Post fantástico e discussão extremamente rica e útil!

    Mateus, foi muito bom vc ter trazido seus questionamentos aqui no blog para que possamos juntos construir algum conhecimento sobre perdão.

    Gostei muito da forma simples, esclarecida e objetiva como vc escreveu o post e está mantendo essa discussão.

    Parabéns! E obrigada. Tem sido bom para minha vida participar (como leitora) de toda essa reflexão.

    Bjinhus!

  21. Lv 20: 7 – “Consagrem-se, porém, e sejam santos, porque eu sou o Senhor, o Deus de vocês.”
    1Pe1:16 – “Sejam santos, porque eu sou santo”.

    Sejam santos, Deus ordenou. Será que algum dia alguém, que não seja Jesus, será santo?

    Perdoem, Deus ordenou. Será que algum dia alguém pode perdoar plenamente? Perdoar a todas as ofensas que um dia recebeu?

  22. Eu acredito firmemente que um dia conseguiremos perdoar plenamente, mas é algo que, para ser alcançado, devemos ter passado por esse processo que, parece que todos daqui concordaram, em busca mesmo do perdão pleno. Mas isso não vai acontecer da noite pro dia, justamente por ser um processo né. Pode ser demorado (como acontece comigo, por não ter grande facilidade de perdoar) mas devemos esperar em Deus, devemos acredtar que um dia chegaremos lá. Ainda mais porque sendo essa a vontade de Deus, ele nos ajuda a alcançar.

    I Jo 2:6 – “Aquele que afirma que permanece n’Ele, deve andar como ele andou.”

  23. ah, e só mais uma coisa: a idéia desse blog foi muito legal! O tanto que eu estou crescendo com todos esses posts é muito bom! Mesmo! As discussões estão muito bacanas, e tenho aproveitado muito o tempo que eu gasto aqui nesse blog! Muito muito bom! =)

  24. Demorei, mas cheguei!

    Mateus, concordo que a prática desse tipo de perdão está muito distante da linda teoria do constrangimento pelo amor de Deus por nós. Nós não somos Deus pra simplesmente apagarmos da memória algo que aconteceu.

    Já passei por uma situação parecida, apesar da outra parte ter tido culpa sim. A situação nunca mais foi a mesma, mas já não me lembro com rancor do acontecido. O que me ajudou muito foi oração e jejum.

    Mas, realmente, não há nada melhor que o tempo pra sicatrizar qualquer ferida…

  25. Nuh! Tenso.
    Mto doida a reflexão, Rato! Concordo com o comentário da Carlinha.
    Pensar sobre isso fez sair mais fumaça da minha cabeça do que qdo eu penso sobre o “tempo”. É complexo demais.

  26. Acho que a gente só não pode parar e pensar: “ah, perdão pleno é impossível mesmo, não sou Deus, não consigo” e não tentar de todo seu coração perdoar o outro.Quem pode dizer qual é o ‘limite’, o ‘máximo’ onde podemos chegar na caminhada para ser como Cristo? Temos que nos superar a cada dia

    E acho que sim, perdão pleno é possível, com a ajuda de Deus, uma obra mesmo do E.Santo em nossas vidas( como já foi dito). Mas ,com certeza, não é nada fácil nem de um dia para o outro.

  27. Mil comentários e dias depois eu vi que tem uma pergunta dirigida a mim aí em cima (que eu não sei responder, diga-se de passagem… Hehehehe)
    Acho que quando eu falei em “perdoar de verdade”, eu pensei em ocasiões em que realmente escolhemos por perdoar uma pessoa, e não só daquele jeito de dizer que aceita um pedido de desculpas da boca para fora. Acho que tem um pouco a ver com compreender a situação e, independentemente de concordar ou não, sabendo também da necessidade e ordem de perdoar, escolher por isso.

    Estou pensando aqui e me lembrei de um caso na vida de uma amiga minha em que, no meu entendimento, houve realmente o perdão que eu chamaria de perdão pleno, de uma atitude muito grave da mãe. Mas, mesmo nesse caso, não houve o esquecimento…

  28. Eu também acho que perdoar não é para nós pobres mortais, esquecer é um ato humanamente impossível dependendo do que nos fizeram, não falo de perdoar alguém que pisou no teu pé ou te roubou dinheiro, falo de perdoar alguém que que teve a capacidade de estuprar uma criança de 3 anos e espancar até a morte como sempre aparece nos noticiários, quando alguém diz que perdoou, é preciso que esta pessoa pense em algo assim, pq se perdoou mesmo, então convide o seu agressor para um jantar de família num domingo ensolarado, dê o melhor lugar na mesa para esta pessoa olhe para ela e não se lembre de nada que ela te fez.

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