Editorial

Aqueles homens e mulheres atravessam difíceis momentos na jornada. Não é de se admirar, já que superar um imenso deserto nunca foi tarefa fácil, especialmente o deserto de suas vidas. Secas há tempos pelo sofrimento da escravidão.

Eram fugitivos, mas caminhavam a passos largos em direção à liberdade. Certamente, ainda não a haviam encontrado, porque ela não existia numa terra tão árida. Assim, continuavam a trajetória, movidos pelo desejo de encontrar a prometida terra que manava leite e mel.

A empreitada mostrava-se cada dia mais arriscada, com muitas perdas. Aquele que havia proporcionado o início da caminhada não era mais admirado. Inclusive, quem assumia a posição do líder era por inúmeras vezes questionado. “O que fazemos aqui?”

Esquecendo-se da razão pela qual caminhavam, os mesmos homens e mulheres deixaram os motivos iniciais para a travessia e empreenderam esforços em soluções que mais pareciam remendos. Eram soluções frágeis, insuficientes e efêmeras.

Certa tarde, tão bela como não se via há muito, o sol fazia com muita graça o seu papel e os céus, como se buscassem reconciliação, traziam o reflexo do mar de sensações que aquele povo sentia. Moisés, estando à frente daquelas pessoas, teve um encontro com o próprio Deus. Falavam da vida, das leis, do futebol. Tinham um papo quase tão corriqueiro como os de todos os dias pelas manhãs, se não fosse pelo que acordavam oportunamente.

Desta feita, surgiu uma grande contribuição. Deus dissera a Moisés que traria conforto para a caminhada daquele povo, viria suprir as necessidades, apresentando-se como o Companheiro de todas as horas. Quando a secura dos lábios, o sofrimento dos pés e a tristeza dos corações impedissem a jornada, Ele seria como o Oásis, pronto a oferecer água e descanso.

E mais, com esperança nos olhos, desejoso de ver sucesso naquela trajetória, ressaltou que lançaria as nações inimigas de diante deles, e alargaria suas fronteiras. Mostrava, com essa atitude, que não queria oferecer vida miserável para os que havia providenciado liberdade, mas vôos altos, expansão dos termos, fronteiras, retirando todas as limitações.

Nós queríamos apenas apresentar o início dessa nossa nova caminhada e dividir com todos vocês o que já (des)aprendemos, sentimos, fizemos em outras jornadas. Muitas vezes duras, outras vezes repletas de alegria.

Esse é o nosso meio de convivência. Sinta-se em casa. Denominamos, com a melhor das intenções, esse nosso blog de OUTRAS FRONTEIRAS. Porque assim como Jabez outrora pediu, por ora, em seu lugar sonhamos: “que alargues nossas fronteiras” e as de nossos interlocutores.

Obrigado.

10 comentários sobre “Editorial

  1. Bem…Começamos os trabalhos. Esse texto é o início do sonho. Sintam-se representados por essas palavras, assim como me senti. Falamos em conjunto, acordando em tudo.

    Amanhã nos encontraremos nas apresentações.

    Muito obrigado. Até breve.

  2. o Mateus! lembra de dizer que esse texto é do blog. O blog falando pelo blog.
    Caso contrário vc leva todo mérito!

    Ai…olha o ego…haha

  3. Desde que tomei a decisão de deixar Cristo realmente comandar o barco da minha vida, ouço uma voz que grita incessante dentro de mim, ora mais forte, ora mais abafada: o que vc está fazendo pelo meu reino? Digo que pouco fiz até hoje, o q causa um pouco de frustração… Mas por outro lado sinto uma alegria imensa por iniciativas como esse blog, que com certeza já está fazendo diferença em muitas vidas, e sei que esse projeto é por Ele e para Ele. E de quebra ganho um incentivo para sair da minha acomodação e tb me mexer!
    Parabéns! Que Deus os abençoe!!

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