Cuidado: arrogância à vista!

Há um programa na televisão chamado Troca de esposas que vai ao ar no canal People and Arts. Esse programa é um reality show que, a cada episódio, mostra duas semanas de duas famílias que trocam as esposas entre si. Ou seja, a esposa de umas das famílias viverá na casa da outra durante esse período, e vice versa.

O interessante do programa é que a “nova esposa” precisa viver de acordo com as regras da casa durante a primeira semana e, na segunda semana, é ela quem dita as regras, sendo que os produtores sempre buscam duas famílias que vivem de maneiras opostas. E, ao final do programa, ambas as famílias compartilham como foi a experiência.

Houve um episódio que me chamou muito a atenção. A troca foi feita entre uma família muito evangélica (o pai era pastor) e outra muito ateísta (o pai tinha um programa de rádio no qual falava exclusivamente contra o cristianismo). Dentre as várias coisas legais que foram mostradas, o que achei mais legal foi a postura humilde  do pastor ao final do programa em contraste com a postura arrogante de sua mulher no início do mesmo.

Ele disse que ficou admirado com o carinho que a esposa atéia tinha pela filha dele e que o modo com que ela cuidou da menina o ajudou a ficar mais atento às necessidades de sua filha. Além disso, uma das regras que ela implementou (“é proibido orar com os filhos antes de dormir”) o ajudou a perceber que ele deveria conversar mais com os filhos sobre coisas do dia-a-dia e não ficar falando apenas sobre assuntos religiosos. Por outro lado, a esposa dele mudou de casa pensando somente no que ela poderia ensinar para a nova família e não no que ela poderia  aprender.

Percebo que nós, cristãos, na maioria das vezes, agimos com esse ar de prepotência da esposa do pastor. Nos relacionamos com as pessoas pensando somente no que podemos acrescentar à vida delas, NUNCA pensando no que elas podem acrescentar às nossas vidas. É curioso como posso me tornar uma pessoa prepotente, incapaz de aprender algo com aqueles que pensam diferente de mim, buscando justamente ser o oposto disso. Lamentável. Por exemplo, não entro na minha sala de aula buscando o que eu posso aprender com as pessoas que estão ali, mas pensando no impacto que eu gostaria de trazer à vida delas. Triste, não?

Quando percebi esse erro, pude mudar minha atitude. Pude deixar de lado toda a minha prepotência e ao invés de buscar incessantemente ser um “bom exemplo” no meio em que vivo, busco o que vem antes disso, um relacionamento íntimo com Deus. Ser um “bom exemplo” é uma consequência disso. Quando deixo de pensar somente no que eu posso levar para as pessoas e me permito aprender com todas, consigo escapar um pouco da arrogância que às vezes me acompanha.

20 comentários sobre “Cuidado: arrogância à vista!

  1. Nó Carla super apoio, na verdade essas idéias me incomodam faz um tempo. Desde que eu vi que certos amigos meus tinham muito a oferecer e eu, prepotente que só, fechava os olhos para o que tinha a aprender com eles. Acho que essa prepotência toda acaba até virando uma grande barreira no nosso testemunho, acabamos sempre deixando vários relacionamentos na superficialidade o que nos impede de ter abertura para falar o que realmente importa: de Cristo. Ou muito legal mesmo isso que tu falou

  2. ei carlinha!
    muito legais essas idéias. acho que podemos aprender bastante sim com os outros, perceber coisas que podem ser mudadas… o exercício de estranhamento é muito importante, dá pra aprender muito.
    Mas não sei se eu topava ir num programa desse não! hehehe
    bjos

  3. Bacana mesmo a idéia trazida por esse post. Acho que é inegável que temos que buscar fazer a diferença, como Jesus fala no sermão do monte (evangelho de Mateus, capítulos 5 a 7), “vós sois o sal da terra”. Mas, ao mesmo tempo, o mesmo texto fala contra a arrogância espiritual, porque são bem aventurados os que são humildes de espírito. E isso nós conquistamos, de fato, aprendendo primeiro de Deus, e não significa que não podemos também aprender com os outros. Ultimamente tenho aprendido muito principalmente com pessoas que não são cristãs, mas vivem uma vida muito regada a princípios cristãos, muitas vezes mais que a minha própria. Isso é muito desafiador!

    PS> eu acho q tb n animava de participar de uma experiência assim n! hehehehe

  4. Pra ser sincero eu nunca tive muito problema com isso não. Sempre fui muito aberto a ouvir, mudar de opinião, essas coisas… mas percebo que é uma atitude comum não só entre os cristãos, mas no mundo também. E talvez isso possa ser um diferencial do cristão no mundo! Quem sabe as pessoas um dia não param de nos chamar de “bitolados”?

  5. Bárbara, que bom que você também fica incomodada com essas idéias e que eu não estou só! : ) E com certeza essa propotência é uma barreira no nosso testemunho!

    Ana Lu! Pois é, temos que ficar atentos às coisas que podemos aprender… é muito importante mesmo. E assim, como você e a Fernanda, eu também não animava de participar de um programa assim! rs

    Fernanda, você colocou aqui justamente as idéias da Bíblia que me motivaram a fazer esse post! Legal demais! Penso da mesma forma que você.

    D.K.! Eu também sempre fui aberta, entretanto me peguei pensando sempre no que eu podia levar para os outros… sim, tomara que isso faça a diferença no mundo! : )

    Bjao!

  6. Olá carlinha, oi turma, é a primeira vez que entro aki, to gostando muito….
    Olha só, estava pensando nisso esses dias, como as vezes as pessoas ao nosso redor tem coisas para oferecer mais estamos tão intereçados, na verdade, em nos mesmo, vejo que Cristo sempre esteve muito preocupado com as necessidades dos outros, e sempre tentava entender o que se passava com as pessoas, quando vejo Ele com as pessoas, sempre vejo ele levando coisas de acordo com aquilo que eles ansiavam, e para isso temos que entender e saber o que todos pensam, quero estar perto das pessas pq gosto delas assim como Deus gosta de mim com minhas esquisitices, sei que meus amigos são muito menos esquisistos do que eu então tenho que ficar junto com todos….. sinto esse chamado Carlinha, e assino em suas palavras….

  7. adorei amiga… vc ja tinha me falado sobre esse programa e concordo plenamente com vc… tem cristão q acha ou q vive como se achasse q pessoas não cristãs naum podem ser usadas na nossa vida, naum tem o q nos ensinar… quem dera eu tivesse a responsabilidade de algumas amigas minhas da faculdade q não são cristãs, quem dera se eu tivesse a simplicidade do meu pai, a habilidade q ele tem pra resolver problemas ou me aceitasse mais como ele se aceita, em tudo isso ele da de 1000 a 0 em mim e a crista aki sou eu… é engraçado, se eu fosse falar quem é a pessoa q mais me ensinou na vida sobre a graça de Cristo, q é a essência do evangelho, sem duvida falaria q é o meu pai, mesmo ele não sabendo nada do que a bíblia fala sobre isso, mas simplismente pq ele me trata com mta graça e amor, é o amor de um ser humano q eu conheço q chega mais próximo (por mais q ainda esteja longe) do amor de Deus por mim…
    bom, so to dando exemplos de como podemos aprender inclusive sobre Deus se pararmos de deixar nossa prepotência nos cegar, pararmos de pensar “sou cristã e por isso sou melhor, tenho q salvar os outros dessa vida cheia de pecados q eles vivem” quem salva é Cristo e nós naum somos nada além de pessoas também com a vida cheia de pecados q descobriram esse salvador e ainda precisam aprender mtu…
    bjaum amiga…

  8. Gostei muito Carlinha!
    Tenho muito problema com arrogância e pensar nesse programa me fez ver que se fosse eu ia pensar do mesmo jeito da mulher do pastor: “o que eu posso fazer pra essas crianças e esse pai que podem levar Cristo até eles? è claro que sou melhor que eles e preciso ensiná-los.” Acho que eu nunca pensaria que poderia aprender. Daí a atitude do pastor foi legal pois ele disse que aprendeu! Tomara que eu aprenda bem mais com todos a minha volta. Vejo muito isso na homeopatia: meus colegas têm muitas idéias viajantes e loucas mas muitas vezes aprendo com eles. Preciso ser menos arrogante! Bjo!

  9. Parabéns, muito legal as idéias desse post !!
    É muito fácil mesmo começar a pensar que , por ser cristã, não tenho nada a aprender com pessoas não-cristãs.Já me peguei pensando assim algumas vezes, com essa arrogância toda.Falta é humildade né … não enxergo o tanto de orgulho que ainda tenho

  10. nossa amiga, eh verdade. mto legal a reflexão. às vezes aprendo mais com minha colega da faculdade que não é cristã do que com alguns cristãos. bjos amiga!

  11. Achei mto legal a abordagem que você deu nesse post. Acho que os valores cristãos não devem ser negociaveis nunca – e muitas vezes as pessoas do mundo querem negociá-los – mas sinto que muitas vezes essas pessoas querem nos simplesmente incluir no meio social delas (o que é bom) e muitas vezes me vejo fechado pra isso.

    Particularmente, meu desafio tem sido me abrir pra amizade/relacionamento dessas pessoas dando um testemunho positivo mas ao mesmo tempo evitando o afastamento – que muitas vezes é gerado pois estamos fechados para essas pessoas.

    Realmente DESAFIADOR!

  12. Mto legal Carlinha!! Acho q se achar “o dono(a) da verdade” é um risco que corremos sempre… mas com certeza está longe se ser isso que Deus espera de nós. Achei legal a solução que vc apresentou p esse problema: buscar um relacionamento íntimo com Deus! Obrigada!
    Bijim amiga!

  13. Carlinha, como disse, cheguei a hora, li e já vou comentar!
    Já tinha tentado agir assim, mas sem esquematizar as ideias. Sem entender o porque. Também não quero ser prepotente. Já estou até imaginando como lidar com isso daqui pra frente. Muito legal mesmo.

    Bjao

  14. Poxa, amei esse post! É a maior verdade, me lembrou de uma coisa que eu amigo ateu aluno do Loyola me falou: que muitos criatão são arrogantespor acharem que todos tem que aprender com eles. Com certeza ainda vou pensar muito nisso!

  15. Fantástico o post carlinha! de verdade! Me fez pensar muito! Eu nunca me fechei às amizades do mundo, mas também não sei se já me abri o suficiente a ponto de olhar a vida dessas pessoas e muitas vezes ter a oportunidade de aprender. Estou pronto a viver esse desafio. E espero que este posta sirva para muitos cristãos que se fecham em sua redoma de amizades cristãs e simplesmente não se envolvem com pessoas da sala, amigos de colégio que se perderam no tempo, etc. Abraços

  16. Muito perspicazes as idéias! Acho que essa prepotência afeta 70% dos cristãos que conheço… É muito sutíl a diferença entre o ser prepotente e o não ser… Tem que estar sempre atento, pois qualquer descuido podemos cair nessa situação que você descreveu!

    Muito boa reflexão!

  17. Muito muito bom meeesmo! Super me identifiquei irmã! Ainda mais com aquilo que você disse de entrar na sala pensando no impacto que você pode trazer na vida das pessoas e não em pensar em crescer com elas! Vou totalmente começar a ver de outra maneira as coisas quando entrar no meu colégio da próxima vez! Gostei muito mesmo! =))

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