O Cristão e o uso dos talentos

Sabemos que não é por obras.

“My wings don’t sail me to the sky”, ou minhas asas não me levarão ao céu, diz a canção.

Ou ainda: “não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios).

Há, contudo, de se pensar nas obras.

Tiago é sempre apontado como um dos seus maiores defensores: mostre-me sua fé sem obras…

Há também inquietante passagem em 1 Pedro:

E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação

O contexto parece dizer especificamente a respeito de santidade. Seria santidade apenas o que não podemos fazer?

Pensei neste duplo enfoque e confesso que o segundo me deixou mais abismado: não devemos fazer uma série de coisas, é a lei e tal. Entretanto, e as coisas que deixamos de fazer?

Lembro-me do funcionário a quem foram confiados talentos.

Lembro-me da continuação do versículo de Efésios: [não por obras, mas por fé…] Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos [grifo meu].

“Andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação”

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