Cidadão do século 21

Sabe aquelas historinhas de alguém que procura um homem muito sábio, que vive no alto de uma montanha? Gostaria que você se imaginasse em uma delas.

Você é mais um cidadão do século 21. Na maioria das vezes, a sua descrição seria: atarefado, estressado, pressionado, ocupado, cansado, angustiado, culpado… Diante de tudo isso, você resolve procurar aquele sábio da montanha. Você desabafa completamente. Ele o escuta atentamente e retira-se para o interior de sua caverna e de lá sai com uma bacia e um jarro de água na mão.

“Observe a água, enquanto eu a despejo na bacia”, disse ele. A água espalha-se pelo fundo e pelos lados da vasilha. Fica agitada e turbulenta. No início, a água forma um redemoinho no interior da bacia; depois, aos poucos, começa a se acomodar, até que, a superfície fica tão uniforme que você consegue ver seu rosto refletido na água tranqüila.

Ele conclui: “Isso é o que ocorre quando você vive no meio do seu ativismo. Pessoas, compromissos, prazos… Você não se vê como realmente é por causa de toda a confusão e perturbação. Você tem dificuldade de perceber a presença de Deus em sua vida, e a consciência de que você é amado lentamente se esvai.

Sabe o que é interessante na história? É que leva tempo para a água se acalmar. Chegar à tranquilidade interior requer um tempo de espera. Qualquer tentativa de apressar o processo somente faz agitar a água outra vez. Acredito ser exatamente por isso, que Deus nos quer ver menos ativistas e mais contemplativos:

“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus…” (Salmo 46:10)

Esse era um dos hábitos de Jesus: menos atividades e mais tempo para ver seu rosto refletido na água…

“Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.” (Marcos 1:35)

Preciso fazer uma confissão: meus dias tornam-se melhores quando consigo ver meu rosto, sentir a presença de Deus e ouvir sua voz me dizendo que sou o amado.

Quebre a sua rotina! Crie um deserto bem no meio do seu dia! Vá atrás daquele sábio!

Aliás, qual foi a última vez que você viu seu rosto refletido na água, cidadão do século 21?

Um grande abraço!

Referência

Brennan Manning (Meditações para Maltrapilhos)

Eduardo Victor

Sobre Eduardo Victor

Mineiro de Belo Horizonte, 33 anos, cristão e missionário em Alvo da Mocidade. Apaixonado pelas Escrituras, tornei-me um sonhador quando descobri que Deus pode nos surpreender com as coisas mais simples e inusitadas desta vida...

13 comentários sobre “Cidadão do século 21

  1. Meu Deus! Como parece ser difícil encontrar meu rosto na água! Realmente o que mais procuro é toda essa tranquilidade, mas confesso: na minha inquietação não consigo parar no meu deserto! Vou começar a exercitar isso… é muito bom se sentir amado! Tenho precisado sentir isso mais vezes!!!

  2. Muito bom o post, Dudu!
    Realmente, muitas vezes é difícil nos permitirmos um tempo de contemplação no meio dos nossos dias tão atarefados! A ansiedade do dia-a-dia nos faz querer estar o tempo todo em ação, e esse ritmo frenético frequentemente faz com que percamos o foco de nós mesmos, de nossos sentimentos, e de nossa relação com Deus…
    Espero conseguir criar mais desertos no meio dos meus dias!

  3. Dudu, muito pertinente esse tema do seu post!
    No meio a tantas atribuições que nos são impostas, e que a nós mesmos nos impomos, ficam raros os momentos em que paramos para contemplar as maravilhas de nossa vida, que se fazem presentes nas coisas mais simples e tão frequentemente ignoradas por nós. Realmente me sinto mais feliz quando paro para ver um céu tão azul como o de ontem pela manhã; para escutar os pássaros cantando ao meu redor; simplesmente para olhar em torno, em silêncio, e deixar manifestar, a mim mesma, o que há de mais profundo em meu interior.
    É um exercício diário, que não devemos suprimir em função das atribulações de um cidadão do século XXI.
    Valeu!

  4. Fala galera!!! Creio ser geral a dificuldade de perceber o que é significativo…
    Fazer com que a água pare e assim, enxergarmos nosso rosto…
    Que essa seja a nossa luta, certo?
    Bjo para a Lomelino, a Luma, a Aline e a Letícia…
    Pro Homero, não…

  5. Muito bom Eduardo!
    Acredito que realmente seria muito bom aquietar a água! Mas é um grande desafio!
    E uma coisa que gostei muito, foi ver que em alguns momentos são outras pessoas vão nos mostrar coisas como essa! Principalmente com histórias, e o “Outras Fronteiras” nos permite muito isso!
    Mas parabéns amigão!

    Abraço!!

  6. Dudu, seu post tem a ver com o meu de amanhã! :)
    Realmente eu vivo numa correria. Eu passo um tempo no deserto todos os dias, mas queria que esse tempo fosse maior e que eu pudesse administrar isso ao longo de todo o dia.

  7. Nossaa,muitoo tenso ler eesse post depois de um longo dia de trabalho e esforço pra impressionar o chefe!
    (não que seja meu caso, ainda estudo! kk)
    Post finasso, Eduardo chegoo pra strondaa!;)

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