Caricaturas do amor

Quando penso em relacionamento entendo que existem muitas caricaturas sobre o amor. Ouvimos frases do tipo: “ele é tudo para mim!”, “ela preenche todas as minhas necessidades”, “parei de cantar porque ele não gosta”, “não existem segredos entre nós”, “ruim com ele pior sem ele”… (Talvez vocês lembrem de mais frases!?!)

Para mim todas essas caricaturas diminuem a pessoa e o seu mundo, e é isso que vejo em vários relacionamentos! E isso é totalmente contrário ao amor, pois o amor não diminui, mas multiplica. Aquele que chega não tem o direito de reduzir o mundo de quem se deixou encontrar, nem de aprisionar, sequestrar ou restringir.

Ninguém é tão completo que seja capaz suprir toda a necessidade do outro. É um erro pensar que tenho tudo para ajudar no crescimento do outro. Por exemplo, o namorado que chega não tem amor de pai para oferecer. Por isso não tem o direito de afastar ela de seu pai. Além disso, ele não tem um amor de mãe, de irmão e de amiga. Ele é o responsável por um novo amor, mas não é o amor único. Amor que aprisiona Quando comecei a namorar a Camila (hoje minha maravilhosa esposa) tinha que entender que ela estava inserida em um mundo com modalidades de amor já presentes. Eu não deveria competir ou tentar tomar o lugar de nenhum outro relacionamento. Tinha que entender que existia o amor de Pai, o amor de mãe, o amor de irmãs, o amor de amigos e , inclusive, o amor por animais (4 cachorros e 4 tartarugas) (esse foi o que mais competi!!! eheheh!)

Infelizmente vejo relacionamentos que trazem uma mistura de papéis complicada e que traz, como consequência, uma diminuição do mundo dos envolvidos. Conheço uma pessoa que perdeu muito de seus amigos por dizer em alto e bom som: “Eu e minha namorada não temos segredos!”. Primeiro: isso é mentira, segundo: os amigos pararam de tê-lo como confidente, pois ele repassava tudo para a namorada.

Acho que sempre é importante refletirmos sobre a seguinte pergunta: Depois que ele (a) chegou, a nossa vida, nosso mundo, diminuiu ou dilatou-se?

Precisamos questionar nossos relacionamentos: existem limites? Existem papéis definidos? Essa pessoa me liberta ou me aprisiona? O relacionamento promove dignidade e o meu aperfeiçoamento como humano?

Abraço e até a próxima!

Homero Castro

Sobre Homero Castro

Nome: Homero Resende Castro Nasci em 1979 em Belém do Pará, moro em Belo Horizonte desde 1989. Sou formado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais. Desde 1999 trabalho como missionário na associação Alvo da mocidade. Eu e minha maravilhosa esposa, Camila temos duas filhinhas lindonas, Helena e Elisa, e uma sapeca cadela chamada Leona.

15 comentários sobre “Caricaturas do amor

  1. Concordo muito homerão. O mais triste é ver esse tipo de coisa acontecer na prática e o casal afirmar de “pé junto” que é mente aberta e que não tem esse tipo de problema. Não namoro, mas sei que quero alguém que pense nessas coisas e que me ajude com elas.

    valeu, abs.

  2. “Ele é o responsável por um novo amor, mas não é o amor único. ” essa pra mim eh a frase chave…. =]

    amei o texto!! lindo lindo!!! confesso q passei um pouco por essas situações no meu namoro antigo (que não incluía Deus) e hoje entendo muito bem o que você quis dizer, Homero… quando a gente aprende o papel de cada um, as prioridades, a respeitar os outros amores, a saber q o outro não é tudo pra mim e nem eu sou tudo pra ele, e o principal, quando há crescimento (especialmente espiritual) junto… eu diria que é no minimo um relacionamento que agrada a Deus (acredito eu) =]

    tembém recomendo a todos os casais!!

  3. Muito bom mesmo, Homero!!!!
    A gente tem sempre tantoo a aprender sobre amor né…
    Concordo com o Vidigas, d q eh sempre mto bom aprender com sua vida e suas experiencias (a parte do “MUITOS anos de experiência” é por conta dele..kkkkkk)

    bjaoo

  4. Lembrei de outra que eu ando escutando por aí: “se a gente não ficar junto eu vou morrer solteiro!”
    Gostei muito do post, muito mesmo!! 😀

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