A Busca

“O sentido original da palavra “crise” significa situação de decisão(…), uma crise pode conduzir tanto à ruína como transformar-se em Kairós ou renascimento.” Urbano Zilles

O mundo nos seduz de várias maneiras.

Facilmente somos distraídos.

Sutilmente somos desviados, induzidos pelo doce veneno de uma ilusão.

Então somos algemados pelas nossas rotinas e a vida vai passando. Com o tempo aquilo que era doce se torna amargo, pesado.

De repente a crise, tudo vem à tona e percebe-se que a verdadeira vida já não existe. Aqueles que mais amamos, aquilo que essencialmente necessitamos não são como deveriam ser; tudo mudou,  perdemos totalmente o controle! O filho cresceu, e nem vimos, não o conhecemos, não sabemos seus medos, seus anseios e necessidades. A esposa passou a ser uma estranha irritante e não somos o príncipe que prometemos ser. Os sonhos foram soterrados pelas “tranqueiras” conquistadas nos últimos anos.

O sorriso desapareceu da face, onde se vê agora rugas do tempo, da preocupação com futilidades transitórias. E o caminho se tornou tão confuso que parece impossível retomá-lo; a velha trilha foi tomada pelo mato.

Nada é reconhecível, nem mesmo nosso olhar ou nosso próprio tom de voz.

Facilmente somos distraídos e seguimos a trilha da destruição; que destrói a família, o casamento, os sonhos, os relacionamentos fraternais, a vida santa.

A busca é vital e é preciso coragem e disposição para voltar e reconquistar aquilo que se perdeu. Ainda há laços, amor e esperança.

Ainda há Jesus Cristo que morreu por nós. Que rompeu nossas algemas e nos livrou da escravidão.

“Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis a inquietações. Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas. Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas.Lc (12:29-30)

Cooperador de Cristo

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