As batalhas de Josué – Jericó

E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente. Josué 6:5

 

Esta foi a ordem de Deus para Josué. Era a maneira pela qual Deus destruiria os poderosos muros de Jericó. Cerca de 40 anos após derrotar os amalequitas, Josué atravessou o rio Jordão em direção a terra prometida. Atrás de si trazia os filhos dos escravos libertos do Egito, a geração permitida para tomar posse de Canaã.  A sua frente, a fortificada cidade de Jericó.  Era necessário destruir a cidade, mas Josué sabia que tal tarefa não seria das mais fáceis.

Jericó estaria no sopé da montanha de Judá, distando 40km de Jerusalém. Seria uma cidade com acesso a fontes de água em uma região muito seca, o que lhe conferia a importância estratégica. Talvez por isto seus muros serem tão poderosos. Certamente outros povos tentavam igualmente destruir ou se apossar da cidade.  A terra de Canaã estava repleta de povos guerreiros, nações que inclusive assustaram 10 dos 12 espias enviados. Josué e Caleb foram os espias exceções. Como vemos, relações belicosas são históricas na região da Palestina.

Com a cidade trancada e sitiada pelos israelitas, Jericó se apresentava como intransponível.  Josué envia dois espiões para a cidade com o objetivo de descobrir tudo que podiam sobre seus habitantes. Uma estratégia inteligente. Sun Tzu disse que “se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas”. Josué já aplicava isto dois mil anos antes do general japonês. Dentro da cidade, os espiões são descobertos e caçados, e recebem ajuda da prostituta Raabe. Ela informa aos espiões que o povo de Jericó teme o povo de Israel em função dos poderes de seu Deus. Por reconhecer seu  mérito, Deus poupa a vida de Raabe e a recebe no seio de seu povo.

Mentalmente, a batalha já estava ganha. Jericó era uma cidade coberta de medo e pavor. Mas pavor não derruba muros, logo Josué precisava de uma estratégia. E ela veio, através do Grande General e Senhor dos Exércitos, Deus!

Não há como negar que a ordem de Deus é estranha e pouco ortodoxa. Ele ordena que Josué junte seus guerreiros, leve os sacerdotes e a Arca da Aliança, e que marche ao redor dos muros de Jericó uma vez por dia, por seis dias. No sétimo dia, deveriam ser sete voltas. Ao final das sete voltas, sete trombetas deveriam ser tocadas, e ao comando de Josué, todos deveriam gritar. Ao final do processo, os muros iriam ruir.

Realizado conforme dito por Deus, os muros caem e Israel conquista Jericó.  Outra vitória importante na história do povo hebreu. Outra vitória importante para Josué.

O que podemos aprender com este capítulo?

1- Durante suas batalhas a ajuda pode vir de onde menos se espera. Se permita ser ajudado e saiba reconhecer a mão amiga estendida. Retribua a ajuda com aquilo que você tem de maior em sua vida:  Salvação em Cristo

2- Muitas vezes os desígnios de Deus parecem estranhos e suas ordens soam como loucura aos nossos ouvidos. Mas Deus é fiel a suas promessas, fiel aos seus propósitos, e sabe mais do que você. Se ele te pedir para marchar e prometer que isso derrubará muralhas, então marche. E toque trombetas.

3- Muitas vezes Deus irá derrubar os muros. Mas conquistar a vitória depende de entrarmos na cidade. Tendo Deus ao seu lado, entre na cidade.

Continuaremos com Josué.

Um abraço!

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