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Em todas as circunstâncias

1 Ts 5:18 “Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus”.

Será que devemos agradecer a Deus mesmo quando as coisas não saem do jeito que esperávamos? Devemos agradecer pelo sofrimento, pelo pecado, pelo mal ou por suas consequências dolorosas nesse mundo?

Ao ler e estudar as Escrituras, descubro que uma vida de gratidão não é apenas uma virtude, mas um mandamento!

Mas tenho entendido que Deus não espera que eu agradeça por todas as circunstâncias, mas em todas as circunstâncias.

Posso ser grata porque “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8:28). Deus conduz o resultado de todas as circunstâncias. Uma doença pode levar alguem a se converter a Ele. Uma oração não respondida pode me ensinar a ser paciente. Uma crise pode me ajudar a depender Dele.

Alem disso, posso ser grata porque Deus sofre comigo, e porque a encarnação do próprio Deus significa que agora Ele sabe o que é experimentar de qualquer dos sentimentos humanos. Não importa o quão difícil seja, não servimos a um Deus distante e desligado de nós.

Ninguem nasce sabendo ser grato, mas à medida que exercitamos, desenvolvemos a capacidade de agradecer.

Isso porque dar graças em tudo é uma atitude de fé, e não de obrigação. Tenho fé de que Ele vai conduzir as coisas pro bem! Seus caminhos são misteriosos e não sabemos como Ele conduzirá os resultados, mas pela fé de que Ele conduzirá, obedecemos à sua ordem de dar graças!

E as consequências são uma vida de paz,  liberdade e alegria. Temos paz porque não precisamos olhar pro lado para ter aquilo que nos faz feliz. Somos livres porque paramos de buscar aquilo que não temos. Somos alegres porque já alcançamos tudo aquilo que precisávamos.

Sobretudo, temos verdadeira paz, liberdade e alegria quando o Deus gracioso é tudo que buscamos, e estamos satisfeitos em ter simplesmente tudo o que vem Dele, da relação com Ele.

Por isso se somos cristãos, temos motivos suficientes para ser muito gratos: já temos o próprio Cristo dentro de nós, e em toda e qualquer circunstância essa verdade pode trazer de novo alegria ao nosso coração. Acredito que esse seja o segredo.

Fl 4:12 “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação; seja bem alimentado, seja com fome; tendo muito, ou passando necessidade”.

Que todos nós aprendamos a viver pela fé de agradecer, porque temos um Deus próximo, e sabemos que Ele tem conduzido todas as coisas…

Boa semana!

Os mornos

Deus me deu a graça de ter amigos-irmãos ao meu lado. Com eles, minha caminhada fica mais leve, sincera e desafiadora. Sou muito grata por ter pessoas que me repreendam e me ajudem a enxergar Jesus em tudo. Sou grata por sempre ser lembrada de quem eu sou e quem eu devo ser. Sou muito grata por ter amigos que me ensinam como devo enxergar a vida, e quero hoje dividir com vocês o que me faz tão bem.

Com vocês, minha tão querida amiga, Nanda Faúla:

Eles, aos poucos, começam a priorizar outras coisas… As orações não são tão urgentes; afinal, Deus faz independente de qualquer coisa não é?! Meditar e conhecer Sua Palavra já não é mais tão transformador ou essencial; afinal, já leram muito, fizeram estudos demais; ficou monótono e repetitivo…

Sutilmente, o dinheiro se transforma na grande necessidade da vida. O trabalho, antes uma forma de servir ao próximo, se torna o sentido da vida, a maior porcentagem de toda a realização pessoal. A vida amorosa vira a grande urgência do momento, independente de como e com quem será vivida. As amizades profundas e edificantes não têm mais prioridade; eles nunca têm tempo para isso. Já os amigos do mundo, e até mesmo alguns “cristãos”, ganham cada vez mais espaço na superficialidade da vida, nas baladas e curtições. Apresentar Cristo aos que não são Dele? Não, “o campo ainda não está pronto para a colheita”. Ele nunca fica!

Muito mais importante do que ler o que a Palavra diz é ler o que a Universidade manda, o que a literatura mostra, o que os especialistas dizem. A Bíblia é incompleta e às vezes muito radical. Cortar o olho que o leva a pecar? Perder o mundo? Negar-se? Não foi bem isso o que Jesus quis dizer. Aliás, nunca se deve interpreta-lo ao pé da letra; “o legalismo passou; estamos na ‘graça’, somos ‘livres’ em Cristo”. É melhor apenas lembrar que Deus é amor, sem descobrir Nele o que esse tal de amor significa. Já que tudo pode, apenas preferem esquecer que nem tudo convêm.

E o mal? O diabo? É inofensivo; eles têm o Espirito Santo. Mas ouvi-lo? Isso é espiritualizar demais as coisas. É melhor apagá-lo um pouquinho. Aliás, bom mesmo é viver o “um pouquinho”. Um pouquinho de cobiça ninguém vê, um pouquinho de vaidade não faz mal, um pouquinho de egoísmo é necessário, um pouquinho de pecado não mata ninguém.

Confessar-se? Não! É melhor fingir que nada aconteceu. Passam por cima de um sentimentozinho de inveja, daquela vontadezinha de ser superior, da ingratidão comum, do egoísmo de colocar seus interesses acima dos de quem está ao lado. Ignoram aquele mentirinha “necessária”, aquela pessoa que até hoje não perdoaram. Aqueles vários momentos de hipersensibilidade a críticas em vez de escutar a Sabedoria, o pensamento sutil de terem cansado de fazer o ministério – “estou de férias!”… Eles têm suas justificativas sempre. Aquele porre de semana passada já passou! Aquele dia na internet vendo coisas inúteis, alimentando o ócio e a preguiça… Os vários meses sem doar… “Nem penso mais nisso”! Aquela maniazinha de tratar o outro como sua posse, de sutilmente alimentar relacionamentos pra ver se a auto-estima aumenta; de comprar ou comer loucamente para ver se a ansiedade passa…

Os cristãos que vivem o contrário dessa vida são legalistas, radicais demais, espiritualizam tudo; precisam ser mais livres. Vivem pensando nos outros e não cuidam de si mesmos. “Não, não quero essa vida para mim!”

É uma pena que no meio cristão existam muito mais mornos do que quentes. Que a igreja tenha perdido a noção subversiva e radical do chamado cristão e, por isso, perdido seu potencial de impactar e servir o mundo. É lamentável que tantos fiquem em cima do muro como se essa fosse a melhor posição. É uma pena os mornos se esquecerem de que quando Jesus disse estar batendo à porta, ele falava para cristãos que haviam deixado a radicalidade do “andar como ele andou”.

Mais do que isso, é uma pena que eu seja tantas vezes assim!

É uma pena que eu deturpe a bela ideia de liberdade e graça, escondendo a falta de luta para ser uma cristã genuína e ajudar outros a serem; escondendo o medo da total entrega e consagração; de ser uma discípula autêntica e radical; de ser uma adoradora em espírito e verdade como o Pai busca; de ser, cada dia mais, VERDADEIRAMENTE cristã.

“Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.” Ap 3:16

A SOLUÇÃO: “Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” Ap 3:19-20

Tudo ou nada

Ele tinha tudo. Rodeado de amigos e família, nunca estava sozinho; conhecia um pouco de tudo; virtuoso como poucos; tinha carro, um apartamento quase quitado, uma carreira promissora, um status invejável. Dinheiro não era problema. Não deixava de usufruir daquilo que era desejável aos seus olhos. Ao mesmo tempo, acumulava o suficiente para estar seguro dali a alguns anos. E era exatamente em todas essas coisas que estava sua segurança e tranquilidade.

Até que, contra tudo o que poderia imaginar, ouviu falar de algo ainda mais valioso. Em troca, ele poderia vender o que tinha, abnegar-se de tudo. E não só poderia, como deveria. Era um tipo de tesouro que requeria um apego exclusivo.

Entende-se por vender o desapegar-se; a inclinação de um coração que poderia muito bem viver sem aquilo que outrora ele amava e até idolatrava.

E então ele decidiu abrir mão do que era bom para obter o que era o melhor. A vida boa em troca da vida que realmente satisfaz.

Foi só aí que descobriu que agora sim ele tinha tudo. Tinha a pérola mais preciosa, o tesouro mais caro escondido até então.

Foi aí que descobriu que só se pode ter tudo quando o que se tem é nada.

Que todos nós “vendamos” tudo o que temos a fim de comprar essa pérola de grande valor!

Boa semana pra você.

Decisão

Na última semana, a necessidade de uma decisão extremamente difícil se colocou diante de mim. Não tenho facilidade para me decidir, e geralmente pendo de um lado para o outro, querendo usufruir das vantagens (e somente das vantagens) de todos os caminhos que eu poderia escolher.

Quando as decisões envolvem deixar pecados, investir (ou não) em um relacionamento, enfrentar medos ou assumir lutas, a situação é igualmente penosa. A vontade é realmente fugir e deixar o problema pra depois…

Coincidentemente li um texto, também essa semana, que tive a audácia de transcrever pela exatidão com que retrata os sentimentos que uma decisão envolve. Trata-se de uma oração de Sue Garmon, extraída do livro “Um Convite à Solitude”, do Brennan Manning. O desfecho brilhante dessa oração me dá muito mais força para decidir nas tantas outras vezes em que isso será necessário.

 “Senhor, de novo estou tirando o corpo fora.

Tenho de tomar uma decisão

que eu resolutamente desprezei até agora.

Estou me comportando como o tão falado avestruz:

faço de conta que o problema não existe

por tempo suficiente para que deixe de existir.

Mas as coisas não funcionam assim, e sei disso.

Em algum momento, terei de fazer algo,

de uma forma ou de outra.

E, como isso é importante para mim,

estou morrendo de medo.

Não quero decidir;

quero me esquivar até que seja tarde demais

para eu decidir qualquer coisa.

Quero que outra pessoa tome a decisão por mim;

que alguém mais assuma a responsabilidade.

Assim, se a decisão estiver errada, o culpado não serei eu.

Senhor, perdoa-me.

 

Pareço ter esquecido que, se eu perguntar,

me dirás o que fazer.

Tu me ajudarás a decidir

por qual caminho seguir;

e, se eu pedir, tu me darás a coragem para seguir teu conselho.

 

Senhor, que eu siga tua vontade em tudo isso,

não a minha.

E, uma vez que eu a descubra,

que a tua vontade passe a ser a minha”.

 

Ótima semana pra você! E que todas as suas decisões sejam conduzidas pelo Senhor.

Tg 4:15 “Ao invés disso, deveriam dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.”

Você tem fome de quê?

Há muita fome no mundo. As estatísticas dizem que uma a cada seis pessoas vai para a cama com fome todas as noites!

Rostos tristes, semblante decaído e fraqueza sinalizam o desespero por algo que preencha o vazio do corpo não alimentado.

A fome é o único grande problema mundial que é solucionável. Mas a cruel realidade nem sempre nos co-MOVE a alguma ação.

Am 8:11-13 “Estão chegando os dias”, declara o Senhor, o Soberano, “em que enviarei fome a toda esta terra; não fome de comida nem sede de água, mas fome e sede de ouvir as palavras do Senhor. Os homens vaguearão de um mar a outro, do Norte ao Oriente, buscando a palavra do Senhor, mas não a encontrarão. Naquele dia as jovens belas e os rapazes fortes desmaiarão de sede”.

É assim que vejo o mundo, e é essa a fome que percebo com mais frequência. Seus sinais são tão comumente externalizados quanto camuflados.

Relacionamentos descartáveis, vidas superficiais, desgosto pela vida…

Pessoas carentes, berrando de desejo por atenção, querendo apenas ser ouvidas e queridas.

Luzes e barulho demais pra esconder o coração sozinho e escuro. Um drink a mais; “mais uma dose, por favor!”.

Antidepressivos e ansiolíticos aos montes, pra se manter acordado quando a única coisa que se deseja é dormir pra esquecer; ou pra conseguir dormir quando o muito pensar só piora a solidão.

Mais e mais conhecimento até não caber mais. Encher a cabeça faz encher o coração?

Jovens belas e rapazes fortes matando a sede com um pote de creme anti estrias; matando a fome com um anabolizante que dê um melhor resultado.

Por menos que se queira ver, tudo isso sinaliza o desespero por Algo que preencha o vazio da alma não alimentada. As pessoas estão gritando de fome e sede do Senhor!

Lembro quando eu vagueava de um mar a outro, me alimentando de petiscos que só serviam para trazer mais fome logo. Lembro-me do terrível desespero por não encontrar o que me saciasse. Como eu ansiava por ouvir o que fizesse sentido…

A cruel realidade nem sempre nos co-MOVE a uma ação!

Esse problema também é solucionável. Nós temos o Pão Vivo que alimenta almas!

Você identifica os sinais? Quantos vão continuar desmaiando de fome ao nosso redor?

Camisa suja

As reclamações e cutucões eram frequentes e não causavam mais nenhum espanto ou mesmo chateação. Faziam parte da longa e íntima convivência entre eles.

“Arruma o cabelo ‘que isso não é jeito de sair de casa”.

“Quando eu te conheci você não era assim tão teimosa…”

“Que dia vai fazer essa barba hein?!”

“Vai trocar essa camisa, que esta aí ‘tá suja demais!”

E dessa vez a resposta veio curta, rápida e sábia:

– A camisa pode estar suja, mas minha alma está limpa!

– …

Meus avós me ensinam muito, na maioria das vezes de forma despretensiosa assim.

Dessa vez me lembraram do objeto mais digno da minha atenção: a minha própria alma.

Andamos tolamente preocupados com nossa aparência, com o nosso exterior corruptível, investindo tempo e dinheiro naquilo que fatalmente definhará. Enquanto isso, nossa alma está precisando de cuidados, pedindo manutenção, um olhar mais atento e zeloso.

E muitas vezes os reflexos deste tipo de desleixo são muito mais perceptíveis do que os daquele.

Ao mesmo tempo, que bom ter a certeza de que não importa o quão suja esteja nossa camisa, quão desarrumado esteja nosso cabelo ou o quanto nosso visual está fora da moda… nossa alma está perdoada e limpa por causa da cruz!

Que você troque sua camisa diariamente…mas não se esqueça de garantir que sua alma esteja limpa e bem cuidada.

Boa semana!

Torcicolo

Acordei ontem com um torcicolo terrível! Uma dor constante e muito inconveniente, que me fez ficar meio torta o dia todo. Diz-se tratar de uma contração muscular involuntária na região cervical, que pode até causar assimetria facial (nessas horas, pesquisas na internet costumam ter o mesmo efeito que ler a bula de um remédio antes de toma-lo)!!!!

Em vez de aliviar, a dor só piorou ao longo do dia, principalmente porque quanto maior é a dor, maior é a tensão; e quanto maior é a tensão, maior é a dor!!! Aí já viu ne?! Muitas horas de aflição, movimentos restritos e até mesmo uma visão limitada…tudo isso pela impossibilidade de virar o pescoço naturalmente.

“Não endureçais, agora, a vossa cerviz, como vossos pais; confiai-vos ao SENHOR, e vinde ao seu santuário que ele santificou para sempre, e servi ao SENHOR, vosso Deus, para que o ardor da sua ira se desvie de vós”. (2 Cr 30:8)

Consigo ver alguma relação aí…

A raiz da palavra cerviz se refere à parte posterior do pescoço, ou à nuca, e a expressão “cerviz endurecida” é utilizada para se referir a animais rebeldes, dificilmente domáveis. Se relacionada à atitude humana, caracteriza um coração rebelde, incapaz de se dobrar diante do Senhor e de obedecer à Sua vontade.

Parece que o Senhor sabe que um pescoço endurecido limita nossa visão do todo, nos impede de enxergar as coisas como elas são e nos causa muita dor.

Assim se caracteriza a desobediência. A cerviz endurecida não nos deixa olhar para baixo, para dentro de nós mesmos; e não nos deixa olhar para cima, para o Senhor. Ficamos cada vez mais duros, obstinados nas nossas próprias decisões e esforços, na teimosia de um coração rebelde que quer decidir tudo sozinho.

Você tem andando com a cerviz endurecida?

Até quando vamos viver a dor de permanecermos “indomáveis”?

À medida que o tempo passa, a dor costuma piorar, e não se resolver espontaneamente. Desobediência só gera desobediência.

Que nossa cerviz se amoleça para sermos capazes de olhar para dentro de nós e para o Senhor, e então viver curvados debaixo Dele.

Ótima semana!!

Post-it!

A mezuzá era um pequeno rolo de pergaminho que, afixada nos batentes da porta da casa de cada judeu, continha a “Shemá” e a “Vehaiá”, escritos de Dt 6:4-9 e Dt 11:13-21. Já os tefilin, ou filactérios, eram caixinhas de couro colocadas no braço esquerdo, enroladas na mão esquerda e na testa; usadas pelos meninos judeus a partir de seus 13 anos, continham trechos da Torá que enfatizavam a recordação dos mandamentos e da obediência a Deus.

Os judeus cresciam ouvindo a lei e sendo desafiados a memorizar e meditar dela. Ofereciam sacrifícios diários e ensinavam a Palavra de Deus diariamente. O calendário hebreu se baseava em datas como a Páscoa e o Dia da Expiação; tudo para indicar que é o Senhor quem controla a história.

Um judeu devoto e piedoso não podia passar uma hora do seu dia sem se esbarrar em algum lembrete sobre seu Criador.

tefilin1

Tenho o costume de usar lembretes. Post-its espalhados pelos cantos, avisos na agenda, alarmes apitando no celular… não por não serem importantes, mas é que algumas tarefas minha cabeça simplesmente e incrivelmente não consegue me fazer lembrar.

No entanto, ainda consigo passar quase um dia inteiro sem me lembrar do meu Senhor.

Devia ser tão consciente da Presença de Deus quanto Ele é da minha, mas absurdamente vivo como se Deus não existisse, afastando-O dos meus pensamentos. Isso é o que Jerry Bridges define como impiedade – viver uma vida descentralizada em Deus e tirá-lo da jogada, como se Ele fosse irrelevante no nosso dia-a-dia.

Eu, que vivo na graça e cuja justiça deve “ultrapassar a justiça dos fariseus”, confesso que por vezes até penso em afixar lembretes e pendurar “filactérios” nos braços para não me esquecer de que tudo o que eu faço deve ser para Ele.

“Nosso objetivo na busca da santidade deve ser o crescimento cada vez mais consciente de que vivemos todos os minutos na presença de Deus; que somos responsáveis perante ele e dependentes dele. Esse objetivo deve incluir o desejo cada vez mais intenso de agradar a Deus e glorificá-lo nas atividades mais simples da vida”. (Jerry Bridges)

E você? Tem na lembrança o tempo todo que Jesus está com você ou ainda vive como se Deus não existisse?

Quantas das coisas que você já fez durante o dia de hoje incluíram o Senhor e o que você faria diferente se tivesse essa lembrança mais frequente?

Que você viva uma semana muito consciente da Presença de Deus. E se for preciso, espalhe post-its por aí…

Sempre mais

Crescimento; estímulo. Espelhar-se. Aspiração e inspiração.

Determinação e persistência. Expectativa e diligência. Avidez e obstinação.

Não parar nunca; seguir sempre em frente e mais para cima.

Alvo. Propósito. Metas difíceis; às vezes inatingíveis. Desafios.

Vontade, desejo, paixão. Sem se deixar ser dominado e devorado por isso.

Dispender muita energia. Resultados.

Querer ser melhor; não “o” melhor. Nenhum erro há nisso.

Querer sempre mais: esse é o homem ambicioso.

A ambição não pode ter o fim em si mesma, mas buscar a glória de Outro.

É a mola propulsora do crescimento, santidade e aperfeiçoamento.

Ambicao_desmedida

Fp 3.12-14 “Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcança-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.”

Que nossas ambições sejam decididamente cristocêntricas!

Ótimo domingo pra você!

Não à negligência

Logo após a reconstrução dos muros de Jerusalém, que estavam completamente destruídos devido à tomada da cidade pelo exército babilônico, Neemias conduz os israelitas a tomarem algumas decisões para reorganizar a vida na cidade santa (Ne 10).

“Não casaremos nossas filhas com povos vizinhos”.

“Honraremos o sábado”.

“Daremos anualmente um terço de siclo para o serviço do templo de Deus”.

 “Traremos anualmente ao templo os primeiros frutos de todas as colheitas e traremos o dízimo de todas as nossas colheitas para os levitas”.

“Consagraremos o primeiro de nossos filhos e a primeira cria de nossos rebanhos ao Senhor”.

E comprometeram-se a seguir fielmente e sob juramento essas ordenanças do Senhor.

O interessante é que, dessas decisões, a maioria é relativa ao templo, a “casa de Deus”, que tinha uma enorme importância para o povo judeu por ser o centro da adoração ao Senhor. Por isso, logo após tomarem tais decisões, o povo judeu confirma:

Ne 10:39 “Não mais negligenciaremos o templo de nosso Deus”.

Assim como os muros, o templo também havia sido destruído pelos babilônios, e ficou no chão por aproximadamente 70 anos.

No entanto, apesar da importância do templo, algumas repreensões feitas pelo profeta Ageu mostram que o povo judeu estava ocupado demais para se empenhar na restauração e reorganização do templo.

Muitas tarefas, um futuro incerto, relacionamentos, família para cuidar, compromissos demais, contas para pagar, agenda lotada…

Qualquer semelhança (não) é mera coincidência.

1 Cor 6:19 “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?”

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Me entristece ter que assumir a minha negligência com o templo, que sou eu mesma!

Ando pela cidade santa e me deparo com um templo claramente necessitado de reparos e cuidados, mas estou sempre preocupada com algo além dele. Que parece mais importante… só parece!

Me entristece assumir que, com muito mais frequência do que gostaria, eu negligencio o meu próprio coração!

Depois de muitas advertências de profetas e líderes enviados por Deus, o povo finalmente decidiu deixar outras ocupações e se empenhar na reconstrução da casa de Deus.

Que hoje você pare e perceba as necessidades do seu coração. Tome decisões relativas ao “templo”! E não mais se permita ser negligente com a própria casa de Deus!

Pv 4:23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarde o seu coração, pois dele procedem as fontes da vida”.

Boa semana!