Todos os posts de Mateus Galvão

Vocês não estão sozinhos

Amigos,

Depois de 2 anos sem postar no blog, estamos retomando a atividade. Mas, agora, temos com um objetivo bem específico: falar para casais.

A idéia é quinzenalmente colocar um texto que possa servir para você e seu par terem um momento de qualidade com Deus juntos.

Os textos foram feitos originalmente para casados, mas creio que qualquer um possa aproveitá-los – pois os desafios são mesmos, casados ou não casados.

Um abraço,

Mateus e Carla


O resultado da pesquisa que fizemos com os casais de nossa comunidade nos revelou algo sensacional: não estamos sozinhos. Ou, pelo menos, não precisaríamos estar.

Afinal de contas, nossos problemas são os mesmos:

  • 70% de nós sentimos falta de ter tempo com Deus com nosso conjugue
  • 55% de nós sofremos com estresses externos que respingam na relação
  • 54% das mulheres sentem que há mais falhas de comunicação do que deveria haver
  • 57% dos homens sentem falta de ter tempo a sós com as esposas
  • 30% de nós acha que falta carinho no dia a dia

Mas, creio que o buraco ainda é mais embaixo: não precisamos e nem deveríamos lidar com esses problemas sozinhos porque temos o privilégio de poder dividir isso com alguém, diariamente. Alguém que para se relacionar você não precisa nem sair de casa, está ali, pertinho pertinho, a uma prosa de distância… sim, ele mesmo, seu conjugue!

Publicamos este texto na expectativa de que vocês possam verdadeiramente cumprir aquilo que vocês se prometeram um dia – de ser um, como a Igreja e Cristo são um. E, para isso, meus caros, não há outro caminho, senão colocar seu conjugue como sua prioridade máxima depois de Deus – o que, naturalmente, inclui resolver os problemas que aparecerem entre vocês.

Que Deus possa nos dar a paciência, o perdão e o carinho necessários para que isso seja possível!

Discuta: qual o maior problema em nosso relacionamento hoje?

Ore: Senhor, obrigado por que um dia você nos uniu e porque você tem sustentado nosso casamento até hoje. Sem você, nada disso seria possível! Te peço que nos dê sabedoria para lidar com nossos problemas, força para quebrar nosso orgulho e admitir erros e muito carinho para tratá-lo(a) como você o(a) trata. Amém.

Aja: Qual a menor atitude que vocês poderiam mudar para dar um passo em direção a solução desse problema? Comece a mudá-la, agora.

Quem dizeis que Eu sou?

Ontem ouvi uma grande amiga contar sua história com Cristo. A experiência foi sensacional para mim, pois, além de poder conhecê-la mais um pouco, foi como se estivesse relembrando minha própria história com Ele.

O mais legal desta experiência foi ver que, apesar de todas as nossas diferenças de personalidade, de situações vividas e de contexto em que estávamos inseridos, as fases pelas quais passamos foram as mesmas.

Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? Mateus 16:15

E, no final das contas, a conclusão foi a mesma: a forma como respondemos ou não respondemos a pergunta de Jesus do versículo acima, determinou totalmente o nosso modo de viver.

Afinal de contas, se você enxergar Cristo apenas como mais um personagem da história ou um Deus de poder, mas distante, porque viver tudo isto? Se ele é apenas um bom mestre, cujos ensinamentos são maravilhosos, como carregar o fardo da cruz, que é base de seus ensinamentos?

Mas, se ele realmente é quem ele diz ser (Jo14:6), e realmente fez o que ele diz fazer (Jo3:16), o que você está esperando para viver totalmente conforme o que Ele diz?

Então fica a pergunta, quem Ele é para você?

A Canção dos Homens

Quando vi este vídeo lembrei na hora da história em que os fariseus queriam apedrejar uma mulher adúltera, mas Jesus os confronta e nada acontece (Jo 8:1-11). E, mais do que apenas evitar a punição, Jesus vai um pouco além: a perdoa do seu pecado, relembrando-na que, mais do que uma mera adúltera e pecadora, ela é uma amada de Deus. E isto faz toda a diferença.

Bom, não importa o que você fez no passado, relembre-se sempre do seu verdadeiro eu: alguém que, acima de tudo, é amado por Deus. E que esta canção possa trazer você de o caminho do qual você nunca deveria ter saído: o caminho do Pai.

Saia do Lugar

Muitas vezes deixei de servir por simples comodismo ou por achar que o trabalho a ser feito era muito maior que eu. Esqueci que, por mais que um esforço que eu faça dependa somente de mim, o resultado deste esforço não se limita a apenas ao objetivo inicial que me propus – com certeza ele afetará, de uma forma ou outra, os meu arredores.

Se proponha a estudar a bíblia com seus pais, amigos e/ou vizinhos, ofereça para ajudar na limpeza de sua igreja, organize uma doação para a comunidade carente próxima, vá doar sangue, voluntarie-se para o grupo de apoio que ajudará as vítimas do próximo desastre natural, encabece um projeto em sua comunidade, enfim, remova a primeira a árvore que você ver na sua frente. Saia do lugar, pois uma atitude sua, por mais simples que seja, pode fazer a diferença.

Tanque de Tubarões

Apesar do palestrante estar se referindo à nossa vida profissional quando menciona a ilustração do tanque de tubarões, acho que ela é totalmente válida para qualquer área de nossa vida. Qual é o tubarão que você colocou para rodear sua vida com Deus?

Por muito tempo, fiquei parado, sem servir ou investir no ministério, esperando eu “estar bem com Deus”, para voltar a fazer alguma coisa. E o que eu aprendi foi que fazer algo não é o resultado de estar bem com Deus, mas sim o caminho.

Se proponha a estudar a bíblia com seus pais/amigos/vizinhos, combine com alguém próximo de orar todos os dias juntos, combine com um grupinho de pessoas de orarem todo dia por cada um do grupo, enfim, coloque um tubarão perto de você que o faça mover. Não fique parado.

Faça diferente neste Natal

Uma vez ouvi uma história simples mas bem alegórica: era um dia ensolarado e agradável, os pássaros estavam cantando e ouvia-se ao longe o som de um riacho. Um avô e seu neto passeavam pelo bosque, se divertindo, um com a presença do outro.

De repente, surgiu um novo som, bem ao longe, que ia se intensificando cada vez mais. Era um som de ranger de madeira e metal, nada agradável.

– Vovô o que será que é esse barulho? Será que não é melhor irmos embora? – disse o neto preocupado, por não reconhecer a origem do barulho.

– Que nada! Este é apenar o som de um carro de boi vazio. Não temos nada a temer! – respondeu o avô, tentando acalmar o garoto.

– Mas, como assim? Como sabe que ele está vazio, nós nem o avistamos ainda! – perguntou o menino intrigado.

– É porque somente carros de bois vazios ou com uma carga não significativa fazem barulho. Se o carro de boi estiver devidamente carregado, ele não emite nenhum som sequer.

Faça diferente

Sabe, a vida é como um carro de boi: vamos a preenchendo aos pouco, de acordo com a necessidade.

Sempre teremos a escolha de preenchê-la mais um pouco ou de retirar algo que já havíamos colocado no passado e substituir por algo novo.

E quando não a preenchemos com coisas que realmente importam, vivemos rangendo e fazendo barulho.

Pensando nestas idéias lembrei de uma fala de Jesus:

Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; João 6:27

Talvez você nem pense em como leva sua vida, talvez você saiba que vem se preenchendo de apenas “palha”, talvez você vai as vezes à igreja, tenta manter uma aparência mas, na verdade, não vive nada daquilo.

Faça diferente neste Natal: comece a preencher sua vida com o que realmente importa e não com coisas terrenas que, de uma forma ou outra, passarão. Este é o meu sincero voto para você e sua família neste Natal.

Boas festas e feliz ano novo!

Monte seu Think Tank pessoal

O final do ano já está chegando e jajá vão começar a pipocar os posts de avaliação, planejamento e etc. Inaugurando a onda e tentando trazer algo novo para vocês, direto do meu dia a dia, apresento-vos o Think Tank:

Não sei onde nem quando surgiu, mas Think Tank é uma prática do mundo corporativo e do setor público, na qual é formado um grupo de pessoas de diferentes visões de vida, experiência, habilidades e níveis hierárquicos, que serão separados das atividades normais por um tempo, com o objetivo de repensar o modo como as coisas são feitas naquele lugar ou numa dada área.

O pressuposto é que é muito difícil, senão quase impossível, pessoas que estão imersas em um contexto pensarem em mudanças que trariam efeitos sem igual para aquele contexto. Normalmente, a inovação sempre vem de fora. Como diria Henry Ford “Se eu perguntasse a meus clientes o que eles queriam provavelmente responderiam ‘cavalos mais rápidos'”.

Pare de avaliar e planejar

Se você quer realmente mudar radicalmente para melhor o modo como você leva sua vida, pare de se avaliar e planejar. Não estou falando que essas ferramentas são ineficazes, mas elas ficam viciadas depois de um certo tempo.

Você vai obter sempre as mesmas diretivas de antes, variando um pouquinho para mais ou para menos. No meu caso, é o mesmo já tem 5 anos: lembrar da data de aniversário da galera, ficar mais constante com Deus, dirigir mais suave, gastar mais tempo com a família, ler 30 livros e a bíblia duas vezes. Não estou falando que fiquei estagnado – claro que houve melhoras, mas sempre graduais.

Quer realmente mudar pró-ativamente? Você precisa é de visões diferentes, que não sejam viciadas e nem sejam suprimidas pelo seu senso de conforto, antes mesmo delas virem a tona.

Monte seu Think Tank. Talvez com os 3 amigos mais próximos, namorada (ah! ela vai saber exatamente o que você precisa mudar rs) e, por que não, a Bíblia. Façam um mini-acampamento de um dia e repensem, juntos, cada ítem da sua vida do último ano. Pegue as passagens da Bíblia que mais foram problema e as coloque como solução e não como um mero ideal. Repense tudo, do menor ao maior de seus hábitos, aplicando a técnica dos 5 porquês.

A Técnica dos 5 porquês

Também não sei onde nem quando foi inventada (ou nomeada), mas essa técnica consiste em questionar tudo com uma sequência de 5 porquês. O pressuposto é que, fazendo isso, chegaremos a raiz das coisas – levantaremos os reais problemas e conheceremos nossas reais motivações – e não apenas aquilo que é visível.

Por exemplo:

P1: por que os jovens não lembram o que foi dito num culto, 5minutos após o término do mesmo?
R1: porque eles ficaram mexendo no celular
P2: por que eles ficaram mexendo no celular?
R2: porque era mais interessante que assistir a palestra
P3: por que era mais interessante que assistir a palestra?
R3: não sei, vamos perguntar para eles
… e assim vai

Com isso, vamos chegando cada vez mais perto da real raiz da necessidade. Necessidades estas que se forem atacadas corretamente, gerarão um retorno muito maior do que se atacássemos, inocentemente, apenas a necessidades mais visível.

Enfim, citei um exemplo organizacional, mas a idéia é que você leve para a sua vida pessoal.

Porque você trabalha/estuda X horas/dia? Porque você não faz nada na sua comunidade cristã? Porque você não é constante em sua relação com Deus? Porque você tem que se maquiar sempre? Porque você tem que orar 1hora por dia? Porque você sempre fica bolado quando seu time perde? Porque você está lendo este texto?

O Manual de Sobrevivência do Cristão (super) Atarefado

Bom, meus últimos 3 posts foram, respectivamente, 3 desafios. E, sem sombra de dúvidas, o último está sendo o mais difícil.

Não só pela tarefa em si (colocar em prática Dt6:6-9, especialmente a parte de aproveitar o tempo ocioso em casa para as coisas de Deus) mas também por que as últimas 3 semanas talvez tenham sido as semanas mais corridas dos últimos anos: tirando finais de semana, nesse período foi normal saír de casa às 9hrs e voltar as 22hrs.

Assim, tive que me virar para aproveitar melhor meu tempo em casa. Com isso, cheguei há alguns pontos interessantes, que quero compartilhar aqui com vocês hoje:

Só uma olhadinha, na verdade, nunca é só uma olhadinha

Não existe essa de só “vou ali só dar uma olhadinha”, seja “no que está passando na TV” ou “no meu email” ou “no que a galera está comentando no twitter” ou “em quem está online no Facebook”. Só uma olhadinha, na verdade, nunca é só uma olhadinha.

Então fica aqui a minha dica: deixe para dar sua olhadinha depois que você tiver seu tempo com Deus. A ordem dos fatores importa e muito no resultado.

Não deixe para quando chegar em casa

Nosso dia a dia (pelo menos o meu) está pautado em horários: tenho que chegar na faculdade às X horas, no trabalho às Y horas, naquela reunião às Z horas. E, quando a coisa desgringola no começo do dia, é muito mais fácil jogá-la para o final do dia, afinal não teremos nenhum horário nos apertando.

MENTIRA. O nosso horário biológico é o mais severo dos horários. A verdade é que no final do dia você não vai estar no seu 100%: não somente sua capacidade de concentração estará afetada, mas também sua velocidade de raciocínio, paciência e disposição. Ou seja, você não somente estará tendo um tempo ruim com Deus como não estará dando o melhor do seu tempo para Ele.

Então fica aqui minha dica: aperte de manhã, mas não deixe para o meio ou final do dia.

Escreva antes de deitar

Se você é igual a mim, depois de um dia com a mente a mil no trabalho ou na escola, é difícil demais desacelerá-la no final do dia. E quando estamos nos preparando para ir durmir? Ele já começa a acelerar com o próximo dia, pensando em compromissos e coisas pendentes e problemas a ser resolvidas e tarefas a ser feitas.

Essa prática não só torna mais difícil o ato de adormecer como te impossibilita de ter um tempo noturno com Deus. Afinal, se você já está habituado a concentrar-se nisso quando põe-se para se deitar, é muito mais difícil direcionar sua concentração para outro alvo.

Então fica aqui minha dica: antes de começar a se preparar para deitar, peque um bloco de notas e coloque no papel tudo o que você tem que fazer no outro dia. Você não só deixará de ter a necessidade de ficar planejando-o mentalmente, como também já terá feito um checklist para organizar melhor seu tempo!

É isso! São coisas pequenas, que muitos podem achar ineficazes mas que, para mim, fizeram a diferença!

Abraços

Mateus

[Desafio] Assentado em tua casa

Quinze dias atrás, me coloquei mais um desafio: basicamente, a idéia era que, quando estivesse me deslocando, eu me ocupasse com Deus e sua Palavra.

O que eu descobri foi que o “andar pelo caminho” é um estado que apenas dá continuidade a um estado anterior: se, antes de começar a me deslocar, eu estiver preocupado com alguma coisa ou tentando resolver um problema, a verdade é que naturalmente eu me ocupe dessas coisas quando começar o deslocamento.

O difícil para mim foi tentar parar de pensar nestas coisas e focar no propósito do desafio. Tentei de tudo, até colocar memorandos no carro rs:

No final do prazo, decidi modificar um pouco meu desafio, a partir de uma simples lógica: ora, se o deslocar é apenas uma continuação, para ser bem sucedido nele, tenho que trabalhar o estado anterior!

Não sei se vocês se lembram dos versículos que são a base deste desafio, mas, antes de falar sobre o deslocar, Moisés fala sobre o estar “assentado em tua casa”, isto é, ele fala para lembrarmos de Deus e sua Palavra nos nossos momentos de ócio.

É ai que eu te questiono: o que você tem feito para ocupar seu tempo, quando não tem nada para fazer? E, indo um pouco mais além: com o que você tem ocupado seu tempo que realmente importa?

Bom, acho que esse desafio vai ser hiper difícil, já que implica repensar minhas prioridades e no que eu estou investindo meu tempo, mas estou bem animado! E você, topa? :)

[Desafio] Andando pelo caminho

Quinze dias atrás, me propus um desafio. Apesar de ninguém ter animado vivê-lo comigo (rs), foi sensacional. Não só tirei algo que estava em excesso na minha vida, como, na maioria das vezes, tentei ocupar o seu lugar com a construção de um relacionamento com Deus.

Já que foi tão bom, porque não colocar um novo desafio? :)

Ultimamente tenho pensado muito em Dt6:6-9:

E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração;
E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.
Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos.
E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.

Moisés estava fazendo um discurso para Israel, relembrando-os das palavras que Deus os dirigiu durante o exodo e os instigando a mantê-las sempre em seus corações e mentes.

E o mais interessante dessa passagem e que Moisés não se atém a falar somente sobre o dever, isto é, “as palavras que te ordeno devem estar no seu coração”, como comumente vemos as pessoas fazerem. Não, ele vai muito mais além: ele desce até o nível prático da coisa, falando sobre como esse dever efetivamente se transformará em realidade: “estejam com estas palavras em mente nesses momentos do dia e as escreva nos locais por onde você sempre passa”.

Especificamente, tenho refletido muito sobre a idéia de estar com a palavra em mente sempre que você estiver “andando pelo caminho”. Já tem alguns anos que peguei o hábito de ocupar meus deslocamentos com alguma coisa “útil” – seja ouvir um podcast, fazer ligações, ouvir música, pensar no que eu tenho que fazer quando chegar, tomar decisões e etc. Há muito tempo, não vivo essa dica de Moisés.

Por isso, este é meu desafio da quinzena: andando pelo caminho, ficar em contato com Deus e suas palavras. E ai, alguém topa? :)