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O Ingrediente Secreto de Martha

Aquilo incomodava Ben toda vez que ele andava pela cozinha. Era um pequeno pote de metal, na estante acima do fogão de Martha. Ele provavelmente nem o notaria, se Martha não falasse repetidamente para ele nunca tocá-lo. A razão, segundo ela, é que o pote continha uma “erva secreta” de sua mãe, e como não havia como adquiri-la mais, ela se preocupava que se alguém o pegasse sem muito cuidado, poderia desperdiçar seu precioso conteúdo.

O pote em si não era tão chamativo. Era tão velho que a maior parte do seu padrão floral vermelho e dourado, já tinha se apagado. Você podia apontar os lugares exatos em que ele foi pego repetidas vezes, para ser aberto. Não somente os dedos de Martha o apertaram, mas os de sua mãe e sua vó também. Martha não tinha certeza, mas provavelmente sua bisavó já tive usado também o pote e sua “erva secreta”.

Tudo que Ben sabia com certeza é que logo depois que casaram, sua sogra trouxe o pote consigo, entregou a Martha e a instrui a fazer bom uso do mesmo, assim como ela o fez.

E ela fez! Ben, mesmo com tantos anos de casamento, nunca viu Martha cozinhar algo sem pegar o pote e dar uma pitada de seu conteúdo naquilo em que estava cozinhando. Até mesmo quando cozinhava bolos, tortas e cookies!

O que quer que estivesse dentro do pote, ele certamente funcionava, já que, para Ben, Martha era a melhor cozinheira do mundo. E ele não estava só nessa opinião: todos que um dia já comeram na casa deles elogiaram as habilidades de Martha.

Ben ficava cada vez mais tentado a dar apenas uma olhadinha para ver o aspecto destas tais ervas, mas nunca tomou a iniciativa. Até que, um dia, Martha adoeceu. Ben a levou no hospital, hoje eles passaram a noite. Quando ele retornou para casa, ele se encontrou extremamente só. Nunca antes, na história de seu casamento, ela tinha passado uma noite fora. E quando foi a hora do jantar, ele ficou imaginando o que faria – já que Martha amava tanto cozinhar, que ele nunca se preocupou em aprender a se virar.

Enquanto vagava pela cozinha a procura de algo para comer, o pote chamou sua atenção la da prateleira. Seus olhos se prenderam a ele, como se estivessem magnetizados. Ele desviou o olhar rapidamente, mas sua curiosidade o forçou a olhar novamente.

Afinal de contas, o que havia naquele pote? Porque ela não deixava ele o tocar? Qual o aspecto da tal erva? Quanto dela falta?

Ben desviou o olhar novamente e conseguiu encontrar o que sobrou de uma torta que Martha tinha feito ontem. Ahhh …  havia mais da metade de uma das deliciosas tortas de Martha! Ele cortou um farto pedaço, se sentou na mesa da cozinha e não conseguiu dar nem duas mordidas antes de se pegar olhando novamente para o bendito pote. Seria tão ruim assim dar uma olhadinha, mesmo que ele tomasse muito cuidado?

Ele atravessou calmamente o aposento e tirou muito cuidadosamente o pote da prateleira, temendo que o pior acontecesse e ele derramasse o precioso conteúdo, enquanto matava sua curiosidade. Ele colocou o pote de forma bem segura em cima da bancada e jeitosamente tirou sua tampa. Quando o interior do pote se revelou inteiramente, os olhos de bem se arregalaram: o pote estava vazio, sem sinal de erva alguma – exceto por um pequeno pedaço de papel dobrado la no fundo.

Ben enviou a mão para pegá-lo e, com certa dificuldade, por causa do tamanho de suas mãos, mas finalmente conseguiu. Ansioso para saber o que estava escrito, a medida que foi o desdobrando, de cara reconheceu a letra de sua sogra. De modo bem direto, o bilhete dizia: “Martha – a tudo que você fizer, adicione uma pitada generosa de amor.”

Ben engoliu em seco, devolveu o bilhete para o seu lugar e silenciosamente voltou a mesa, para terminar sua torta. Agora ele entendeu porque tudo que Martha fazia ficava tão bom.

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Discutam: Em quais áreas de nossa vida conjugal está faltando uma pitada de amor?

Orem: Deus, obrigado por que você nos deu o privilégio de ter alguém ao nosso lado diariamente, para podermos amar e nos sentirmos amados. Sabemos que o amor em sua forma mais pura se revela em ações, não em emoções, por isso te pedimos que, independente da situação em que nos encontrarmos, por pior que ela seja, você nos Dê sabedoria e força de vontade para agir conforme o Senhor agiria na situação. Que possamos criar algo entre nós tão forte que os outros se perguntem qual o ingrediente utilizamos para construir algo tão gostoso. Amem

Ajam: Faça uma lista de 5 coisas que você percebe que seu conjuge faz com amor, e tome um tempo para agradecê-lo(a) por isto.

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PS.: texto traduzido e adaptado de “Night Light”, de James e Shirley Dobson

É um fantasma!

(este texto faz parte da série de textos Bem Casados e foi pensado para ser lido junto com seu namorado(a), noivo(a) ou conjuge)

Estava lendo hoje de manhã um texto que gosto muito: Mateus 14:22-36, Jesus anda sobre as águas. Algo me chamou atenção em minha leitura matinal. Quando os discípulos notam um ser caminhando, de madrugada, sobre as águas, eles disseram aterrorizados: “É um fantasma!” (eu teria a mesma reação!)

Os discípulos estavam enfrentando uma tempestade e Jesus, sobre as águas, se tornou um fantasma. Fico pensando em minha vida. Quantas vezes, enquanto minha vida passava por tempestades, eu não começava a enxergar fantasmas nas situações do dia a dia. Creio que todo ser humano tem uma capacidade enorme de criar fantasmas em suas vidas, fantasmas que nos aterrorizam, nos paralisam e nos impedem de continuar. Já me deparei com vários desses fantasmas: o fantasma do futuro, o fantasma da solidão, o fantasma da solteirice, o fantasma do desemprego, etc… creio que cada pessoa tem os seus fantasmas.

Mas, temos algo mais… Temos a possibilidade de, em meio a tempestade, deixarmos de ver fantasmas e voltarmos para a realidade. A realidade de uma vida de fé, fé em Jesus. Em meio a tempestade precisamos ouvir sua voz: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!” Existe uma tempestade, mas os fantasmas não! Jesus quer entrar no barco, quer nos ajudar a passar pelas tempestades reais e nos fazer enxergar que não existem fantasmas!

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Discutam: Como podemos nos ajudar um pouco mais a ouvir a voz de Cristo, em meio a tempestade?

Orem: Querido Deus, obrigado por que temos um ao outro para passar em meio as tempestades juntos. Não deixe nunca que esquecemos que seja qual for a tempestade, você estará ali, falando ao nosso ouvido, querendo se juntar a nós no barco. Que possamos desempenhar o nosso papel de marido/esposa e ajudar um ao outro a realmente ouvir sua voz. Amém.

Ajam: Existe alguma tempestade pela qual vocês estão passando? Orem juntos por ela todos os dias da próxima semana.

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PS.: texto retirado do próprio Outras Fronteiras, do Homero =)

A centralidade do casamento

(este texto faz parte da série de textos Bem Casados e foi pensado para ser lido junto com seu namorado(a), noivo(a) ou conjuge)

A Bíblia começa com um casamento e termina com outro. O que estamos perdendo aqui? Porque Deus dá ao casamento uma parte tão central nesta história de redenção? O que Ele sabe que nós não sabemos ainda?

Bom, vamos começar por aqui: esta é uma história de amor.

“Deus é amor”, o apóstolo João nos avisa, e depois diz novamente para que não esqueçamos:   “Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.” (1 Jo 4:16) Amor é a qualidade singular que mais define Seu caráter e Sua vida. Deus é um amante apaixonado e dedicado. A partir de Seu amor, Ele nos criou para o amor. “Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” (1 Jo 4:19)

As escrituras nos diz que somos feitos a semelhança de Deus e você perceberá que, acima de tudo, somos seres profundamente relacionais. Tudo porque Ele é. Amor e intimidade estão no centro do Seu ser, e é por isso que Ele nos dá um coração como o Dele. Nos revelando, assim, nosso maior propósito: amar e ser amado.

Como eu disse antes, esta é uma história de amor. E o amor é o nosso mais profundo anseio.

Discuta: Com quais atitudes dele(a) você se sente mais amado? E menos?

Ore: “Querido Deus, estamos relembrando o quanto o amor é central na história que você quer que vivemos. Sim, queremos ser amados. E também quereremos poder amar. Que nosso casamento seja um lugar em que Seu amor floresça, não somente em nossa vida e relacionamento mas naqueles que estão ao nosso redor.”

Aja: Na próxima semana, surpreenda positivamente seu conjuge com uma das atitudes levantadas na discussão.

PS.: texto traduzido e adaptado de “Love and War Devotional for Couples” de John Eldredge

Mudança de Foco

(este texto faz parte da série de textos Bem Casados e foi pensado para ser lido junto com seu namorado(a), noivo(a) ou conjuge)

“E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão”. Mateus 7:3-5

Há dois tipos de pessoas neste mundo:os arrependidos e os que não admitem erros, aqueles que pensam sobre a vida e aqueles que não pensam, aquelas que sabem que precisam de Deus para mudar e aqueles que esperam que todos ao seu redor mudem.

Nós temos grande esperança no primeiro grupo. Pois enquanto escolhermos fazer vista grossa para nossa condição de homens e mulheres pecadores e para nossa própria maneira de relacionar baseada nesta condição, continuaremos a danificar nosso casamento.

Queremos que nosso conjuge experimente a realidade de olhar para o outro e ver que  “Ela está realmente mudando!” ou “Ele está realmente pensando no impacto de suas atitudes em mim!”. Tais pensamentos geram tanta esperança! Eles despertam tanto desejo! E, com isso, algo começa a remexer dentro de nós: “Uau, isso está ficando bom! Isto é, podemos realmente conquistar algo se continuar assim”

E a verdade é que isso acontece somente quando mudamos a direção do “o que você precisa mudar” para “o que eu preciso mudar”; quando aceitamos nosso destino – de que tudo gira em torno de nossa transformação e de nossa boa vontade de sermos Santificados. E, assim, aprendermos a amar.

Discuta: Em quais situações, deposito em você a responsabilidade da mudança?

Ore: (ambos oram) “Querido Deus, eu te peço para abrir meus olhos acerca de todos os meus jeitos de relacionar que sejam focados em me satisfazer, me proteger e me sentir especial. Eu quero mudar. Me ajude em mudar meu foco em querer que ele(a) mude, para deixar Você me mudar.”

Aja: Liste os dois pontos que você mais precisa mudar em relação à sua atitude para com seu conjuge e convide um amigo para te ajudar nessa empreitada, orando por você e te cobrando semanalmente.

PS.: texto traduzido de “Love and War Devotional for Couples” de John Eldredge

Ele aponta o dedo

(este post faz parte da série de textos Bem Casados e foi pensado para ser lido junto com seu namorado(a), noivo(a) ou conjuge)

“Alegra-te muito favorecida! O Senhor é contigo.” Foram estas as palavras iniciais do anjo Gabriel à Maria. Saudação honrosa. Esta jovem mulher havia sido escolhida. A partir de agora carregava o Senhor do universo em seu ventre. Ele estava ali, frágil, carente dos mínimos detalhes para sua formação. À medida que recebia carinho e nutrição se desenvolvia e a barriga inchava. Aquele estranho processo em seu organismo era responsável pela constituição do mais importante homem do mundo. Literalmente, Maria tinha o Rei na barriga. E sabia disso. Sua atitude foi corajosa: “aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim conforme a Tua palavra”.

Quis me colocar no lugar dela. Como seria se pudéssemos gerar o maior nome que o mundo já ouviu? O que você faria com aquele feto dentro da sua barriga? Imagine que Deus o escolhe para gerar este tão importante homem. Peço permissão para ir um pouco mais longe. O próprio Deus aponta o dedo em sua direção. Você foi o indicado. Não se trata, porém, de carregar Seu filho no ventre. Deus ousou. Ele escolheu você para gerar o próprio Cristo no seu coração! Grande honra não? A verdade. Você leva neste momento o Senhor do Universo em seu peito. Alegra-te favorecido. O Senhor é contigo. Faça-o desenvolver, trate-o com carinho, alimente-o. Observe Ele crescendo, inchando diariamente seu peito. Ajoelhe-se e confesse como Maria: “aqui está o servo do Senhor. Que se cumpra em mim conforme a Tua palavra”.

Discuta: Como podemos ajudar um ao outro a “gerar o próprio Cristo” em nosso coração?

Ore: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.” Lc 1:38. Que eu posso ajudar ele(a), a cumprir o chamado de Jesus.

Aja: Qual foi a última vez que vocês leram a Bíblia? Leiam o evangelho de Mateus nesta próxima semana (são apenas 4,5 páginas/dia).

PS.: texto do Guilherme, retirado do próprio Outras Fronteiras =)

Dia de agradecer

(este post faz parte da série de textos Bem Casados e foi pensado para ser lido junto com seu namorado(a), noivo(a) ou conjuge)

Não sei quanto a vocês, mas temos um casamento de alta manutenção, isto é, temos que trabalhar constantemente para mantê-lo saudável. E descobrimos que uma das melhores formas para atingir esse objetivo é, de tempos em tempos, parar para agradecer por todas as coisas que somos agradecidos um em relação ao outro.

Seja em momentos difíceis, para nos relembrar de quanto o outro já fez e faz por nós e o quanto vale a pena lutar por nosso relacionamento; seja em momentos mais leves, para nos aproximar ainda mais e nos motivar a fazer ainda mais por nosso relacionamento.

Aja: Liste (i) pelo menos 5 coisas que ele fez/faz por você pelas quais você é grato e (ii) pelo menos 5 traços de personalidade que você admira nele(a).

Ore: (ambos tem que orar) Obrigado, meu Deus, por ter colocado ele(a) na minha vida. Sou muito grato por tudo que ele(a) faz por mim e por nossa família, especialmente por {fale aqui a sua primeira lista}. Também sou imensamente grato por como você trabalhou cada detalhe da vida dele(a), para ela se tornar quem ele(a) é hoje, especialmente por {fale aqui a sua segunda lista}.

A História de Ian e Larissa

(este post faz parte da série de textos Bem Casados e foi pensado para ser lido junto com seu namorado(a), noivo(a) ou conjuge)

Hoje, quero que conheçam a história de Ian e Larissa:

Imagem de Amostra do You Tube
(para habilitar a legenda, basta dar play e clicar no ícone “cc” que vai aparecer)

Forte, né?

Em um outro vídeo (sem legenda =/) feito 3 anos depois desde primeiro vídeo, o entrevistador os pergunta: como vocês tem visto Deus atuando no casamento de vocês?

E ele, sem pestanejar, responde: “acho que seria melhor perguntar: onde Ele não está atuando? […] Sempre fico relembrando nossas conversas na cozinha… sabe? Porque eu O vejo mais claramente quando estou conversando com ela!”

Discutam: Como vocês veem Deus atuando no casamento de vocês?

Orem: Deus, obrigado por nos dar a oportunidade de experimentar um pouco do seu amor por nós através do nosso casamento. Que possamos ser mais cúmplices como Ian e Larissa e, assim, possamos revelar ainda mais do Senhor um ao outro. Amém

Ajam: Listem 2 pontos nos quais vocês precisam ser mais cúmplices, escreva-nos em post-its, colem-nos em algum lugar bem visível (ex.: armário) e tente trabalhar neles pela próxima semana.

Um convite para presenciar milagres

(este post faz parte da série de textos Bem Casados e foi pensado para ser lido junto com seu namorado(a), noivo(a) ou conjuge)

O primeiro milagre de Jesus que conhecemos está registrado em uma das mais incríveis histórias bíblicas, registrada em Jo 2:1-12:

Jesus e sua mãe, como também os discípulos, estavam em um casamento na cidade Caná. Na época de Jesus, as celebrações de casamento não duravam apenas algumas horas, eram eventos que duravam, pelo menos, um dia inteiro e, não raramente, continuavam por diversos dias. Nessas celebrações, os pais gastavam a poupança de uma vida inteira para que houvesse abundância de comida e bebida para os convidados.

Nesse casamento em particular, Maria, a mãe de Jesus, ouve por acaso o mordomo responsável pelo vinho dizer as palavras que os pais nunca gostariam de ouvir: “Acabou o vinho”. Jesus, ainda que um pouco relutante, a pedido da mãe, demonstrou piedade e pediu para que os servos começassem a encher, com água, alguns barris que antes estavam cheio de vinho.

Provavelmente, esse foi um momento embaraçoso. Certamente os servos pensaram que Jesus – até então desconhecido -, era louco, mas, por algum motivo seguiram suas instruções e encheram os barris. O final da história já conhecemos: imediatamente após a água ser derramada nos potes, ela se transformou em vinho, mais fino e excelente que o vinho que anteriormente foi servido.

Não sei se já pensaram sobre esta história, mas eu arriscaria dizer que, de toda a festa, foram os servos os grandes presenteados com aquela transformação. Eles não estavam bebendo do vinho, muito menos celebrando com seus convidados, mas, provavelmente, somente eles presenciaram o milagre acontecer.

E esse fato não é algo que marcou apenas o primeiro milagre, é algo que se repetiu ao longo dos evangelhos e continua a acontecer até hoje. Aqueles que mais presenciam milagres são aqueles que estão aos pés de Jesus e servindo ao reino dos Céus.

Discuta: Como vocês poderiam servir mais o reino dos céus juntos?

Ore: Deus, obrigado pelo privilégio de podermos fazer parte de seu plano e presenciar milagres. Nos de discernimento para saber aproveitar as oportunidades de servir que aparecem ao nosso redor e nos use para cumprir os seus propósitos. Amém.

Aja: Hoje começa o Projeto Oportunidade em nossa comunidade – no qual teremos a oportunidade servir um pouco mais o reino dos céus dando oportunidade para que outros conheçam a Cristo. Convide um ente ou amigo querido para ter o privilégio de conhecer o Evangelho!

Para onde vocês estão indo?

(este post faz parte da série de textos Bem Casados e foi pensado para ser lido junto com seu namorado(a), noivo(a) ou conjuge)

Certa vez, Einstein viajava de Princeton em um trem quando o condutor desceu o corredor pegando a passagem de cada passageiro. Quando ele chegou a Einstein, o cientista não conseguia encontrar sua passagem.

O condutor disse: ‘Dr. Einstein, sei quem o senhor é. Todos nós o conhecemos. Não se preocupe com a passagem.” Conforme o condutor continuou a andar em direção ao vagão seguinte do trem, ele se voltou e observou Einstein, de quatro, ainda procurando a passagem.

O condutor voltou correndo e disse: “Dr. Einstein, não se preocupe. Sei quem o senhor é. O senhor não precisa da passagem – tenho certeza que comprou uma!” Foi quando Einstein olhou para ele e replicou: “Meu jovem, eu também sei quem sou. O que não sei é para onde estou indo!”

E você, para onde está indo?

Quando ouvimos esta pergunta, acho que é natural começarmos a pensar nos aspectos mais palpáveis e materiais da questão – como carreira, estilo de vida, investimentos, bens, viagens, formação e etc.

Mas, ainda que estes sejam aspectos importantes a serem repensados, o real valor desta pergunta está nos seus aspectos mais intangíveis e subjetivos – como caráter, o relacionamento conjugal, atitudes com pais e filhos, papéis na relação e propósito de vida.

Discuta: Estamos indo para o lugar que realmente queremos ir?

Ore: “Mostre-nos, Senhor, os teus caminhos, nos ensine as tuas veredas; guia-nos com a tua verdade e ensina-nos, pois tu és Deus, nosso Salvador e a nossa esperança está em Ti” Sl 25:4-5 (adaptado para o plural)

Aja: Ore pelos próximos 7 dias pelos “lugares que vocês querem chegar” que surgiram na discussão.

Amor que serve

Helen e Lee possuem um dos casamentos mais bem sucedidos que conhecemos. Eles já estão chegando em seus 70 e ainda assim, possuem aquele brilho no olhar um pelo outro e constantemente os vemos de mãos dadas. Basta conviver um pouco com eles para poder afirmar que o amor deles cresceu ao longo dos anos, ao invés de diminuir, como ocorre com a maioria dos casais.

Certa vez, em um encontro para casais de nossa igreja, nós os perguntamos: “Como vocês mantém um relacionamento tão forte e renovador?” Eles se entreolharam e sorriram um para outro. Ele pegou a sua mão e começou a lhe falar, nos ignorando: “Você se lembra o que te disse no dia de nosso casamento?”. Ela abriu um sorriso ainda maior e disse, timidamente: “Claro!”. Ele continuou: “Irei amá-la mais do que você me amar, diariamente, pelo resto de nossas vidas”. Ela retrucou: “E você se lembra o que respondi? – Não, eu que irei amá-lo mais, todos os dias”. Só então foi que eles se voltaram para nós e disseram: “Estas não foram apenas palavras bonitas – nós realmente tentamos cumpri estas nossas promessas, dia após dia.”

Sabe, casamento não é uma proposta de 50/50 – vamos fazer o mesmo investimento, cada um fazendo a sua parte do combinado, para depois dividirmos os resultados igualmente. Deveria ser algo em torno de 100/100 – ambos se entregando totalmente, se submetendo mutuamente e servindo incondicionalmente, mesmo quando não estiverem no clima. Não deveria ser algo passivo, em que cada um olha para trás, vê o quanto já fez e se dá como satisfeito, mas sim ativo – uma dedicação que não possui hora nem quantidade para acabar.

Leia: Gl 5:13

Discuta: Em quais áreas você acha que estou entrando apenas com 50%, em que eu não estou te servindo como poderia?

Ore: Senhor, obrigado por que você o(a) colocou em minha vida, para eu poder servi-lo(a) e ajudá-lo(a) a ser quem você espera que ele(a) seja. Abra os meus olhos para, a cada dia, eu ver ainda mais oportunidades de cumprir este meu papel. Amém.

Aja: Liste as 3 maiores necessidades do seu conjugue. Na próxima semana, trabalhe pro-ativamente para supri-las, antes mesmo dele(a) pedir.

* Traduzido e adaptado de “Closer: Devotions to Draw Couples Together”