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Lari

Sobre Lari

Nome: Larissa Martins Mendes. Belo Horizonte, 1992. Hoje, aos 22 anos de idade é estudante de Letras Inglês na Universidade Federal de Minas Gerais & dedica seu tempo trabalhando com o ministério para jovens, Alvo da Mocidade, com o enorme amor que tem por eles e pelo Evangelho.

O nosso batom

Diante do espelho, contornei a boca com cor, dessa vez, demoradamente com o pensamento em retrospectiva. Do que parecia mais um costume rotineiro, encontrei-a ali: mamãe, guardada nos pequenos detalhes do meu ser; na marquinha de batom:

Incontáveis foram as manhãs que acordara com o barulho do cachorro e da porta de vidro, do andar familiar, sabia, ainda bem menina, que era hora de correr até a janela. Esticava- me entre as grades e do quintal ganhava o beijo na palma da mão, pra guardar nas mãozinhas fechadas a marquinha do batom. Com os punhos cerrados podia voltar pra cama, com a certeza de que mamãe estava guardada ali nas minhas mãos.

Hoje, sem me esticar entre as grades e estender minhas mãos, vejo ela sair com seu inseparável batom. E no meu batom, a marquinha dela.

Obrigada a ela que sai pela porta e, hoje, com minhas mão cerradas sem o batom, posso voltar tranquila pra cama. Fecho os olhos e digo a Ele: “Obrigada por ela”.
….

Feliz dia das mães, mamãe!
Eu amo você.

Divergente

Hoje, nos cinemas, a ficção dirigida por Neil Burgerme chamou me muito a atenção. No futuro abalado pelas guerras, o filme Divergente retrata um novo modelo de sociedade que surge com a promessa da paz universal. O homem é filtrado, quase um novo ser, e fica o bom para que o mal seja encoberto, abafado, escondido, mentirosamente erradicado. O ser humano é sinônimo de desordem, do mal que afeta toda a existência.

O mundo está dividido em em cinco facções: franqueza, abnegação, amizade, audácia e erudição. Pessoas não apenas rotuladas mas também restritas dentre as virtudes por suas habilidades, talentos e características. Pessoas que precisam se encaixar em uma delas, ou estão excluídas da sociedade.

Surge o personagem Divergente, a ameaça da sociedade, é aquele que não se encaixa, não se rotula, não pode se restringir a uma facção, ele pode ser abnegação, amizade, audácia, franqueza e erudição. Ser tudo é uma ameaça para os incompletos.

É claro que falamos de um filme secular, mas, inevitavelmente, fiz a comparação.

Eis o retrato dos homens:

Necessitados de se encaixarem, de encontrarem um rótulo que os defina, que os inclua na sociedade. Um rótulo que promete paz mas que por si mesmo é o conformismo ao incompleto. Homens cegos para a diversidade que completa ao invés de dividir. Homens que encontram no completo o inimigo, ao invés de torná-lo amigo. Fizeram guerra pela paz universal, a paz da divisão, uma renúncia a paz da plenitude. Tomaram o caminho errado, se dividiram, se rotularam, fortaleceram-se na individualidade, tornaram piores ou melhores, mais ou menos necessários. Fecharam os olhos para a unidade, o relacionamento & Mataram o divergente.

Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível. (Rm 1:21-23)

Riso comigo

Deus me encheu de riso e todos que souberem disso rirão comigo. (GN 21:6)

“Sara disse. Você disse. Digo eu.” Foram essas as últimas palavras da carta que recebi na última semana. Onésimo, o fusca, tem ganhado cores e imãs, assim como lembranças da Palavra, inevitáveis aos olhos de quem caroneia.

Numa dessas que se inspirou o remetente. Maravilhosa foi a lembrança do poder do riso compartilhado.

Mas quanto de riso há para se compartilhar?

Acordei com o questionamento, ironicamente, o próprio dia amanheceu com todas as respostas.

Para Sara, o riso veio com o filho. Para mim o riso está no Filho. Em comum, ambos presentes de amor, graça e promessa de Deus.

Jesus Cristo é o meu riso.

Jesus Cristo tem sido o nosso riso compartilhado – remetente e destinatário.

Jesus Cristo é o riso que está vivo.

No primeiro dia da semana, de manhã bem cedo, as mulheres levaram ao sepulcro especiarias aromáticas que haviam preparado. Encontraram removida a pedra do sepulcro, mas, quando entraram, não encontraram o corpo do Senhor Jesus […] Ele não está aqui: Ressuscitou!O próprio Jesus apresentou-se entre eles – os discípulos e lhes disse: “Paz seja com vocês!” […] Estando ainda a abençoá-los, ele os deixou e foi elevado aos céus. Então eles o adoraram e voltaram para Jerusalém com grande alegria. E permaneciam constantemente no templo, louvando a Deus.

Feliz Páscoa!

Cotidiano perdido

Dum passeio de fim de semana, encontrei a obra junto a um sentimento de identificação, nostalgia, encantamento e alguns minutos boquiabertos em frente as imagens ordinárias.

Conversation (2002), Rivane Neuenschwander
Conversation (2002), Rivane Neuenschwander

Em Conversations [Conversações, 2002], tal qual sublinhado pelo próprio título, Rivane Neuenschwander reúne imagens como se estas fossem o resultado de horas a fio de conversa, e como se o diálogo invariavelmente levasse a um outro lugar. Os objetos que compõem a cena – seja uma porção de tomates num prato ou migalhas de pão sobre a toalha de mesa – denotam não apenas a passagem do tempo, como a interação pela presença de interlocutores. Consensos, dissensos, notas da espontaneidade ou acontecimentos meticulosamente planejados, frivolidade e intensidade fazem parte de conversações e da experiência de conviver. Nestas imagens, mesmo que de maneira indicial, está clara a participação de outras pessoas, e o espectador, como muitas vezes acontece nas obras da artista, é convocado a contribuir com suas próprias memórias.

 

Definitivamente contribui com as minhas próprias memórias. Muitas e boas.

Eu gosto de almoços;

de guardanapos desenhados, dobraduras, mapas, recados.

Palitos partidos e destroçados.

Sal derramado ou açúcar espalhado.

Sachês muito amassados, compartilhados.

Desenhos no prato, dos restos e sobras.

Objetos emparelhados, empilhados ou em pares.

Canudos em forma,

mastigados.

Enrolados.

Um muito gosto pela mesa.

Apreço pelo tempo, por companhia.

Onde foram parar?

 

Estar & não estar

Ali está aquele que “estava seguindo Jesus” apenas até quando “tentaram prendê-lo”. Espontaneamente, diminui-se a vergonha para salvar-se, surgiu a verdade, o verdadeiro eu – o eu mesmo. Havia ali um eu que não seria perdido, não desistiria ou se negaria, mas que, a todo custo, salvaria-se.

Não é como se não tivesse sido avisado. Jesus falou pelo menos três vezes sobre sofrimento e morte. Declarou que se pretendiam segui-lo era preciso negar-se e carregar a própria cruz. “Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á.” Quem poderia esquecer essas palavras? “Vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me.” E também; “vós bebereis o cálice que eu beber.”

O cálice.

No extremo da perseguição e da dor, qual é o verdadeiro eu? Ou, quem provará ser quando “todos o abandonaram e fugiram”?

As coisas se acaloram. Tudo de mais fraudulento, barato ou hipócrita se consome. Toda palavra se explode. Cada mentira, cinza. O que realmente é – o eu mesmo, o que Deus vê, a pessoa irredutível –  ele o é diante também do mundo. Nada cobre seu corpo, nada a não ser um lençol. Mas estava ali, quando ninguém mais estava. Queria estar. Desejou estar.

Assim como os discípulos, ouviu e concordou? “Sim, podemos beber do cálice.” Era sincero. Mas isso foi durante o período dos ensinamentos e aprendizado. Um certo prelúdio.

Bem, vem vindo aí o cálice.

Eles estão querendo te prender. De repente, não é mais um mero espectador. Está envolvido. Estão tirando a única coisa que te resta. O que fará? Vender tudo? Tudo para salvar sua vida? Fugir pelado?

Jesus não parece mais uma força. Ele sofre também. Está morrendo. E quer que você permaneça? Faz ideia do que o chamado para “negar-se a si mesmo” significa agora?

O que farás? E quando o fizer, o que serás? Quem?

50 Então, deixando-o, todos fugiram.

51 E um certo jovem o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe a mão.

52 Mas ele, largando o lençol, fugiu nu. (Marcos 14 NVI)

E aquele que quis estar & esteve lá. Não está mais – fugiu.

Onésimo, buracos & eu

Certa noite, voltava eu de mais alguma rotina e, nesse dia, Onésimo parecia novo e moderno. Onésimo é um fusca, que naquele dia cheirava cera e limpo. A lata fria o fazia parecer condicionado. As novas caixas de som faziam com que a melodia silenciasse o barulho e, assim, por alguns longos e prazerosos minutos, aquelas quatro rodas pareciam ser muito mais do que realmente eram, mais capazes, mais confortáveis, mais belas e atraentes, muito mais. De repente, enormes buracos fizeram lembrar que aquele era Onésimo, o fusca. Se não por um motorista que o controle entre freios e acelerações, o resultado é morte na certa. Daquelas que todos os carros sofrem.

Eu sou como Onésimo, fui limpa, muitos barulhos incômodos foram silenciados e tantos outros confortos, presentes e belezas foram acrescentados e transformados. Certas noites também vêm cegas pro meu verdadeiro eu, simplesmente por se alegrarem em aproveitar do novo. Não é preciso muito para que os buracos me rodeiem; imperfeição, vazio, pecado. Eles me fazem chacoalhar e me lembram de quem eu realmente sou. Se não pelo motorista, minha morte seria certa. Daquelas que todos os homens sofrem.

O meu ser e o meu estar vieram das mão de quem me criou, tomou-me para si com todo o direito de possuir, limpar e modelar. Toda a beleza que vier me auto estimar. Todo conforto que vier me enganar. Todo pecado vencido e caráter transformado que me superestimar. Todo bom presente que me vangloriar. Todo auto e bom som e toda boa forma que vier me emudecer, ensurdecer e cegar. Tudo se irá no balanço desenfreada e ficará o eu apenas.

Eu. Incapaz, vulnerável, imperfeita, incompleta, completamente dependente e sedenta por vida plena.

 Naquela noite sobrevivemos aos buracos – eu e Onésimo, cada qual à sua maneira. Eis que me lembrei do Senhor.

O Senhor. Em sua perfeição, bondade, enorme graça e amor imerecido. Completamente capaz e louco por me conduzir.

 

Mulher!

Você e os  sacerdotes e mestres da lei em Jerusalém, um contraste! Eles preservam o poder. Você não tem poder algum.  Eles se exaltam. Você – exceto por uma notável característica , não possui identidade alguma escrita nessas linhas.

Sob qual nome deveria me dirigir a você? Eu não sei. Era mãe de alguém?  Eu não sei.  Estava velha, curvada pelos anos de experiência? Uma prostituta?   Mulher louvável pela pureza e virtude?  Era pobre e o perfume uma despesa impossível para você?  Ou era rica, com fácil acesso a tais trezentos denários?  Eu não sei.  Marcos nunca disse.  Nada sei sobre você salvo isto: que ungiu a cabeça do meu senhor.

Ah, mas isso é o suficiente para se saber!  Esse ato por si só é você, todo o seu ser: sua identidade.  Ele te relembra para sempre.  “O que ela fez”, disse Jesus, “será contado em sua memória”. Mulher, agora você é o seu gesto, nem mais nem menos.  Fico maravilhada. Poderia eu ser o mesmo?

O que foi o seu gesto?  Um ato de puro amor por Jesus.  Foi um ato tão completamente focado no Cristo que nada foi lhe dado em troca.  Nada o pode justificar, além de amor .  Os que procuraram matar Jesus foram motivados por uma certa lógica razoável,  mas sua prodigalidade aparece completamente irracional – exceto por razões de amor.  Os discípulos, na verdade, foram ofendidos por um ato que produziu nada, não alimentou os pobres, não serviu a qualquer necessidade. Eles acusaram-te como uma vagabunda. Ficaram ofendidos com o absurdo, um ato absolutamente dedicado a amar, amar em paz.

Mas Jesus chamou “boa obra”.

Quem mais ungiu nosso sumo sacerdote, como sacerdotes certamente devem ser ungidos?  Quem mais ungiu o Rei, filho de Davi?  Quem ungiu o corpo de nosso Salvador para o enterro?  Ninguém além de você.  Não sei o que você conscientemente reconhecia em Jesus Cristo, mas o  amor, instintivamente, vê a verdade.  Ninguém mais o ungiu e, por este gesto, declarou-o Messias, o Cristo.  O ato, portanto, era mais do que lindo.  Era raro e rico com significado.

O ato é tudo que há de você, a humildade te reduziu a isso e hoje você é nem mais nem menos do que o seu amor para o senhor. Você é bela, rara e rica com significado.

Você é a beleza do amor fiel.

Para aqueles que verdadeiramente não amam, você jamais será efêmera ou uma ofensa, nem mesmo uma sombra ou uma idiota.

Para mim, um exemplo.  Você desistiu de tudo, se tornou nada exceto amor pelo senhor; e é exatamente assim que você é lembrada.  Aqui, “onde quer que o evangelho é anunciando em todo o mundo,” você é marca do amor.

Você, sem nome, anônima &, sem sombra de dúvidas, amável: Obrigada!

 

Faltavam apenas dois dias para a Páscoa e para a festa dos pães sem fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um meio de flagrar Jesus em algum erro e matá-lo. Mas diziam: “Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo”. Estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso, aproximou-se dele certa mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus.Alguns dos presentes começaram a dizer uns aos outros, indignados: “Por que este desperdício de perfume? Ele poderia ser vendido por trezentos denários, e o dinheiro dado aos pobres”. E a repreendiam severamente. “Deixem-na em paz”, disse Jesus. “Por que a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo. Pois os pobres vocês sempre terão consigo, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a mim vocês nem sempre terão. Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento. Eu lhes asseguro que onde quer que o evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado em sua memória”.(Marcos 14:1-9 NVI)

Procura-se boa palavra

Hoje percebi um mundo de palavras escondidas atrás de gestos. Não sei se porque essas se tornaram desnecessárias ou encontraram na face e nas mãos sua tradução. Se porque o tempo se tornou curto para elas ou se porque nos esquecemos do grande valor que elas têm.

Por razões adversas, trocamo-las por um aceno de mão ao se despedir, até os mais pequenos o aprendem, e o fazem sob aplausos e sorrisos. Trocamo-las por palmas em sinal de admiração, olhares de cabeça aos pés em par com olhos brilhantes e sorriso de aprovação diante da beleza. Por abraços tímidos ou colo quente. Por tapinhas nas costas e beijos na bochecha. Por gargalhadas altas e sorrisos de traves. Por inúmeros, dos mais genéricos àqueles exclusivos que só nós sabemos como fazer.

Sou apreciadora de tais gestos e dona dos meus muitos para os que sinto imenso carinho. Ressalto aqui que seria uma perda deixá-los ou esquecer seus valores. Mas;

& quando a gente sente saudade das palavras?

Dos meus últimos anos, tiro de bom proveito o apreço pela forma e som que trazem vida a imaginação, elas mesmas, as palavras. Postas a boca dão forma e, algumas delas, têm capacidade de tornar doce e bonito quaisquer dos mais simples pensamentos. Os parabéns, os elogios, as palavras de afirmação e as que trazem honra. As que pedem desculpas e assumem o erro. Falo das boas palavras. Das que falam da beleza e da alegria. Das que falam “oi”, das que falam “tchau”, cuidadosa, atenciosa e carinhosamente.

Onde foram parar?

Acredito num Deus que nos criou pensando em cada detalhe do nosso ser, inclusive na habilidade admirável de produzirmos som e torná-los sentido. Do primeiro homem a quem Deus atribuiu a tarefa de dar nome aos animais, ao nosso próprio Deus em forma de homem que, desde o início era a Palavra e estava com Deus. Que valor grandioso elas têm!

A mim parece claro como elas são capazes de dar forma; um Deus invisível que se torna sentido, se torna Palavra, vida, é o Cristo. Uma metáfora tão felizmente usada no Evangelho. Que maravilhosas são as vozes que se manifestam nos clássicos “Bom dia”, “por favor”, “muito obrigada”. Encantadoras as que descrevem a beleza de quem se ama: “como você é linda”, “como me faz bem.”, “eu te amo”. Admiráveis as que se pronunciam no “eu errei”, “pequei”, ” me perdoa.” Sentimentos que tomam forma de som além gestos, tornam palavra, forma viva, porque estão arraigados no coração e vêm à boca. Vêm a boca por um coração que admira e valoriza o outro. Vêm a boca porque o ama.

É disso que espero que nossos corações estejam cheios hoje & sempre.

Você é especial!Você é amado (a)!Você é belo(a)! Aos olhos do Criador & aos olhos de tantos outros. Que encontremos o privilégio de ouvir & que sejamos também donos das boas palavras.

Elogie.
Cumprimente.
& ame (também) em palavras.

Bom dia de domingo!

“Ame o seu próximo como a si mesmo”. (Mateus 22:39 NVI)

“A pessoa boa tira coisas boas do bom tesouro que está no seu coração […] Porque a sua boca fala do que está cheio o coração.” (Lucas 6:45 NVI)

Meu Deus é Amor

“O meu Deus é deus de amor.” Essas são as palavras que guardamos e carregamos dentro de nossas mentes como cristãos convictos de uma fé baseada no amor. Nossas atitudes procuram demonstrar o que a mente carrega, muitas vezes, com sucesso. Nossas palavras saem em defesa do nosso lema a cada ano – o amor. Lutamos por ele. Por Ele.

Filhos e filhas de um Deus de amor. De um sacrifício feito por amor e com amor. De uma caminhada onde o amor é:

o mais importante de todos “Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor.” (1 Coríntios 13:13 NTLH)

O mais importante de todos: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.” (Marcos 12:30 NTLH)

& o mais importante de todos “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 NTLH)

Sou cristã e muitos dos meus dias refletem a luta pelas verdades a cima. Ainda assim, o meu coração, a minha mente e o meu corpo, contraditoriamente, continuam a buscar o amor. De olhos que direcionam seu olhar para fora, me esqueço do Amor que habita dentro.

Creio que somos presenteados com as mais diversas demonstrações de amor. Ainda, que temos o privilégio de presentear com as nossas demonstrações.

Por que continuo minha procura?Por que não me sinto satisfeita?

Com o sentimento de um discurso hipócrita, vivo dias do que ouço muitas vezes dizerem: “engordando de amor”, dependente e tornando outros dependentes de um amor alimento, que vem de fora, de bom gosto e que satisfaz, é digerido, mas que sacia até a próxima fome.

Um dos meus autores favoritos, C.S Lewis:

Podemos dedicar aos nossos amores humanos a lealdade incondicional que devemos somente a Deus. E, então eles se tornam deuses, e então se tornam demônios. E então eles nos destroem, e destroem também a si mesmos, quando se permite aos naturais tornar-se deuses, eles deixam de ser amores. Ainda são chamados de amores, mas podem tornar-se, na verdade, complexas forma de ódio. (LEWIS, C.S, 2009)

É um exercício diário me lembrar do amor divino, que pode matar a minha fome de amor e tornar toda demonstração agradável a mim e ao próximo. De olhos que olham pra dentro e se lembram do amor que vem de dentro pra fora.

Não devemos nos transformar nem em idólatras, nem em “desmistificadores” do amor humano […] Os amores humanos podem ser imagens gloriosas do amor divino. Nada menos que isso – e também nada mais. (LEWIS, C.S, 2009)

Que o nosso amor venha de dentro plenamente & e se externalize plenamente.
Que venha de fora na medida & para fora na medida

Boa tarde de domingo!

LEWIS, C.S. Os Quatro Amores. São Paulo: Martins Fontes,2009. 12-13p.

De un amigo mío

Por duas recentes semanas em Furnas, tive o privilégio de conviver com pessoas incríveis, cada qual à sua maneira e singularidade. Fomos sabiamente incentivados a encararmos uns aos outros como verdadeiros presentes*. Nada poderia ter sido melhor desafio a princípio, quanto menos das maiores alegrias ao fim. Com um pouco da tanta felicidade que trago dessas semanas, compartilho um dos grandes presentes que ganhei: indiscutivelmente um homem obediente a Deus, e de forma encantadora e contagiante, apaixonado pelo ministério de Cristo. Com vocês, meu mais novo & querido amigo, Ivan Cavajal, diretamente de Young Life Colômbia, traz a reflexão desse domingo com muita propriedade.

Que alguns minutos de atenção às suas palavras os traga tão bom ânimo & alegria quanto me trouxeram!

Que Cristo proclamamos?

Sempre que penso na razão pela qual trabalhar para que mais jovens conheçam o amor de Jesus por eles encontro mais de uma. Me dá muita emoção ver como Ele é capaz de mudar a vida de quem decide segui-lo. Essa é o verdadeiro milagre, porém, as vezes, é difícil ver com clareza a razão do nosso serviço.

Um dos meus personagens favoritos da Bíblia é Paulo, cada vez que olho para ele fica muito claro a maturidade, o amor e a visão que só Cristo poderia ter lhe dado e como isso mudou a vida dele. Paulo entendeu que daria sua vida pelos outros, mas para também entendermos isso precisamos ter uma boa razão para fazê-lo – dar a a vida pelos outros.

Quando terminar o nosso trabalho? Quando deixar de fazer coisas pelos outros? Mais ainda: por que falar de Jesus para outros?

Uma das frases que eu lembro com muita frequência é: “se Cristo não é a pessoa mais maravilhosa que você tem conhecido, provavelmente não tem conhecido ele direto.” Ela mexe muito comigo porque me faz pensar no quanto em verdade eu me maravilho com aquilo que conheço diariamente a respeito dele, mas também me faz pensar algo pesado: que tipo de Cristo eu conheço? Pois, certamente, falarei desse mesmo Jesus que eu conheço. Imagina se ele fosse qualquer um!?Seria ruim né?

Acredito que Paulo tinha certeza disso e creio que essa foi a razão pela qual escreveu o trecho que queria compartilhar hoje:

“Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” . (Colossenses 1: 28 NVI)

Paulo está falando neste capítulo algo que provavelmente já tinham esquecido os colossenses; que Cristo é supremo e que seu mistério vive nos nossos corações pela sua vontade. Acredito ser muito pertinente que eu não me esqueça disso. Confesso que é fácil deixar que outros pensamentos ocupem minha cabeça, porém sei que se assim fosse, esqueceria não só da importância Dele em mim, mas também da razão que me motiva a falar Dele para outros.

Então como proclamar a esse Cristo vivo? É interessante pensar que a primeira palavra que Paulo escreve é “advertir”, um sinônimo poderia ser admoestar. Não é uma coisa que eu curto na minha vida, minha natureza está bem longe de querer escutar admoestações, porém, se não fosse por algumas coisas que tem sido difíceis de escutar e aplicar, a minha visão seria muito diferente e com certeza errada. Acho legal demais que o método que descubro nesta passagem é parecido ao de um jardineiro que tira erva daninha para semear a terra ou, nas palavras deste trecho; advertindo e ensinando a cada um, confiando na sabedoria que vem de Deus, tal como Tiago escreveu.

Qual você acha então que é RAZÃO para advertir e ensinar com sabedoria divina a mensagem de um Jesus vivo? Uma vez mais Paulo tem resposta no mesmo trecho: a fim de apresentar a TODO homem perfeito na sua relação com Cristo.

Durante o tempo que eu tenho me envolvido num ministério como Young Life na Colômbia, tenho conhecido muitos jovens e, cada vez que conheço mais um, penso neste trecho sabendo que Jesus vai me cobrar pela relação deles com Ele. Vou apresentá-los perfeitos?

Entendo e sei que é muito difícil essa missão mas o nosso Deus é um deus de impossíveis. Oro e me pergunto se eu estou advertindo e ensinando com sabedoria.

Como Jesus faria comigo?
Apresentar a todos os homens perfeitos em seu relacionamento com Cristo é minha meta?