Todos os posts de Homero Castro

Homero Castro

Sobre Homero Castro

Nome: Homero Resende Castro Nasci em 1979 em Belém do Pará, moro em Belo Horizonte desde 1989. Sou formado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais. Desde 1999 trabalho como missionário na associação Alvo da mocidade. Eu e minha maravilhosa esposa, Camila temos duas filhinhas lindonas, Helena e Elisa, e uma sapeca cadela chamada Leona.

Tem lugar?

Em João 8 vemos uma discussão de Jesus com homens que haviam sido despertados para um crença inicial em Jesus. O papo segue de forma direta e dura entre Jesus e eles. O que está em jogo? A filiação ao invés da escravidão. Jesus estava chamando aqueles homens a se tornarem filhos ao invés de escravos. Me parece que a reação foi de se sentirem ofendidos, pois tinham grande orgulho de sua história de liberdade. Jesus não recua, e diz que a liberdade não estava na história deles mas no fato do Filho (ou seja , Ele mesmo) trazer libertação. Eles precisavam de deixar de lado sua história, sua religiosidade, todas as situações em que poderiam bater no peito para se gabarem. Eles precisavam se entregar para um relacionamento libertador com o Filho. Nesse momento Jesus dá o diagnóstico do problema: “… porque em vocês não há lugar para a minha palavra” (V.37b).
O coração e a mente deles estavam cheias de outras palavras…
suas histórias de vida…
Seus jargões religiosos…
Filosofias…
hábitos…
cultura…
Talvez todas essas “palavras” falaram mais alto que a palavra de Jesus. E isso fez com que uma crença inicial fosse morta ainda na concepção.
Com toda a sinceridade… a palavra de Jesus tem lugar em sua vida?
Que palavra tem tido lugar em sua mente? Filósofos, artistas , amigo popular , presidente do seu time de futebol, psicólogos …
Tem lugar para as palavras de quem te conhece e te ama como ninguém?

Tem lugar?

Abraço e até a próxima

Despertar, levantar e ser transformado

Gosto demais da forma como a abordagem do Novo Testamento é feita de forma direta e verdadeira. Não há espaço para auto piedade ou para atitudes ou respostas baseadas no “sentimentalismo tóxico” de nossa atual “era do ressentimento”. Não há espaço para o termo “pobre coitado” ou afins. Creio em um Deus que nos desafia em meio as circunstâncias de nossas vida. Um Deus que nos leva ao amadurecimento e ao fato de nos tornarmos responsáveis por nossa história. Infelizmente, do meio da instituição Igreja vemos, hoje, muito mais um discurso que endossa nossa frágil cultura de “podres de mimados” do que o pedido de nosso Deus.
Em meio a esses questionamentos me deparo, mais uma vez, com o poema usado por Paulo em Éfeso:
“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te e Cristo resplandecerá sobre ti.” (Efésios 5:14)

Tá ruim? Tá sonolento? Tá no deserto? Tá triste? Tá desanimado? Tá se sentindo injustiçado? Tá bravinho?

Desperte!

Levanta-te!

Essas duas atitudes somente você pode colocar em prática!

Essas duas ações traz consigo uma promessa passiva: “Cristo resplandecerá sobre ti.”
Porque tão poucos Cristãos demonstram a alegria de Cristo resplandecida em suas faces? Talvez porque poucos atendem ao Desperte e ao levanta-te.

Escrevo esse texto em homenagem ao meu avô, Joaquim, um homem de quase 90 anos e que perdeu sua companheira de 66 anos de casados há cerca de um mês! Um homem que passou por muitos sofrimentos na vida e que sempre atendeu ao chamado de despertar e levantar-se. Obrigado vô pelo exemplo, obrigado pela escolha, mais uma vez, de despertar e se levantar mesmo em um luto tão sofrido. Cristo resplandece sobre ti e te usa sobre a vida de muitos!

A ponte e o pântano

Esse meu amigo, algumas vezes, me envia textos. Sempre mexem comigo… Segue mais um… Com vocês meu amigo e professor de pesca, José Gomes:

Lá estava eu, no pântano, um lugar solitário, espesso, coberto de névoa densa.
Um lugar pavoroso, cheio de mim mesmo, do que realmente sou.
Lá só se chega caindo, caindo em si. Cai-se exatamente no centro e nadando em qualquer direção a profundidade diminui e a densidade da lama cede espaço a um chão mais firme. Nessa solidão, a percepção da sujeira abre-se numa imagem tridimensional.
O pântano é o limite da visão de si mesmo.
Durante o papo com ele o chão da ponte sobre o pântano explodiu sob meus pés, aquele jovem percebeu quando meu semblante fugiu de mim, ficou nítida a desconstrução facial, desmoronei ao ser indagado:
– É verdade que você falou mal de mim para um amigo que temos em comum?
Demorou um pouco até a chama do pavio chegar ao explosivo, nesse meio tempo um exército de desculpas e justificativas lutavam intensamente na tentativa de apagá-lo, doce ilusão, o estopim da verdade é impermeável, nunca se apaga.
Minha jactância de homem “espiritual” ciente da queda iminente debatia-se esperançosa por agarrar qualquer coisa, ainda que sólida, despencariam juntas. Cair em si é desmoronar-se por inteiro, prá dentro. É perder a segurança da ponte sobre o pântano.
É vergonhoso demais aparecer sujo e cheirando mal diante de outro ser humano.
Por volta dos meus doze anos de idade, voltava da escola, a merenda do dia desencadeou uma intensa disenteria, não consegui chegar a tempo em casa. As casas de grandes lotes cercados por três ou quatro fios de arame permitiam evitar as ruas, fui entrecortando por entre os terrenos, àquela altura o short estava todo encharcado por um líquido amarelado e fétido. Escorrendo pelas pernas até os pés deixava as sandálias havaianas escorregadias. Escondi-me a tarde inteira atrás da casa, minha madrasta sentindo o forte odor encontrou-me encolhido nas próprias fezes com moscas voando por todo lado.
Ela tomou-me pela mão e me lavou.
Diante daquele jovem, encolhido nas minhas próprias fezes, encharcado de lama do pântano, olhei-o nos olhos e afirmei o que não podia ser contido nem escondido, pois a mentira leva uma vida de contínua insegurança. É como aquela criança suja de fezes tentando se esconder atrás da casa.
– Sim , é verdade.
Agradável foi ouvir o seu perdão e doce o seu abraço.
Do fundo do pântano confessei:
– Senhor eu pequei.
Ao dizer isso fui arrancado do lama, vi-me diante do trono da graça, consciente da minha imundícia, todavia sabedor da Sua bondade.
Ele lavou tudo, trocou minhas vestes, seu perdão veio acompanhado de um doce abraço.
Acordei no dia seguinte com saudades de Deus, tendo por certo que se Ele não me alegrar com sua presença logo pela manhã, à tarde estarei louco ou no pântano, de novo.
Forte abraço,
Em Cristo,
Jose gomes

Crônica de um dia atual

Então seremos espalhados pelas nações, de um lado ao outro desse mundão. Ali somos confrontados com “novos deuses antigos da modernidade”. Nesses lugares não encontramos descanso, precisamos produzir, mostrar nosso valor, vestir a camisa; até nossas solas dos pés (ou ombros, ou coluna) não encontram descanso. Nessa rotina que nos desvia de nosso Senhor, desenvolvemos um coração desesperado, pavores, depressões, olhos exaustos de tanto esperar, insônia,culpa, toques e alma ansiosa. Vivemos em constante incerteza, cheios de terror, dia e noite, sem nenhuma segurança na vida. Acordamos de manhã e pensamos: “Quem dera fosse noite!” e, de noite: “Quem dera fosse dia, não consigo dormir, ninguém “on” no wpp, tenho medo!”. Nossas almas são colocadas à venda, esquecemos a verdade que nos libertou. Mas ninguém comprará nossas almas, não tem mais importância, não vale nada, não vale a pena! (uma pequena paráfrase de Deuteronômio 28:64-68)

Como nos esquecemos! Como não descansamos na obra perfeita!

“Lembra-te de que foste escravo no Egito e que o Senhor, o teu Deus, te tirou de lá com mão poderosa e com braço forte. Por isso o SENHOR, o teu Deus, te ordenou que guardes o dia de sábado.” (Deut.5:15)

Abraço e até a próxima

Do templo à cruz

Em Lucas 2 lemos um episódio de Jesus, ainda uma criança de 12 anos, no templo com os mestres religiosos da época. Ficou durante três dias “ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas”, fazendo pessoas se maravilharem “com seu entendimento e com as suas respostas. Naquele momento, com doze anos, esse era o lugar que Ele deveria estar (vs 49). Não posso afirmar, mas creio que Jesus ia, aos poucos, se tornando consciente de sua missão. Ainda como uma criança, talvez sua missão fosse estar no templo, ouvindo e conhecendo as posições dos “mestres”. Da mesma forma, vemos um Jesus jovem, sendo obediente aos pais e honrando sua família dando continuidade ao trabalho de José como carpinteiro. Aos trinta anos, e com a maioridade judaica, Jesus parecia consciente de sua grande missão.
Interessante notar lendo os evangelhos que Jesus nunca voltou a fazer o que fez quando tinha doze. Ou seja, agora com missão, nunca teve mais tempo (ou preocupação) em ficar debatendo com os mestres no templo. Escrevo isso porque me preocupo com cristianismo de templo em detrimento ao cristianismo de rua, de caminho, de vida… Jesus nunca investiu em cristianismo de templo enquanto tinha missão. Várias vezes foi abordado por “homens de templo” mas chegou até a ignorá-los (Mc 11:33). Confesso que tenho grande preguiça de cristianismo feito no templo e temo que essa escolha enfraqueça muito o nosso poder de sermos sal e luz. Antes fosse ficarmos dentro do templo ouvindo um menino de 12 anos nos maravilhar. No entanto, sinto que o cristianismo de templo discute de si para si, confabulando sobre o que e como deve ser feito, criticando muitos que estão no caminho por seus métodos ineficazes e míopes.
Tenho receio dos “mestres do templo” se distanciarem do dia a dia de Cristo, se distanciando assim da cruz. Dentro do templo passam a fazer sentido somente para eles…
Hoje é dia de lembrar aos cristãos preguiçosos e relapsos que aquela criança se tornou homem e seguiu sua missão até o fim, nos conclamando a segui-lo. Portanto, qual é o caminho que tem percorrido? Mas aproveito, principalmente, para falar aos cristãos do templo… nosso Jesus tem missão, viveu missão e morreu missão. No momento que esta se tornou clara, Ele não teve mais tempo (e nem vontade) de ficar no templo, discutindo com os mestres. Ele não poderia se esquivar de sua grande missão.
Creio que alguns dos mestres que se encontraram com o menino Jesus continuavam a assistir do templo àquele movimento que viria nos trazer salvação que é sem fim. Triste pensar que, vinte anos depois, alguns que antes se maravilharam por receber a visita de um menino, nunca saíram de lá. E de lá, arquitetaram a morte de cruz daquele homem que anos antes o fizeram ficarem perplexos.

Abraço e até a próxima

O quarto de …

Acabo de assistir o filme “o quarto de Jack”. Algumas coisas me chamaram a atenção, no entanto quero me ater a um detalhe que me pegou. A história de um menino que só conhece o mundo com 5 anos de idade, pois até então só conhecia um pequeno quarto onde ele e sua mão eram mantidos encarcerados. Fiquei me perguntando quantos de nós, cristãos, estamos há 5, 10, 20 anos vivendo no nosso “quarto da fé”. Imaginamos um mundo grandioso, mas não vivemos nada, ou quase nada, na realidade da fé.
Quando olho para a história tenho certeza que a fé viva não nos permite viver em um “quarto”. A fé viva nos leva ao movimento,aventuras, desafios. Vejo isso com Abraão sendo convidado a sair de sua tenda para ver as estrelas e ouvir de Deus uma grande promessa.Vejo isso em Moisés que teve que encarar o maior imperador da época. Vejo isso em Jabez, orando para que Deus alargue suas fronteiras. Vejo isso com Pedro, sendo convidado a sair do barco e andar sobre as águas. Vejo isso com Ester tendo que conversar com Rei, podendo perder sua vida. Vejo isso com Elias , tendo que enfrentar 400 profetas de Baal. Vejo isso com Paulo através de toda a sua caminhada cheia de marcas físicas. Vejo isso com George Miller que tinha no salmo 81:10 sua promessa de vida: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e Eu a encherei.”
O quanto você tem aberto sua boca?
O quanto você tem movimentado sua fé?
Quais são os passos mais recentes?
Você está disposto a olhar para o céu para ver as estrelas?
Onde você vive, no quarto ou no maravilhoso mundo?

Jack aprendeu a ampliar seu mundo. E, quando desejoso de visitar o antigo quarto, notou o quanto era pequeno!

Vale a pena viver por fé!

Que possamos nos desafiar em Cristo.

Um abraço e até a próxima!

Quando uma pergunta diz muito

Você já pensou em Deus fazendo uma pergunta ao diabo sobre você?

Foi exatamente isso o que aconteceu com Jó.

Um homem abençoado, que tinha tudo: família, riqueza, poder, reconhecimento, religiosidade, sabedoria etc.

Nenhum desses atributos foram usados na pergunta que Deus fez… a pergunta é a seguinte:

“Observaste o meu servo Jó?”

“Servo”, essa foi a palavra usada por Deus. É sobre essa ótica que Deus nos observa. “Servo bom e fiel” é o que Jesus cita.

Não existe servo que não seja Dele. Por isso, “MEU servo”. Em um período de servos de si mesmos, precisamos avaliar se nossas vidas são, de fato, Dele.

“Observaste o meu servo …… ?” (coloque seu nome no lugar do pontilhado e avalie)

Abraço a até a próxima!

Mergulho

Quando nos deparamos com o fim do ano várias perguntas nos questionam. Uma delas é “valeu a pena?” A resposta se torna clara quando, em 21 de dezembro, me deparo com um texto de uma amiguinha que tive o privilégio de conhecer esse ano… 14 anos e super inteligente. Foi muito bom ler sobre seu mergulho, Aninha (ou peppinha para os íntimos). Que possamos viver muito tempo juntos conhecendo essa cachoeira, peppinha!

“Conhecer Jesus foi similar à sensação de empurrada de uma pedra para cachoeira. Durante a descida, a água me parecia dura e negra. Foi algo rápido. Assim que senti o quanto se ajustou a mim quando entrei em contato, logo me permiti entender as outras sensações. Ao tocar, me senti renovada, todo calor em excesso havia partido, extasiada por causa da queda.
Quando confiei que ali era um lugar bom , abri os olhos, e o que eu vi não se compara à nenhuma outra coisa. Era profundo, e tudo tão límpido, havia vida ali! A água entrava em cada canto escuro e fazia com que todas as pedras estivessem ali por um propósito.
A todo impulso que eu dava com as minhas pernas, agora sem precisar de um empurrão, era porque eu ansiava conhecer mais daquele lugar, daquela água, não foi somente a aventura de cair que me trouxe animação. Os meus braços me auxiliavam incessantemente , como pessoas que sabia o quanto aquilo era bonito e me fazia bem.
E, quanto mais tempo passo nesse lugar vou me tornando parte da paisagem, querendo cada vez mais me tornar parecida com aquela água que me salvou quando eu estava caindo.
Apesar de ser uma cachoeira, tem um sentimento que as outras me trazem que essa não traz, o medo da destruição. Como natureza, estaria fadada a ser acabada nas mãos dos homens, porém dentro da água, tudo o que vivo de mais importante acontece dentro de mim. Não havia nada a temer quando percebi que o ser mais poderoso de todos habita na minha própria cachoeira.”

Que este 2016 seja um ano de mergulhos e aventuras em sua relação com Cristo!

Feliz ano novo!

Abraço e até a próxima!

O dia em que tudo mudou

Fico imaginando aquele homem, cansado por uma noite inteira de trabalho. Pastorear ovelhas na escuridão fria, do lado e fora de sua cidade, não era uma tarefa fácil. Era necessário estar muito ligado ao longo de toda a noite pois os perigos eram variados e reais. Por isso, naquela sexta feira bem cedo, ao retornar para sua casa, ele só pensava em sua cama. Como desejava um descanso. Bem próximo de seu lar ele nota uma pequena confusão, ao chegar mais próximo percebe que algum malfeitor estava sendo punido, carregando sua cruz com destino ao monte da vergonha. Quando chegou perto da confusão sem que pudesse reagir, foi puxado por um dos guardas responsáveis pela escolta. A ordem era clara, ele deveria ajudar aquele homem a carregar sua cruz.
Fico imaginando os seus questionamentos: “como assim, eu nem conheço esse cara!”; “Logo eu! Estou super cansado!”; “Por essa eu não esperava! Que injustiça!”. Creio que esses eram os murmúrios mais leves…
Mas como eu me identifico com a história de Simão Cirineu! Quando algo sai do que era esperado e uma cruz aparece em meu caminho eu logo murmuro! Deus é um alvo dos meus murmúrios, os outros são alvos também (governo, chefe, família, etc…)
No entanto, o mais legal de nosso Deus é a capacidade de nos surpreender. E meio à caminhada (seja ela de cruzes, noites de trabalho, descanso ou alegrias) Ele está sempre fazendo algo novo. Um texto mexe muito comigo:

“Esqueçam o que se foi; não vivam no passado.Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo.” Isaías 43:18-19

Esqueça o que se foi! Para de murmurar! Estou fazendo algo novo! Você não percebe? … E quantas vezes não percebemos pois estamos muito agarrados às circunstâncias. O nosso Deus abre caminhos em desertos, riachos no ermo! Você Percebe?

Simão percebeu! E quando deixou aquela cruz no alto do monte, olhou para aquele homem em extremo sofrimento. Aquele olhar mudou sua vida, aquela cruz mudou sua história, aquele homem entrou em sua família e trouxe salvação. Creio que as cruzes que carregamos são um convite para notarmos o que Deus tem feito e novo!

Você percebe?

Abraço e até a próxima

Don’t give up

Hoje meu espaço é aberto para uma letra de música que mexe comigo. Creio que Deus dá aos “Artistas” antenas para captarem em suas artes coisas que “pessoas normais” não conseguem sistematizar em seu mundo. Essa letra vai para todos os amigos e amigas que estão pensando em desistir:

“Nesta terra orgulhosa nós crescemos fortes
Nós éramos solicitados o tempo todo
Eu fui ensinado a lutar
Ensinado a ganhar
Eu nunca pensei que poderia falhar

Nenhuma luta restou, assim parece
Eu sou um homem cujos sonhos foram abandonados
Eu mudei minha cara
Eu mudei meu nome
Mas ninguém quer saber de você, quando você perde

Não desista
Porque você tem amigos
Não desista
Você ainda não foi derrubado
Não desista
Eu sei que você pode fazer isso

Pensei que tinha visto de tudo
Nunca pensei que pudesse ser afetado
Pensei que nós seríamos os últimos a ir
É tão estranho como as coisas caminham

Dirigi a noite até a minha casa
O lugar em que nasci, na margem do lago
Enquanto a luz do dia raiava, eu via a terra
As árvores tinham queimado até o chão

Não desista
Você ainda nos têm
Não desista
Nós não precisamos de muita coisa
Não desista
Porque em alguma terra distante há um lugar ao qual pertencemos

Descanse sua cabeça
Você se preocupa demais
Tudo vai dar certo
Quando os tempos se tornarem ásperos
Você pode contar com a gente
Não desista
Por favor, não desista

Tive que sair daqui
Não posso fazer mais nada
Vou até aquela ponte
Manter meus olhos lá embaixo
Seja lá o que aconteça
E seja lá depois disso
Esse rio está fluindo
Esse rio está fluindo

Mudei para uma outra cidade
Tentei duramente me estabelecer
Para cada trabalho, tantos homens
Tantos homens, ninguém necessita

Não desista
Porque você tem amigos
Não desista
Você não é o único
Não desista
Nenhuma razão pra se envergonhar
Não desista
Você ainda nos têm
Não desista agora
Nós estamos orgulhosos de quem você é
Não desista
Você sabe que isso nunca é fácil
Não desista
Porque eu acredito que existe um lugar
Um lugar ao qual nós pertencemos”

Ao terminar de ler essa letra umas palavras me são trazidas à mente:
“Tende bom ânimo, eu venci o mundo” João 16:33

Abraço e até a próxima!

*Música de Peter Gabriel