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Eduardo Victor

Sobre Eduardo Victor

Mineiro de Belo Horizonte, 33 anos, cristão e missionário em Alvo da Mocidade. Apaixonado pelas Escrituras, tornei-me um sonhador quando descobri que Deus pode nos surpreender com as coisas mais simples e inusitadas desta vida...

Nem toda imagem vale mais que mil palavras

Casa na NeveEssa foi a imagem que postei essa semana no meu Instagram. Fiz uma crítica às pessoas que abandonaram a vida cristã e deixaram de carregar sua cruz. Falei que o primeiro passo após tal decisão é uma questão de consciência. Quem “chuta o balde” precisa justificar o injustificável. Dizer que a vida fora dos padrões de Deus vale mais a pena, é crer no incrível. É, por assim dizer, um absurdo. Porque se os caminhos de Deus são propostas de vida, escolher o contrário após ter conhecido caminhos de vida, é caminhar conscientemente para a morte. É como a porca lavada que volta a revolver-se no lamaçal. A porca, nesse caso, porém, age conscientemente.

“… a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz…” (Jo.3:19)

Porque a loucura, pessoal, a gente não explica. Apenas constata que ela existe.

É como se alguém quisesse me convencer de que do lado de fora da casa é que tá legal de viver e aonde existe liberdade. Algumas pessoas curtiram minha foto e outras comentaram positivamente. Se fosse só isso, estaria tudo bem. A polêmica aconteceu nos bastidores.

Recebi, pelo whatsapp, um longo áudio de uma pessoa que tenho profundo amor. Eram críticas sobre a foto postada. Ao ver a foto no Instagram, o incômodo foi gigante.

Ser cristão é viver num mundinho fechado, dentro de uma enorme zona de conforto?

Ficar enclausurado num casebre é o que chamamos de liberdade?

Inauguro dizendo que a foto era apenas uma metáfora e toda metáfora carrega suas limitações. A imagem da casinha isolada no meio do gelo tentava demonstrar um ambiente que propiciava vida e outro que propiciava morte.

A liberdade cristã nunca foi e nunca será pequena. Ela é maravilhosamente ampla e preciosa demais para querermos abrir mão de 1% dela. Nesse caso, o casebre não conseguiu representar o tamanho da nossa liberdade. No entanto, apesar de grande, ela também possui seus limites. Aquilo que deixa de ser liberdade, vira libertinagem. A diferença entre uma e outra é a santidade. A liberdade é santa e tem padrão moral. A libertinagem não.

A libertinagem é ilusória. Fala de liberdade, mas escraviza. A libertinagem é enganosa. Parece intensa, mas é efêmera. A libertinagem traz morte. É saborosa e tétrica. A libertinagem faz do pecado o seu maior protagonista, por isso, não tem nada a ver com Deus e tudo a ver com o maligno.

“… o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.” (Rm.8:13)

Nós não vivemos numa zona de conforto. A vida cristã não permite tal regalia. Fomos comissionados a levar o Evangelho até aos confins da terra, custe o que custar. Somos da turma que, até a presente hora, sofre fome, sede, nudez. Somos esbofeteados e aqueles que não têm morada certa. Os aflitos desse mundo, paradoxalmente, cheios de ânimo.

Somos o filho pródigo que, tendo experimentado o frio lá fora, resolve voltar entendendo que o simples casebre é melhor do que o mundo inteiro.

Um grande abraço!!!

 

Tenho sede

Esse foi um dos 7 gritos de Jesus na cruz. Dentre tantas interpretações e implicações desse brado, gosto particularmente da interpretação feita pela tão impressionante Madre Teresa de Calcutá.

Dizia ela que Jesus está expressando sua sede, mas que aquela sede era específica. Jesus, segundo Teresa, tinha sede de almas. Essa tinha sido a razão da cruz. Seu sofrimento era para que pudesse salvar almas. Elas justificavam o Verbo encarnado.

De que aproveitaria ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?

Para Madre Teresa, a sede de Jesus era sublime e era necessário saciá-la. Ele estava pregado e não tinha condições de matar a própria sede. Teresa entende que o grito de Jesus era para ela!

“Traga-me almas! Tenho sede delas…”

De quantas almas Jesus precisa pra estar saciado?

“Eu quero todas! Sentirei sede enquanto não tiver todas elas…”

É um Deus que parece insaciável.

“Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.” (Jo.4:35)

Você compreende a urgência do Evangelho? O que você tem feito para saciar a sede de Jesus? 

Um grande abraço!!!

Quando as cicatrizes legitimam

“Tomé, vimos o Senhor!”, disseram os discípulos.

“Se eu não vir nas suas mãos os sinais dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei…”, respondeu Tomé.

Você conhece a história. Tomé ouve falar que Jesus havia ressuscitado. Ele é categórico: “Preciso ver para crer!”

Já falei sobre esse trecho várias vezes, em palestras, estudos, bate papos… A questão que quero abordar hoje é um pouco diferente.

Repare que Tomé não pediu apenas para ver Jesus vivo. Ele faz questão dos sinais da cruz. Ele parece necessitar não apenas da presença de Jesus, mas também das evidências do seu sacrifício. “Quero ver as cicatrizes da cruz!”, disse Tomé.

Isso era algo tão importante que Jesus se encontra com Tomé 8 dias depois para sanar aquela necessidade. (Jo.20:26-29)

Tomé viu aquilo que queria ver. O sangue se foi, mas permaneceram as cicatrizes. Toda cicatriz carrega consigo alguma memória. As de Jesus registravam o nosso pecado e sua infinita graça.

Depois das marcas apresentadas, Tomé se rende. Jesus era, por direito, Senhor e Deus! As cicatrizes lhe concederam o direito de influenciar a vida de Tomé.

Guardadas as devidas considerações, o mesmo deveria acontecer conosco. Antes da pretensão de influenciarmos alguém, deveríamos apresentar as “credenciais”. Vejo um mundo repleto de guias espirituais e um monte de gente querendo ser líder sem terem, no entanto, cicatrizes que legitimam a influência.

Já pensou se esse fosse o nosso critério? Antes de permitirmos que alguém nos influencie, exigíssemos as “cicatrizes”? 

Porque subir num púlpito, ministrar num seminário ou escrever um livro é fácil. Quero ver ter na platéia alunos como Tomé.

“Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.” (Gl.6:17), disse o apóstolo Paulo.

Quem carrega cicatrizes por causa de sua lealdade a Deus, sempre ganhará todo o direito de ser ouvido, entendeu?

Um grande abraço!!!

Identidade intacta

Continue lutando

O papo estava sendo difícil. Havia mais um alguém imerso na crise. Mais um porque muitos, senão todos, são abraçados por ela algum dia. Ela, a crise, quando chega, não avisa que vem. Instala-se sem pedir licença. O coração, nessa hora, é invadido de angústias, dúvidas e torna-se uma instabilidade só. Qualquer movimento é perigoso. E crise, por consenso, é sempre ruim! Alguns até argumentam que ela produz coisas boas, mas a crise em si, não pode ser boa. Seria o mesmo que dizer que o câncer é algo bom porque faz as pessoas darem mais valor à vida. Mas a pior das crises, sem dúvidas, era a que estava conosco à mesa naquela noite de terça-feira. Crise com Deus.

Não sei se você tem familiaridade com essa realidade humana, mas ela é mais comum do que imaginamos. Acredito que o fato de trabalhar com pessoas no ministério, talvez me faça lidar mais de perto com isso. Não é preciso estar com pessoas para entender sobre crise com Deus. Basta olhar para a nossa própria e, para alguns de nós, ela já se manifestou algumas vezes.

Nessa hora, o que fazer? Confiar, alguém dirá. Mas confiar de que jeito, se tudo o que me falta é confiança? É o momento na vida em que todas as coisas cooperam para que você jogue tudo para o alto. O problema é que jogar tudo para o alto tem consequência e, algumas coisas irão, muito provavelmente, se quebrar.

A opção que sobra parece ser de uma confiança cega. Não enxergamos nada, estamos cheios de dúvidas e, ainda assim, confiamos. E não há maneira mais explícita de revelar nossa confiança do que através da obediência.

“Também através dos teus juízos, SENHOR, te esperamos; no teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma.” (Is.26:8)

Foi assim que terminou o papo. Sem muitos esclarecimentos. Apenas um pedido, quase um rogo.

“Continue lutando, amigão! Por favor, continue lutando!”

Um grande abraço!!!

Deus destruidor

“Na verdade, as minhas forças estão exaustas; tu, ó Deus, destruíste a minha família toda.”

Esse é um versículo da Escritura Sagrada. Palavras honestas e um tanto quanto ofensivas a Deus.

Você saberia dizer quem foi o autor dessas palavras? Saberia responder quem experimentou essa tal “mão destruidora” de Deus?

Antes de falarmos quem disse isso, algumas considerações importantes:

  • Esse era um momento em que as forças ficaram exaustas. Interessante pensar que a força tem hora que cansa.
  • A afirmação não permitia dúvidas. Deus era quem havia destruído aquela família. O Deus que havia criado/construído a ideia de família resolveu voltar atrás. Destruiu, era culpado e estava sub judice.

Essa afirmação foi feita pelo famoso Jó. Homem reto, íntegro, temente a Deus e que se desviava do mal. Aquele que usamos como exemplo ao falarmos sobre a “paciência de Jó”.

Será que retidão, integridade, temor e desejo de não pecar são virtudes que param de funcionar quando as forças ficam exaustas?

Porque vale lembrar que, quem sai afoito arquitetando destruir a família de Jó, é Satanás. Ele sim, tem tudo a ver com o verbo destruir.

Além disso, as palavras ditas por Jó foram pronunciadas por alguém que conhecia a Deus apenas de ouvir falar. Os olhos de Jó ainda não O tinham visto.

É assim a vida! A gente vai afirmando coisas sem saber direito o que estamos falando. Colocamos, inclusive, o próprio Deus no meio. Sub judice. Questionado. Acusado de ter feito aquilo que, necessariamente, Ele não teve nada a ver. Porque vale lembrar que, quando Deus permite algo acontecer (PS: porque nada nesse mundo aconteceria sem a permissão Dele), isso não significa que era o que Deus queria que ocorresse.

Eu mesmo já esbravejei contra Deus sem ter nenhuma razão. Estava exatamente como o Jó. Sabe o que precisou pra que as coisas fossem para o devido lugar, tanto comigo quanto com o Jó?

Tempo. O tempo revela a paciência de Deus com cada um de nós.

O tempo foi passando e as conclusões mudando. Fiz igual ao Jó.

Então, Jó respondeu ao SENHOR e disse: Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei.” (Jó 40:3-5)

Parece ser assim. A gente esbraveja uma vez. Duas. O problema é quando a rebeldia prossegue e começa a passar disso. A gente esquece que todas as intervenções de Deus (sem exceção) sempre apontam ou apontarão para a vida. A maior delas, inclusive, resolveu gritar em alto e bom som: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” 

É preciso tempo para aprendermos que Deus não destrói aquilo que Ele mesmo criou. Deus destrói conceitos equivocados que eu e você carregamos.

Um grande abraço!!!

 

 

O cubo, a esfera e o cacique

Sabe aquela dor de consciência que você carrega? Aquele incômodo por ter feito algo que você sabe que é errado? Eu tenho certeza de que você sabe do que eu tô falando. Essa dor incomoda a você e a mim.

Você pode enganar todo mundo, como se dissesse que tudo está certo. O problema é quando colocamos a cabeça no nosso travesseiro e ele parece uma pedra. A cabeça dói e a necessidade não é de analgésico. Ansiamos poder afirmar como o salmista: “Em paz me deito e logo pego no sono…” (Sl.4:8), mas estamos distantes disso.

Porque do tribunal da consciência ninguém foge. Se você já conseguiu fugir do tribunal da consciência, das duas, uma: ou você é cínico ou você é psicopata. Cinismo ou psicopatia. E caso você não seja doente, a opção que lhe resta é a de cínico mesmo. É gente que já foi para tão longe da presença de Deus que a consciência já ficou cauterizada.

E não ache que o problema de uma consciência pesada é exclusivo da sociedade moderna e urbana. Todo ser humano, indistintamente, carrega esse fardo.

Certa vez, perguntaram ao cacique, por ser considerado o mais inteligente daquela tribo de índios, o que era consciência. Ele disse:

“A consciência é, na verdade, como se existisse na cabeça da gente uma espécie de cubo. Dentro do cubo existe uma esfera. Essa esfera fica girando o tempo todo. Toda vez que fazemos alguma coisa errada, a esfera bate na parede do cubo e dói. Isso é consciência. Mas tem gente que a esfera já bateu tanto na parede do cubo que quebrou as paredes do cubo e a esfera fica girando desgovernada o tempo todo e nunca mais dói nada.”

Termino lembrando a cada um de vocês que uma boa consciência não se alicerça na santidade. Seria impossível, visto que não há ser humano que não cometa seus deslizes. A boa consciência se alicerça na confissão genuína e legítima dos nossos erros. É necessário coragem para assumir as vezes que a esfera bate na parede.

E já faz um tempo que eu fico me perguntando: “Por que somos tão corajosos para pecar e tão covardes na hora da confissão?”

Que Deus nos ajude a fitarmos os olhos diante de qualquer tribunal desse mundo e dizermos como disse o apóstolo Paulo:

“Varões, irmãos, tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência até ao dia de hoje.” (At.23:1)

Um grande abraço!!!

 

E se o pecado não me afastasse de você?

Assim que decidi vir para Brasília, algumas decisões foram tomadas. Dentre tantas, estudar o livro de Neemias era uma delas. Havia prometido que faria isso e o compromisso assumido havia sido com um dos meus mais recentes amigos: Fernando Miranda, Coronel do Exército Brasileiro e atual Presidente de Alvo da Mocidade. Achei prudente cumprir o combinado (hehehehe) e sei que esse meu amigo sabe das coisas. Aproveito para dedicar esse post ao Miranda e reparto com vocês apenas uma das incontáveis riquezas contidas nesse livro.

Neemias pede informações sobre os judeus que haviam escapado e que não foram levados ao exílio da Babilônia. A notícia era apenas uma: “As pessoas estão em grande miséria e desprezo.” Ao ouvir essa notícia, o grande líder chamado Neemias se assenta, chora, lamenta por alguns dias e passa a jejuar e orar pelas pessoas. (PS: São raros os líderes que choram e jejuam pelas pessoas. Quando há algum tipo de compaixão, ela normalmente é efêmera e fugaz. Não dura alguns dias, como foi com Neemias.)

No entanto, o que mais me chocou foi a oração de Neemias pelo povo. Ele começa tecendo comentários sobre Deus, pede para ser ouvido e termina dizendo:

“… faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado. Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos…” (Ne.1:6-7)

Percebe que ele usa a 1ª pessoa do plural o tempo todo?

Nessa hora, talvez alguns de nós poderiam dizer: “Você está orando errado, Neemias! Você não está pecando, mas sim o povo. Você, inclusive, está bem com Deus! Está sentindo compaixão, está orando, está jejuando…”

Sabe qual seria (na minha opinião) a resposta de Neemias?

“Engano seu! Tenho sentido tanta compaixão dessas pessoas que cheguei no status em que posso dizer: O SEU PECADO É O MEU PECADO!!!”

Não sei se você entende isso, mas é quando (paradoxalmente) o pecado não afasta, mas aproxima. O pecado não repele, une.

É quando as tosquices, os podres, as infantilidades fazem, quase que de maneira bizarra, o amor aumentar.

Não é concordar com o pecado. É quando eu chego ao nível de estar tão “imerso” em você, que o seu pecado passa a ser o meu pecado. Houve um homem que viveu essa experiência com tanta profundidade, que os registros da história dizem que sua inserção no mundo e na vida das pessoas foi de tal forma que Ele acabou tomando para si mesmo o pecado de todos eles. E há quem diga que essa foi a maior de todas as provas de amor que já existiu.

Porque nas mãos de Deus, até o pecado pode ser usado para revelar amor.

De quem o pecado te afastou? Acho que já temos algo para refletir…

Um grande abraço!!!

 

E aí, cê topa?

Dentre tantos grupos de whatsapp que possuo, um deles é mais do que especial e detém o título de mais privado e íntimo (se é que “privado” e “íntimo” são adjetivos que cabem para um grupo de whatsapp). Na verdade, a descrição desse grupinho de whatsapp nem importa para o assunto do post e eu tô aqui pensando porque ainda continuo ocupando linhas do meu post com isso. Mas o que quero contar-lhes é que, nessa semana, estava tão empolgado com as Escrituras que não consegui deixar de comentar nesse grupinho. Falei com meus amigos que estava impressionado com o livro de Crônicas, especialmente o 2º. Enquanto lia, era como se pensasse: “Meu Deus! Quanta preciosidade escondida nesses versos…”

O que pretendo compartilhar é bastante pontual. O rei Asa, um dos pouquíssimos reis fiéis a Deus em Israel, recebe a visita de um profeta chamado Azarias. O profeta havia dito algo muito pertinente: “Ouvi-me, Asa, e todo o Judá, e Benjamim. O SENHOR está convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, ele se deixará achar; porém, se o deixardes, vos deixará.” (II Cr.15:2)

Repare que Deus não tem lado. Nós, sim! Deus estará conosco enquanto estivermos também com ele, ou seja, quem precisa escolher de que lado está somos nós.

Mas o que mais mexeu comigo vem agora. Após ouvirem essa informação, Asa e todo o restante do povo se animam [1], lançam fora as coisas que eram abomináveis entre eles (PS: todos nós temos coisas no nosso meio que deveriam ser lançadas fora) [2], oferecem sacrifícios a Deus [3] e o mais impressionante:

“Entraram em aliança de buscarem ao SENHOR, Deus de seus pais, de todo o coração e de toda a alma; e de que todo aquele que não buscasse ao SENHOR, Deus de Israel, morresse, tanto o menor como o maior, tanto homem como mulher.” (II Cr.15:12-13) [4]

Eles juraram isso diante do SENHOR em alta voz e todo o povo se alegrou por motivo deste juramento. Quem não buscar a Deus de todo o coração e de toda a alma, morre!

Morrer???

Será que esse juramento não era pesado demais???

Mas qual é a opção, senão a morte, para aqueles que inclinam o coração e a alma para outra coisa que não seja o próprio Deus??? 

Enquanto lia, concluí que pesado não era o juramento. Pesado mesmo, era viver sem fazer tal juramento!

ESTÁ INAUGURADO O DESAFIO: Buscar a Deus como você nunca buscou em toda a sua vida. Ler as Escrituras de todo o seu coração como você nunca fez. Orar de toda a sua alma de um jeito absurdamente novo. Quem não fizer, morre! Não importa se é alguém experiente na vida cristã ou um iniciante. Se é homem ou mulher.

Não buscou a Deus, morreu! E aí, cê topa?

“Todo o Judá se alegrou por motivo deste juramento, porque, de todo o coração, eles juraram e, de toda boa vontade, buscaram ao SENHOR, e por eles foi achado. O SENHOR lhes deu paz por toda parte.” (II Cr.15:15)

Que esse desafio lhe encha de alegria! Que você busque a Deus com uma profundidade nunca antes experimentada e que Ele seja, por você, achado. Espero que, à medida que O estivermos encontrando, a paz possa permear todas as dimensões da nossas vidas.

Um grande abraço!!!

Antes que as moscas

Comecei a sentir um cheiro ruim no domingo. Na segunda-feira, piorou. Olhei dentro da geladeira, vasculhei o lixo. Parecia alguma coisa podre. Será que deixei alguma coisa estragada por aqui? Pra quem nunca morou sozinho, a hipótese é bastante plausível.
Mosca-varejeira-1Terça-feira, comecei a notar a presença de algumas moscas. Aquelas chamadas “varejeira” que indicam que algo podre está por perto. Saí cedinho para dar uma corrida. Na volta, enquanto subia as escadas do meu prédio, o cheiro era absurdamente forte. Olhei para a tampa que dava acesso ao telhado do prédio e pensei: “Deve ter algum bicho morto lá em cima! Precisamos tirar isso daí…”

Enquanto abria a porta do meu apartamento, ocorreu-me (tipo um lampejo repentino) dar alguns passos até a porta do vizinho. “E se o cheiro estiver vindo do apartamento ao lado?” Dirigi-me à porta e, literalmente, encostei o nariz na quina da porta. Certa resposta!!! Não havia como se confundir. O cheiro vinha de lá. Enfiei a cabeça na janela do corredor e olhei na direção do apartamento do meu vizinho. A cena mais nefasta que presenciei em Brasília até hoje: um enxame nojento das moscas varejeiras entravam e saíam do apartamento do meu vizinho. Chamei o síndico e ligamos para o Corpo de Bombeiros. Um dos oficiais entrou no apartamento com a ajuda de uma escada e saiu de lá dizendo: “Há um senhor morto aí dentro e o estado de decomposição do corpo parece ser de uns 4 ou 5 dias!”

A Polícia Civil foi acionada. Foi feita a perícia e, no final do dia, o rabecão chegou para a retirada do corpo. Essa experiência conseguiu marcar profundamente a minha semana.

Meu vizinho era o Sr. Davi, um homem de 64 anos que morava sozinho. Cruzei com o Sr. Davi apenas umas 5 vezes nesse tempo que estou em Brasília. Não conversamos nada além de um “bom dia”. Ele era um homem solitário e de semblante triste. Ninguém havia dado falta dele. Sua morte ainda é considerada pela polícia como indeterminada. Disseram que ele não foi trabalhar na sexta-feira e isso significa que ele morreu de quinta para sexta. Nessa mesma sexta-feira, a reunião com os jovens aconteceu aqui em casa. Estávamos todos aqui na sala e nunca poderíamos imaginar que no apartamento ao lado havia alguém morto.

Foi inevitável não falar sobre isso com Deus. A experiência mexeu por demais comigo.

Fiquei ainda mais convicto de que a morte tem lá suas “garras” e elas são simplesmente horripilantes. O pecado é fúnebre e cheira muito mal. Talvez Deus tenha me trazido para Brasília para que eu possa encontrar aqueles que estão “mortos” longe de Cristo. E talvez não seja preciso ir muito longe para encontrá-los. Naquela sexta-feira, as realidades em cada apartamento eram completamente distintas. Vida de um lado, morte do outro.

Que as moscas não sejam as primeiras a notarem aqueles que estão mortos. Que Deus me ajude a encontrá-los antes que a morte os abrace completamente. Que as relações possam ir muito além de um simples “bom dia” e que o bom perfume de Cristo possa exalar por onde quer que eu vá.

Um grande abraço!!!