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Eduardo Victor

Sobre Eduardo Victor

Mineiro de Belo Horizonte, 33 anos, cristão e missionário em Alvo da Mocidade. Apaixonado pelas Escrituras, tornei-me um sonhador quando descobri que Deus pode nos surpreender com as coisas mais simples e inusitadas desta vida...

Foi bom enquanto durou

Insistência. Essa é a palavra que explica minha participação aqui no blog. Nunca fui um escritor e nem tinha a pretensão de me tornar um. Faltava-me praticamente tudo. Desde vocabulário, até habilidade com a língua portuguesa. Insistência.

Em minha primeira postagem, março de 2010, disse que o mundo estava cheio de pessoas que se especializavam na arte de compreender o mar e seus mistérios, mas que nunca aprenderam a nadar. O contrário também era verdadeiro. Os peixes vivem imersos no fundo do mar, mas nunca ouviram falar da densidade da água. O desejo era que não fôssemos apenas teóricos na arte da vida. A teoria é importante, sim! Mas a vida fica fria, mecânica e entediante se vista apenas do plano teórico. “Vamos nadar?”, foi o convite inicial que eu fiz pra cada leitor (a) desse blog.

E foi assim. Quase 7 anos de posts semanais. Às sextas-feiras, eu brincava que tinha “post saindo do forno”… Foram 377 posts ao todo! Alguns foram marcantes e, de alguma forma, Deus fez com que chegasse em corações que eu nem podia imaginar. Tecnologia em nome do Reino de Deus. Tentei repartir um pouco do meu coração e daquilo que estava vivendo. O “Outras Fronteiras” (OF) virou uma espécie de semanário e é interessante como minha vida sempre ditava o tom dos posts.

Quero agradecer cada leitor (a) pelo carinho, pelos muitos comentários (convergentes e divergentes), agradecer àqueles que convidei para repartir alguma ideia em alguma sexta-feira destes quase 7 anos, agradecer aos primeiros idealizadores do OF, ao convite recebido para escrever nas sextas e Àquele que continua sendo a pessoa mais importante da minha vida: Jesus Cristo! Ele foi, Ele é e continuará sendo eternamente a minha “fonte”. Eu ainda tenho sede e preciso Dele!

Último dia de post saindo do forno! O blog, com absoluta certeza, foi motivo de festa e alegria na minha vida. Eu continuo sedento e as Escrituras insistem em fazer sentido:

“No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” (Jo.7:37)

Que Ele continue levantando-se! Que Cristo continue fazendo suas exclamações! E que eu e você possamos confessar nossa sede, termos a humildade de irmos até Ele e bebermos da fonte chamada Jesus…

Foi bom enquanto durou!

Um grande abraço!!!

Amigo de Deus

Ele vivia com sua família numa terra idólatra até o dia em que Deus lhe chama para sair daquele lugar. Ele sai sem saber pra onde está indo. Pura fé. É como andar no escuro e, ainda assim, estar cheio de confiança. Tudo o que ele tinha era algumas promessas. Era nelas que ele colocava os pés no meio da escuridão.

Quem é esse Abraão? Sabemos pouco sobre ele. Era filho de um homem chamado Tera, irmão de Naor e Harã e tinha uma mulher chamada Sarai. Isso é tudo o que sabemos. Talvez porque Deus goste de fazer história com os anônimos desse mundo.

Quem é esse Deus? Abraão sabe pouco sobre Ele. O último registro de uma intervenção sua na história foi há cerca de 2.500 anos, no evento da Torre de Babel. Quando Deus chama Moisés, Ele se apresenta como o “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Havia informações sobre Ele. Mas com Abraão, é um Deus desconhecido, sem muitos vestígios na história e que, agora, faz uma promessa absurda. Absurdo maior é perceber que Abraão crê. Pura fé.

Abraão recebe a promessa de que seria pai de uma grande nação aos 75 anos. Aos 86, nasce Ismael. Ele não era o filho da promessa. Ismael era a tentativa humana de fazer os planos de Deus se concretizarem. Quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90, finalmente nasceu o menino Isaque. Depois disso tudo, alguns anos depois, como se não bastasse, Deus diz a Abraão: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.” (Gn.22:2) Mais uma proposta absurda. Absurdo maior é perceber que Abraão sobe ao monte para sacrificar o menino. Pura fé que beira à loucura. Nós sabemos o fim da história.

Quero terminar o post lhe fazendo algumas perguntas. Elas dizem respeito às coisas que podemos aprender com a vida de Abraão:

1) QUEM É ou O QUE É o “Ismael” da sua história? Aquilo que Deus nunca desejou na sua vida, mas que agora faz parte dela. Ismael era coisa de Abraão. O sonho de Deus sempre foi Isaque. Ou você acha que tudo que existe na sua vida, Deus vê e vibra?

2) QUEM É ou O QUE É o “Isaque” da sua história? Aquilo que foi Deus mesmo quem lhe concedeu e que se tornou tão valioso e precioso que ocupou o lugar Dele na sua vida, ficando “maior” e “mais importante” do que o próprio Deus. É quando a bênção fica maior do que o abençoador. O que existe na sua vida que você não imagina perder de maneira nenhuma e que se isso acontecer, todos os seus sonhos e projetos de vida se desmoronam? Foi exatamente isso que Deus pediu para Abraão sacrificar. Acho que você entendeu.

3) Quando lemos a história, parece que Deus está testando o coração de Abraão. Tem gente que brinca dizendo que quando Deus pede Isaque, na verdade, Ele quer Abraão. O que faz sentido. Mas essa é a maneira superficial de ler a história. A grande descoberta, consiste no fato de que quem estava à prova no monte Moriá não era Abraão, mas o próprio Deus. A pergunta não é “O quanto Abraão confia em Deus?”. A pergunta é “Quão confiável é esse Deus?”

Porque no fim de tudo, quando sobrar somente você e Deus, talvez a pergunta Dele seja apenas uma:

Por que você não confiou em mim?

Nessa hora, vai faltar argumentos àqueles que pretendem provar que Deus não era confiável ou digno da nossa confiança. Como afirmar isso olhando para o Filho de Deus que, enquanto sangra na cruz, olha nos seus olhos e diz: “Foi por você…”?

A obediência revela nosso temor (Gn22:12). O temor abre a porta para a intimidade (Sl.25:14). A intimidade faz a reputação de Deus cair sobre aqueles que lhe são íntimos e singulariza a relação com Deus. Foi assim com Abraão. Porque filhos de Deus, existem muitos. Servos de Deus, milhares na história.

Abraão era mais do que filho, muito mais do que servo. Abraão era amigo de Deus.

Quem é descrito dessa maneira nas Escrituras com tamanha singularidade?

Só existe um homem nas Escrituras chamado de “amigo de Deus”! Sua história pode ser descrita como pura fé.

Quando a fé é demais, ela beira à loucura.

Mas louco mesmo é imaginar Deus te chamando de amigo…

Um grande abraço!!!

O post de hoje é a síntese de uma palestra que fiz aqui em Brasília no domingo passado. A palestra não foi totalmente transcrita aqui no blog. Várias informações foram cortadas. Vale a pena estudar sobre a vida desse homem chamado Abraão.

#forçachape

A terça-feira amanheceu triste. Os noticiários apontavam todos para o desastre aéreo acontecido na Colômbia. Não se falava de mais nada. Chapecó estava perplexa. O país estava consternado. O mundo era todo solidariedade.

Por que isso foi acontecer? 

O time da Chapecoense era sinônimo de alegria e de orgulho. Uma arrancada meteórica explicava a fase da equipe nos últimos anos. Tinham, pela 1ª vez na história, uma final internacional para disputarem.

Agora era hora de dividir as lágrimas. De que adiantaria culpar a irresponsabilidade de quem decidiu por aquela quantidade de combustível? Agora era abraçar os incontáveis corações que choravam com a dor das 71 mortes. Jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas… Homens que carregavam sonhos, que estavam construindo suas histórias, que deixaram famílias para trás.

Como explicar uma tragédia dessas?

 Lembrei-me da pergunta feita por Jesus no capítulo 13 do evangelho de Lucas:

“Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?”

A torre havia caído. 18 pessoas morreram. Eles não eram piores do que aqueles que ainda estavam vivos. Porque tem gente que vai querer explicar o acidente aéreo com o time da Chapecoense dizendo que o time estava em pecado, que era uma maldição, karma ou algo do tipo. Faça-me o favor! Não é hora de crendices estúpidas.

O melhor nessa hora é fazer o que muita gente fez.

Solidarizar-se. Refletir sobre a brevidade da vida. Lembrar do quanto o ser humano é frágil. Valorizar as pessoas que amamos.

Mas há algo ainda melhor a se fazer… Reconhecer que a morte é uma realidade. Age sobre todos, indistintamente. A morte aponta para o pecado. Ela é, na verdade, o salário do pecado. O pecado convida todo ser humano ao arrependimento. Ou pelo menos deveria. O arrependimento nos leva até Deus. Surpreendentemente, a última palavra dita pelo piloto do avião enquanto ainda havia contato com a torre foi: “Jesus”.

“Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.” (Lc.13:4-5)

Que a gente não morra sem antes gritarmos “Jesus” com tudo o que esse nome significa.

E que nenhum de nós venha dizer que a vida não lhe ofereceu oportunidade!

Um grande abraço!!!

 

Folhas

Já sabemos que o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A Bíblia é um livro que deseja mudar o nome das pessoas. De Abrão para Abraão, de Sarai para Sara, de Jacó para Israel, de Levi para Mateus, de Simão para Pedro, de Saulo para Paulo e assim vai. Mudar o nome significa desviar a pessoa dos seus próprios fundamentos; é uma prerrogativa de Deus. No Apocalipse, àqueles que são chamados de vencedores, será dado um amuleto branco, no qual está registrado um nome novo, que ninguém conhece a não ser aquele que o recebe. (Ap.2:17)

Descobriremos, por fim, a nossa verdadeira identidade. Será interrompida a grande interrogação que nos atormentara ao longo de toda a vida: “Quem sou eu realmente?”

Esse é o nosso maior dilema e nossa maior luta. Ser conduzido à minha verdadeira identidade dói. É um processo que envolve mudança de caráter. O mais comum, nessa hora, é fugir.  É o que a maioria faz. Fugir traz alívio, porém interrompe a transformação. Faço questão de lembrar que a escolha é sempre nossa.

Foi exatamente isso que me fez chorar na semana passada. As lágrimas revelavam a distância entre o Eduardo e o meu novo nome. Entre quem eu sou e quem Deus quer que eu seja. Pensei até em terminar meu namoro. Fuga. Tudo que se levanta em minha direção e tem a pretensão de moldar meu caráter, fica sub judice. Excluo isso da minha vida ou escolho a mudança de caráter? Tudo gira em torno disso, amigos leitores.

Alguns trocam de igreja. “Tenho sentido que meu ministério é outro…”

Alguns mudam os amigos. Porque, convenhamos! É bem mais fácil estar com aqueles que não nos conhecem profundamente. “Quão maravilhosas são as pessoas que não conhecemos muito bem”, dizia o saudoso Ariano Suassuna.

Alguns começam um casamento novo. “Eu estava infeliz com ela e não acho que Deus queria isso…”

Alguns abandonam a caminhada com Jesus. Existe alguém que pretende transformar meu caráter mais do que Jesus? Esfriar-se na fé é mais fácil e alguns sabem do que estou falando.

Os argumentos é que são incríveis. Gente se dizendo injustiçada, gente racionalizando pecado, gente afirmando que conhece mais a graça de Deus do que você…

Folhas. Aquilo que é usado para esconder a realidade. Nossas vidas estão cheias delas. Folhas e mais folhas. O Adão estava escondido atrás das folhas no jardim do Éden. Foi com elas (as de figueira, no caso) que ele tentou esconder sua vergonha. O Zaqueu estava escondido atrás das folhas de um sicômoro. Deus foi buscá-los. Ele quis que os dois saíssem de detrás das folhas.

E você? Vai optar pelo alívio ilusório de quem fica escondido atrás das folhas ou vai escolher pela nobre e dolorosa transformação do seu caráter?

Eu já fiz a minha escolha e minha namorada sabe disso.

Um grande abraço!!!

 

Nosso maior anseio

Ele havia se levantado alta madrugada. Saiu de casa em silêncio. Encontrou com facilidade um lugar deserto. Naquele horário, quase todo lugar poderia ser caracterizado como deserto. Pôs-se em oração.

Quando o dia amanheceu, a cidade estava despertada. Pessoas iniciaram suas atividades. São muitas, e das mais diversas. Cada um fazendo alguma coisa. Simão e alguns amigos, por exemplo, procuravam-no.

“Tendo-o encontrado, lhe disseram: Todos te buscam.” (Mc.1:37)

Em outras palavras, Pedro estava dizendo que todos estavam a procura de Jesus.

Todos te buscam?

Será?

Todos quem?

Todos significava Pedro e alguns dos seus amigos que estavam com ele?

O que Pedro estava querendo dizer?

Todas as pessoas buscavam encontrar Jesus?

Parece equivocada a fala de Pedro. Porque nem todos buscavam a Jesus.

Algumas mulheres estavam indo buscar água no poço. Alguns homens caminhavam para as plantações de trigo, porque havia bastante trabalho por lá. Tinha gente seguindo viagem e a única coisa que buscavam era o destino final daquela longa estrada. Pastores saíram para tosquiar as ovelhas. Algumas crianças iam para a sinagoga aprender sobre o Pentateuco. Pedro e seus amigos vasculhavam por Jesus.

Todos te buscam? Hoje as coisas parecem estar exatamente como antes…

Gente indo para a aula, gente acumulando dinheiro, gente indo à academia, gente bebendo cerveja na roda de samba, gente fazendo regime, gente usando droga, gente ávida por sexo, gente estudando para concurso, gente buscando like nas redes sociais, gente buscando a Cristo…

Estão todos buscando por Jesus? “Sim!”, responderia Pedro.

Todos estão buscando por Jesus. Conscientemente e inconscientemente.

“Todo homem que bate à porta de um bordel está à procura de Deus.” (G.K.Chesterton)

Esse é o nosso anseio mais intrínseco. Algo que se encontra nos recônditos da alma. Vai muito além dessa capa pueril, trivial e rotineira que está sobre nós.

Pedro e seus amigos o encontraram. E você?

Um grande abraço!!!

Mulher virtuosa

Quem a achará, pergunta o rei. O seu valor muito excede o de finas jóias. Em outras versões se diz que ela é mais valiosa do que os rubis ou do que os diamantes. Lemuel (autor do texto) na verdade está falando sobre o “diamante vermelho”. Quando se fala sobre o diamante vermelho, estamos tratando da gema mais rara do mundo. Seu brilho e sua cor são impressionantes. Essa é a razão da pedra ser considerada a mais cara. Especula-se que existam apenas 25 verdadeiras gemas destas e o valor gira em torno de 5 milhões por quilate.

diamante-vermelho

Há uma lógica no mundo que diz “quanto mais raro, mais caro.” Quanto mais difícil de encontrar, mais desejado.

No Éden, o conhecimento do mal era raro e, por isso, muito desejado. A árvore era “boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento.” (Gn.3:6) O problema, nesse caso, é achar que todo tipo de raridade é boa e não saber discernir o que é raro e bom do que é raro e ruim.

Deus iria destruir a raça humana. Estava arrependido de ter criado o homem. “Porém Noé achou graça diante de Deus. Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” (Gn.6:8-9) Justiça e integridade! Raro e bom!

Mulher virtuosa, quem a achará?

Raro e bom! Vale mais que diamante vermelho.

Faz pensar que é como se existissem menos de 25 mulheres virtuosas no mundo. Será?

Quem duvida?

Sei que esse é o anseio mais profundo do coração de um homem de Deus. Encontrar alguém assim.

Sei também que esse é o anseio mais profundo do coração de uma mulher de Deus. Ser reconhecida assim.

O padrão é altíssimo. A liberdade também.

Foi Deus quem falou.

Cada um é livre para escolher o que ser e o que ter.

Próprio do amor. Próprio de Deus.

Deus é amor.

Um grande abraço!!!

Todas as ideias do post de hoje foram extraídas de um diário da Ana Luisa Pos dos Reis. Eu já insisti bastante para que ela escrevesse um post. Não apenas porque acredito que ela tenha o que partilhar, mas principalmente porque, conhecendo-a, posso afirmar que uma de suas maiores lutas é o desejo de ser aquilo que Deus traçou como ideal.

Estudo de Namoro

Nesse último feriado, tivemos estudo de namoro aqui em Brasília. Cerca de 20 jovens reunidos com as Escrituras abertas, desejando discernir como poderíamos agradar a Deus com a nossa sexualidade. Falamos sobre vontade de Deus, pureza moral, namoro, casamento… O assunto é sempre de total interesse para cada jovem que participa do estudo.

Não foi a primeira vez que dei esse estudo. Aqui em Brasília, sim! Mas já havia feito várias vezes em BH com diversos grupos. O que foi novo dessa vez, foi o pensamento que me ocorreu no final do estudo. Houve uma época da minha vida (não muito distante) em que eu duvidei e questionei cada um dos princípios desse estudo. Eu estava incrédulo. Lembro-me do estudo de namoro que aconteceu, por exemplo, no final de 2013 com uma turma em Belo Horizonte, em que eu falava sobre todos estes conteúdos sem acreditar neles! Ninguém sabia disso, mas a sensação é a pior que existe. Eu parecia (ou talvez estava sendo mesmo) um grande hipócrita.

Era uma fase da minha vida em que eu estava em crise. Abandonara algumas convicções. Lembro-me de sentir Deus dizendo coisas do tipo: “Muito legal o estudo, Edu! Porém, estou torcendo para chegar o dia em que você vai voltar a crer em tudo o que está ensinando.”

Deus foi paciente comigo. Ele me esperou voltar. Permitiu que eu vivesse a crise, mas sempre desejou que eu voltasse.

Na crise é sempre assim… Alguns princípios que antes eram inerentes, são abandonados. Ou pelo menos deixados em “stand by” por um tempo.

Foi simplesmente sensacional poder perceber meu coração totalmente mudado diante deste mesmo estudo aqui em Brasília. Ninguém sabia disso, mas a sensação era a melhor que existe.

Quais princípios você já viveu um dia, mas abandonou durante sua caminhada por alguma razão?

Você já sabe pelo quê Deus está torcendo, né?

Um grande abraço!!!

O cordeiro que usava túnica

“Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica. A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo.” (Jo.19:23)

Jesus estava no madeiro. O cordeiro seguiu para o matadouro como uma ovelha muda. O sacrifício sangrava num altar que tinha forma de cruz.

Ele usava uma túnica. Teria sido um presente de sua mãe? Ela era sem costura, toda tecida de alto a baixo. Os soldados lançam sorte para ver quem iria ficar com ela. Não faria sentido rasgá-la como fizeram com as vestes. A túnica tinha lá seu valor.

O cordeiro era o objeto do sacrifício. A túnica, era a vestimenta própria de um sacerdote.

No sacrifício é assim: o cordeiro morre; o sacerdote mata.

O que isso significa?

Que na cruz Jesus foi (ao mesmo tempo) cordeiro e sacerdote. Morreu e matou. Passivo como cordeiro, ativo como sacerdote.

Deus fez tudo.  Bem próprio da graça.

Nesse caso, graça sobre graça.

Um grande abraço!!!

 

Eu cristão

“O mal é tão mau que não podemos evitar pensar que o bem é um acaso; o bem é tão bom que ficamos certos de que o mal pode ser explicado.”

(G.K.Chesterton)

Eu não duvido do mal. Ele está dentro de mim. Propensão.

Também não questiono a existência do bem. Deixaria de ser cristão. Convicção.

O mal é mau. Engana, vicia e mata. Sinto na pele, nas entranhas, coisa de âmago.

O bem é bom. Para muito além do acaso. Ouço a sua voz, mas não sei donde vem, nem para onde vai.

Carrego tudo aqui dentro. Sentimento de inadequação.

Onde abundou pecado, tem sujeira na borda. Onde superabundou graça, o sangue transborda.

A vida continua valendo a pena e a única razão porque continuo buscando a santidade, é que a outra opção é muito insípida.

Um grande abraço!!!

Sobre estar sempre certo

Quando Jacó voltou para casa na tentativa de resolver o conflito com Esaú, ele desejava alcançar o perdão de seu irmão e os presentes eram uma forma de gritar: “Eu pequei!” 

Quando Davi foi trazido à luz sobre o caso de adultério com Bate-Seba, ele não hesitou: “Eu pequei!”

Quando Pedro foi repreendido por estar vivendo uma vida dupla entre judeus e gentios, ele permaneceu calado como quem estivesse dizendo: “Eu pequei!”

Quando Paulo era acusado de ter participado da morte de Estêvão, ele admitia a ignorância de ter sido cúmplice daquele apedrejamento confessando: “Eu pequei!”

Por que existem pessoas que nunca pedem perdão? 

Você conhece pessoas assim?

Já ouvi jovens dizendo que nunca viram na vida seu pai pedindo perdão. Outro dia uma pessoa mencionava outra, dizendo: “Tem décadas que convivo com fulano e nunca ouvi um pedido de perdão!”

Conviver por décadas e nunca ouvir um pedido de perdão?

Nessa hora eu fui irônico: “Você convive com um ser humano ou com o próprio Deus?”

Egos absolutos. Ausência completa de humildade. Soberba.

Sobre estar sempre certo? Não desejo para ninguém!

Não que eu não queira que a vida esteja no padrão de santidade. Mas que, com exceção do próprio Deus, não exista na minha vida quem esteja sempre certo. Conviver com egos absolutos não é estar ao lado de uma pessoa. É estar ao lado de um demônio.

Um grande abraço!!!