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Lembranças. Boas?

Segunda-feira, 7h30min da manhã, lá estava eu, meio tensa e sonolenta, andando em passos rápidos, indo em direção a minha aula em um hospital psiquiátrico. Eis que viro a esquina e me deparo com um caixão sendo carregado para dentro de uma van por dois homens (nesta rua há uma agência funerária). Paro por um instante. Imagino se havia alguém dentro daquele caixão. E se havia, penso na família aguardando a chegada do corpo para o velório.

Todos esses pensamentos cruzam minha mente em uma fração de segundo. Continuo com meus passos curtos, porém não mais apressados. É estranho, mas depois desse encontro e destes pensamentos, todos aqueles problemas que ocupavam minha mente e me deixavam tensa, pareceram incrivelmente fúteis. Continuei andando, um pouco mais leve e um pouco mais pesada ao mesmo tempo. Pensei em como a vida é passageira e frágil.

Quinta-feira, 20h15min aproximadamente, aqui estava eu, em casa. Recebo uma notícia da qual a mídia iria se ocupar incessantemente até o domingo: Michael Jackson morreu. Ele iria começar uma turnê com vários shows muito em breve. Planos que foram suspensos para sempre.

Sua morte me pegou desprevenida, mas não me abalou muito porque  a verdade é que eu sabia muito pouco sobre o astro Michael Jackson. No entanto, tive a chance de conhecer um pouco mais sobre sua vida em um documentário que assisti na Band, no domingo à noite. Foi um documentário diferente, basicamente uma longa entrevista. Gostei muito de ter a oportunidade de ouvir o que ele tinha a dizer sobre si mesmo: sua infância, seus traumas, sua incômoda aparência durante a adolescência… O documentário terminou com a seguinte frase: “Michael Jackson: artista consagrado e ser humano mal-resolvido”. Poxa, é isso que as pessoas tem a dizer sobre ele após sua morte?

Fiquei pensando nestas coisas…

Me preocupo tanto com tantas trivialidades cotidianas… que bobagem! Logo isso tudo passará! E antes que a gente perceba, pessoas estarão falando sobre quem nós éramos, qual caminho traçamos e as marcas que deixamos em suas vidas.

Minha pergunta é: você tem refletido sobre suas escolhas e está seguro de que tem traçado o melhor caminho? Você imagina como será lembrado? Qual será o seu legado? O quê as suas atitudes no presente deixarão como marca?

Acredito que Cristo gostaria que as pessoas que vivem segundo seus ensinamentos fossem lembradas, sobretudo, como pessoas de amor. Como você tem agido? E mais do que isso, você tem sido uma pessoa de amor?

Para quê todos esses questionamentos? Simplesmente para te desafiar a não passar pela vida sem pensar nela; para te incentivar a viver uma vida que não seja em vão; para te lembrar que ainda não é tarde demais para mudar o rumo, para fazer diferente.

Propus essa discussão justamente porque tenho me questionado acerca dessas questões. Tenho estado insatisfeita com alguns aspectos da minha vida, e gostaria mesmo de mudar de rumo. Pensar também sobre o que agradaria Cristo me ajudou a ter certeza sobre como eu gostaria de ser lembrada: sem dúvida como uma pessoa de muito amor.

Assim como foi bom pra mim pensar nessas idéias, espero que seja bom para você!

Até breve.

Máscaras?

MascarasDesde quarta-feira da semana passada (dia (10/06), quando fui ao Teatro Ativo Urbano e ouvi o Dudu compartilhando algumas idéias sobre máscaras, comecei a pensar em coisas que eu nunca havia pensado antes e minha cabeça tem sido tomada por um turbilhão de idéias. Gostaria de proporcionar essa reflexão que eu tive à vocês também, se me permitem.

Não é nova para muitos de vocês a idéia de que quando nos tornamos cristãos temos a oportunidade de tirarmos todas as máscaras que antes usávamos e de passarmos a viver em paz, não tendo mais que fingir ser quem não somos.

Então veio minha dúvida: será que quando nos tornamos cristãos, ao invés de, de fato, tirarmos todas as nossas máscaras, não passamos a colocar outras máscaras no lugar das antigas?

Pensei, pensei, conversei com amigos, liguei pro Dudu… queria saber o que exatamente seriam as “máscaras” antes de prosseguir com meu raciocínio. Sua explicação foi simples: “para esconder quem somos e para sermos aceitos usamos máscaras”. Sim, mas o que seriam as máscaras? Tomarei a liberdade aqui de dar uma definição minha: máscaras são atitudes que tomamos em nossos relacionamentos que não condizem de fato com nossa personalidade. Ok, agora podemos prosseguir.

Antes, por várias vezes, fingíamos ser alguém que não éramos. E agora? Posso afirmar que estou sendo 100% eu em todas as minhas atitudes, em todos os meus relacionamentos? Posso afirmar que não uso mais máscara alguma?

Ou será que várias vezes não nos escondemos sob a máscara de um “bom cristão” e não deixamos ninguém ver o que realmente pensamos e sentimos??

Essa discussão poderia tomar vários caminhos diferentes, mas escolhi apenas alguns (para este não ser o post mais confuso da face da terra!).

Todos os nossos medos, ansiedades, problemas (inclusive problemas relativos à auto-estima) não irão embora da noite pro dia. É uma ilusão pensar que logo após de nos tornarmos cristãos, todas as nossas dificuldades irão embora como em um passe de mágica.

Entretanto, é fato que quando entendemos o que Cristo fez por nós e decidimos mudar de rumo, nascemos de novo. Nos tornamos novas criaturas. Nos reconciliamos com Deus e realmente temos a oportunidade de viver sem máscaras, de viver em paz com nossas características.

É curioso pensar que mesmo tendo essa oportunidade de viver de uma forma diferente, às vezes nos escondemos por trás do suposto “manto de santidade” que acompanha todos os cristãos e continuamos rejeitando quem somos e escondendo de todos a nossa identidade.

Gostaria de finalizar constatando que uma das coisas mais legais em meu relacionamento com Deus é ter a certeza de que ele me ama como eu sou e de que ele muitas vezes demonstra esse amor por mim através das pessoas ao meu redor. Hoje tranquilamente posso afirmar que estou em uma comunidade onde tenho verdadeiros amigos, com os quais posso ser totalmente eu, sincera, sem máscaras.

Apresentação: Carla

Oi!

Poxa vida, é difícil falar sobre mim sem de fato saber com quem estou falando, e sem estar em uma conversa concreta.

Já começando a me apresentar, gostaria de dizer que para mim, comunicar não é problema algum! Adoro conversar e me interesso muitíssimo por trocar idéias com pessoas: ouví-las  e expor os meus pensamentos também. Acho o ser humano fascinante! Ouso dizer que a cada conversa pessoal que tenho com alguém, alguma idéia me marca e me leva a reelaborar vários conceitos que eu tinha antes… sim, estou em um constante processo de reflexão e de aprendizado. Talvez seja por isso que é tão difícil falar sobre mim… a cada dia que passa minha identidade vai sendo construída.

Entretanto, existem algumas constantes em minha vida que acho importante dizer: sou cristã e estudo Psicologia na UFMG.

Participar desse blog é, para mim, um desafio emocionante e delicioso! Já vou dizer porque: escrever posts é algo que eu nunca fiz antes e se constitui em uma nova forma de ouvir o que vocês tem a dizer e de deixar registrado minhas diversas reflexões sobre a vida como um todo.

Não posso deixar de dizer que me sinto privilegiada de fazer parte desse blog ao lado de amigos tão queridos e especiais, que têm um papel muito importante em minha vida. Tenho certeza que cada um tem seus tesouros para compartilhar… e espero que juntos alcancemos “outras fronteiras”.

Acredito que a vida é algo muito precioso e quando vamos vivendo nessa “correria do dia-a-dia” mal paramos para refletir sobre nossos atos. Acabamos sendo engolidos pelas urgências e deixando de lado o que é essencial.

Sendo assim, espero que nesse blog possamos trocar experiências, idéias, reflexões… que nos permitam olhar para nós mesmos e para o mundo de uma outra perspectiva. Enfim, meu desejo sincero é que este blog possa deixar uma marca em você e nas pessoas ao seu redor.

Abraços,

Carla