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Entre espinhos

Tenho o privilégio de me reunir com alguns amigos toda segunda feira para estudar a bíblia. São homens bons, que lutam para viver a fé cristã e que me ajudam muito nas minhas batalhas.

Semana passada estudamos a famosa parábola do semeador;

“E outra vez começou a ensinar junto do mar, e ajuntou-se a ele grande multidão, de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar.
E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas, e lhes dizia na sua doutrina:
Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
E aconteceu que semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram;
E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda;
Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se.
E outra caiu entre espinhos e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto.
E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem.
E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
E, quando se achou só, osque estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola.
E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas,
Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.
E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?
O que semeia, semeia a palavra;
E, os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações.
E da mesma forma os que recebem a semente sobre pedregais; os quais, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem;
Mas não têm raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição, por causa da palavra, logo se escandalizam.
E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra;
Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.
E estes são os que foram semeados em boa terra, os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um trinta, e outro sessenta, e outro cem.”
Mc (4:1-20)

Conversamos sobre os tipos de solo e concluímos que em nossas vidas, passamos por diversas fases, podendo nosso coração, ou nosso solo, se encontrar de diferentes maneiras.

Confessei que meu solo se encontra repleto de espinhos, que sufocam as coisas de Deus. O cuidado com as coisas do mundo, especificamente o trabalho e as adaptações que a chegada da Duda exigem, estavam deixando tudo muito bagunçado.

O resultado dessa inversão de prioridades é uma vida desregrada, indisciplina com as leituras e com os momentos de comunhão, orações superficiais e egoístas, além de uns quilinhos a mais e uma latinha envelhecida.

Graças te dou, Senhor, porque tu és o Deus da misericórdia. O Deus que usa qualquer situação para reorganizar as prioridades.

Segunda feira é o dia internacional da dieta, e nesta segunda, iniciei a minha com um excelente acompanhamento nutricional.

Essa nova rotina exige disciplina e esforço, e isso será usado por Deus para tirar espinhos, fazendo do meu coração solo fértil. A motivação maior sempre será servir ao Senhor.

Bom levar tudo para Aquele que nos alivia. Bom saber, que mesmo entre espinhos podemos ver luz e ter irmãos que são como jardineiros, realizando a boa obra do Senhor.

Como anda seu coração?

Cooperador de Cristo.

Deus, onde estás?

Assistimos espantados ao grande circo dos políticos brasileiros. Como podem ser tão canalhas?

Não me falem de bandeiras partidárias, de político F, L, D, T ou A. Apresentam seus redundantes números, e depois se reúnem para repartir o dinheiro. Banquete regado a sangue.

Livro transformado em caviar. Leitos transformados em bordéis. Escolares em lates.

São assassinos. Deveriam proteger a sociedade e a destroem.

Nesse terrível cenário, famílias perdem o sustento, doentes não são atendidos, crianças vendem balas no sinal ao invés de estudarem. Estão destruindo nosso gigantesco país.

Estive em Itaúna, minha cidade natal, e deparei-me com uma placa que dizia “Não dê esmola.” Lei municipal…..haha…agora o criminoso é quem dá esmola.

Cristão, por favor, movimente-se. Lembre-se que somos templo e morada do Espírito de Deus. Sal da terra. Corpo de Cristo. Cristão, pequeno Cristo.

O que faremos? Oremos, trabalhemos e sejamos luz, porque de picareta esse país já está lotado.

Fico essa linda canção, “Deus, onde estás”, que é uma linda oração da banda Palavrantiga.

“Deus, onde estás?
Te procuro.
Te procuraria na porta dessa rua.

Deus, onde estás?
Olha o que eu vejo agora:
O menino dançou sem roupa.
O menino botou na boca um doce
Com gosto de fel.

Deus, onde estás?
A Igreja arrancou o sino,
O homem esqueceu o menino.
Fez castelo de ouro e prata
E perdeu a vida.

Ah! Acende toda luz,
Iluminando a Terra
que convive com a dor,
Sem esperança.

Vai onde há a dor, e cura!
Vai onde não há amor, e ama!
Vai onde há a dor, e alegra!
Vai onde não há amor, transforma!

Teu toque forte muda a sorte de quem Te encontra.

Deus, onde estás?
Te procuro.
Te procuraria no beco, nessa rua.

Deus, onde estás?
Olha o que eu vejo agora:
O menino dançou sem roupa.
O menino botou na boca um doce
Com gosto de fel.

Deus, onde estás?
Eu passei por aquele palco.
Vi um grande homem fardado
Que gritava ao povo:
Dinheiro!!, sem piedade.
Ah! O homem passou e se esqueceu
da dor que sangra dentro do peito.
Dentro do peito.

Vai onde há a dor, e cura!
Vai onde não há amor, e ama!
Vai onde há a dor, e alegra!
Vai onde não há esperança!

Traz esperança!
Faz esperança!
Traz esperança!”

Cooperador de Cristo

Entre o querer e o fazer

Todos dizem sim! Desejamos bênçãos. Desejamos salvação.

Infidelidade parece pertencer ao DNA da raça humana. Quando não concretizamos na prática, através de um só pensamento somos condenados.

É difícil cumprir todas as promessas.  E Deus sabe disso. Deus se mantem fiel enquanto demonstramos infidelidade.

Mas creio que Ele deseja que estejamos no Caminho, mesmo sabendo que durante o processo tropeçaremos diversas vezes.

Mas apesar de dizermos “sim, Senhor!” ; “obrigado, Senhor!”; “Amém, Senhor!”; “Aleluia, Senhor!”; muitos não desejam verdadeiramente estar com o Senhor. Não buscam andar no Caminho.

Quando vamos para uma festa num local desconhecido procuramos o endereço. Muitas vezes buscamos referências, perguntamos, colocamos GPS para nos guiar. Mas só chegamos no local desejado se trilharmos o caminho correto. Se você não sair de casa não chega a lugar algum.

Porque pensamos que com as coisas de Deus seria diferente? Ou você está no Caminho ou não chega a lugar algum (ou chega em outro endereço). Tem gente que acha que andar com Cristo é piscina gelada, põe o pezinho, tira o pezinho.

Entre o querer e o fazer existe um grande abismo. E esse abismo é preenchido com uma cruz. Se não nos enfrentarmos, a preguiça e desculpas esfarrapadas nos manterão afastados do Alvo.

Deus é dinâmico. Selvagem. E fiel. Ele quer você. Mas antes, deseja ardentemente que você realmente O queira.

Cooperador de Cristo.

INTOCÁVEIS

“Aproximou-se dele um leproso rogando-lhe, de joelhos: Se quiseres, podes purificar-me. Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse: Quero, fica limpo! No mesmo instante lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo.” Mc (1:40-42)

 

O leproso era excluído da sociedade. Todos tinham pavor, mantinham distância. Os leprosos tinham dificuldade de comunicação, eram intocáveis e viviam numa espécie de submundo. Você consegue imaginar um leproso passando no meio do mercado central, tocando seu sino e expondo suas feridas? As pessoas se afastando e gritando: “Leproso! Leproso!”

Você consegue se ver dando passos apressados para trás? Talvez você não grite, mas sussurre para a pessoa ao lado! Você rapidamente puxa seu filho para trás!

Esse homem implora por cura e Jesus é movido por um sentimento raro; Compaixão.

Sentimento seguido de ação que visa amenizar a dor ou sofrimento de alguém.

No capítulo 2 do Evangelho de Marcos, Jesus cura um paralítico utilizando apenas palavras; “Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.” Mc (2:11)

Jesus poderia ter feito a mesma coisa. Poderia ter dito; “Está limpo!”

Mas Jesus toca o intocável. Ele sabia que aquele homem estava sedento por toque.

Eu vejo muitos “leprosos” na nossa sociedade. Eu vejo pessoas num submundo, longe da Luz.

Eu vejo vidas necessitando de toque. Eu vejo necessidade de compaixão.

É fácil fingir que está tudo certo. Mas que tal tirarmos as máscaras? Que tal tirar a sujeira que escondemos embaixo do tapete?

Vamos nos levantar das rodinhas de fofocas e abandonar “filosofias clichês”. Chega de falação, de dedos que apontam sem tocar.

Tem feridas expostas. Tem muitas vidas que necessitam de toque.

Você está disposto?

Cooperador de Cristo.

DECISÃO

Olho ao meu redor e meu coração sofre angustiado.

Estamos todos doentes. Todos nós estamos morrendo. Uns já tem diagnóstico, outros não.

Ansiedade, depressão, ilusão.

Vivemos numa grande panela de pressão.

Não existe paz.

O que fazer diante de tanta confusão?

Buscamos muitas alternativas, mas a paz verdadeira não se compra. A paz verdadeira não está em outro trabalho, outro casamento ou em outro continente.

A paz que excede o entendimento está ao lado, desejando estar dentro, e fazer de nosso corpo templo e morada.

A ilusão do mundo ainda seduz a muitos, porém, já se tornou pesadelo para muitos outros.

Deus está presente, mas não podemos ver. Deus está falando, mas ninguém pode escutá-lo. Deus deixou muita coisa escrita, mas não queremos ler. Deus nos presenteou com sua obra, mas não temos tempo para contemplá-la.

Não estamos nem aí. Você já foi ignorado? Você já se fez ausente e percebeu que ninguém sentiu sua falta?

A história da humanidade está repleta de idolatria, traição, cobiça e no fim de tudo nos resta a culpa e a morte.

Precisamos tomar uma decisão importante e ter coragem para bancar nossa posição. A quem serviremos? Não podemos ficar, a todo tempo mudando de lado, fugindo e dando desculpas.

Não importa o tamanho do seu problema …ele é passageiro assim como você e eu. A questão fundamental é: encerramos por aqui ou buscamos eternidade ao lado de Deus?

Façamos nossas escolhas e mãos à obra.

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais (….) porém, eu e minha casa serviremos ao Senhor.” Josué (24:20)

Cooperador de Cristo

 

PERFUME

Seu nome não poderia ser outro. Maria.

Do tipo que exala um perfume peculiar e raro; o aroma de Cristo.

Sua humildade nos constrange. Seu amor é inspirador. Sua vida revela sua fé.

Sabe dar colo, acolhe, alimenta e aquece. Seu coração parece ser infinito, pois sempre tem espaço para mais alguém.

Maria trabalhadora, guerreira, virtuosa. Maria doce, não mole, mas doce. Maria, que amorosamente nos revela os segredos do Senhor.

Sua casa é recanto dos fragilizados, dos necessitados de amor. Quantas vezes usamos você, querida Maria? Sem termos como recompensar tamanha devoção, simplesmente retornamos para seus braços.

Presente de Deus, exemplo a ser seguido. Luz na escuridão. Paz em meio à guerra. Pão dos necessitados. Fogueira para os que sentem frio.

Sou grato a Deus pela sua vida, sua lindona.

Continue acolhendo e exalando esse delicioso e raríssimo aroma de Cristo.

Maria, certo que és cheia de graça.

“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (Ti 4:6)

Cooperador de Cristo.

*texto para uma certa e especial Maria.

A brevidade da vida

Nessa segunda feira de carnaval um vizinho faleceu dentro de casa. Os procedimentos levaram Claudinha e eu para o ano de 2012, quando na terrível ocasião, uma garotinha de 12 anos teve o mesmo destino.

Enquanto muitos de nós caíamos na folia com exagerada comemoração sei lá de que, corações paravam, outros choravam.

Aproveitando o clima da quarta feira de cinzas, convido todos a reler esse texto de 2012, que nos escancara a brevidade da vida.

abraços,, Bernardo

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A manhã deste último sábado tinha a cara da morte…o tempo estava fechado e chuvoso, havia algo gelado e terrivelmente silencioso no ar.

Acordei com gritos de socorro e pancadas na porta.

A vizinha pedia desesperadamente socorro para a sua filha Marcele, garota de apenas 12 anos, que acabava de desmaiar.

Marcele estava com rinite e sinusite há alguns dias e passara por alguns médicos em busca de alguma solução.

Nesta manhã, acordou por volta das 6 e 20 da manhã não se sentindo bem, e enquanto se arrumavam para ir ao hospital, Marcele desmaiou. Sua mãe entrou em desespero e bateu em nossa porta buscando ajuda.

Foi minha sogra quem nos acordou aos gritos. Saltamos da cama, Claudinha e eu, e corremos em direção à porta aberta, percebendo que algo acontecia na casa da vizinha. Entramos rapidamente e vimos Marcele desmaiada no sofá.

Num instinto violento coloquei-a nas minhas costas e desci os 4 andares orando a Deus com todas as minhas forças. Ao chegar na garagem e deitá-la no chão, iniciei desesperadamente uma massagem cardíaca e uma respiração boca a boca. Enquanto isso, Claudinha ligava para o Samu e para os bombeiros e Neyde gritava pelos blocos em busca de algum médico ou enfermeira.

Percebi que meus esforços de quase nada adiantavam e de repente, duas moradoras e enfermeiras chegaram ao local e assumiram com habilidade os primeiros socorros.

A única coisa que me restava era orar. Pedi a Deus, com todas as minhas forças, com todo o meu coração e minha fé, que Ele conservasse a vida da garotinha e tivesse misericórdia dessa mãe tão aflita e corajosa.

Mães jamais deveriam perder seus filhos.

Lembrei-me das curas miraculosas de Lucas, das poderosas intervenções e maravilhas de Cristo. Daria a minha vida por Marcele naquele momento.

Os bombeiros chegaram e depois o Samu, e os procedimentos tiveram a duração de mais de 1 hora.

O tempo corria rápido para Marcele e para os médicos, mas para nós, moradores aflitos, que assistiam a dramática batalha pela vida, o tempo parecia infinito e nada acontecia.

Meu Deus….de forma inacreditável Marcele não resistiu e faleceu ali mesmo, aos seus doces e inocentes 12 anos de idade.

Todos estavam incrédulos, perplexos, inconsoláveis, impotentes e sentimos o gosto gelado e azedo da morte.

Voltei a lembrar-me de Jesus, quando ressuscitou uma menina de quase 12 anos, de Lucas e de Paulo. Lembrei-me de Pedro e pude constatar minha pequenina e impotente fé. Como eu queria fazê-la levantar dali e correr para os braços de sua mãe.

Minha fé fragilizada, incapaz de remover montanhas, de curar ou de evitar uma morte tão precoce, deixou-me pela segunda vez, frustrado e entristecido.

Todos pareciam meditar sobre a brevidade da vida, sobre o imprevisível dia de amanhã e sobre nossa vaga corrida atrás de vento.

A morte parece brincar de pega-pega, e ali, morto, poderia ser você, eu, ou pior… um de nossos filhos.

Sem dúvida Deus escutava minhas orações, escutava cada pedido, promessa ou sussurro suplicante de todos.

Porque então, Ele não evitou essa terrível tragédia??? Bastava que Ele quisesse!

Lembro-me de Moisés, com que Deus tinha um relacionamento peculiar, que permitia visões e diálogos claros, permitia até que Deus reconsiderasse.

Mas era o tempo de Marcele retornar ao Pai, ao Lar eterno, e teríamos que entender isso, mesmo sem saber o motivo exato.

Deus, que não reconsiderou, também não se ausentou, não se omitiu. Por mais calado que parecia estar, por mais distante que poderíamos pensar que Ele estivesse…Ele não ignorou!

Deus estava ali! Ele confortava Márcia, uma mãe de coração despedaçado. Deus se ocupava dela agora…e parecia derramar sobre ela amor, ternura e paz…uma paz gigantesca e incrível; a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e a vossa mente em Cristo Jesus.” Filipenses (4:7)

Ó Márcia, querida Márcia….querida sim! Porque teve todo meu afeto, respeito e admiração quando em meio a tanto sofrimento, angústia e dor, revelaste a paz do Senhor, que estava contigo. Oro para que permaneça Nela, a fim de permitir que Deus cure seu coração.

Em relação à morte, nenhuma palavra humana, por mais sincera e bela que seja, consegue nos confortar. Essa tarefa é de Deus.

E Ele a executa com primazia!

“A morte não é uma calamidade, quando morremos; só é uma calamidade para aqueles que ficam, pois a morte é libertação, alegria, paz e beatitude eternas. Os dias dos homens são curtos e cheios de perturbações. O que há no mundo que nos ofereça consolo?…”

Pg 506 do fantástico livro Médico de Homens e de Almas.

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.” Jo (10:27-29)

“quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” Jo (5:24)

Lutas diárias

Não é fácil viver uma vida santa. Caminhar com Cristo não é tão simples como parece. Exige disciplina, mansidão, submissão. Negar nossos desejos e viver de acordo com a vontade de Deus não permite egocentrismo.

Nossa sociedade está doente. Os relacionamentos estão frágeis e tediosos. É impossível acompanhar a vida virtual. As redes sociais parecem agências de publicidade vendendo felicidade e sucesso. Nelas os relacionamentos são tão perfeitos, tão intensos. Muitas viagens, inúmeros amigos, sucesso total.

Nelas estão as melhores pessoas, as melhores empresas e os melhores produtos. Todos competindo por curtidas.

Curtidas são como suplementos. Não servem pra nada além de enganar as pessoas e a longo prazo podem causar danos irreversíveis.

Comparar minha vida com o que vejo nas redes sociais me causa certa confusão. Questionamento de valores, crise de identidade, depressão…curte aí vai!

Vocês não percebem que nunca vivemos uma era tão mentirosa? Temos machucados pessoas com isso.

Será coincidência que tantas pessoas tem surtado ou se frustrado por não encontrarem a verdade?

O que é verdade? Qual o meu papel no mundo?

Eu não sou esse sucesso. Confesso que na minha juventude eu achava que era. Mas a vida já me ensinou muito sobre isso. E definitivamente eu não sou um caso de sucesso.

Preciso me apegar a Deus com muita oração, meditação e leitura para minha mente pervertida não destruir toda a minha vida, minha família e meu trabalho. São batalhas diárias. Decisões que somente Deus e você saberão. Passos retos em terreno deslizante. São passos difíceis, as pernas tremem e o olhar insiste em desviar-se do alvo. A sutileza da apresentação do pecado contrasta com a destruição causada por ele.

Eu não sou um cara bonzinho. Eu preciso saber disso.

É preciso olhar para meu Senhor e clamar por misericórdia todos os dias. Pedir sua proteção para as lutas diárias e sua mão firme nos passos vacilantes.

Porque para mim, Jesus é verdade, caminho e vida. E meu papel no mundo é servir a Deus conforme Sua Santa vontade.

Parem de se enganar. Parem de enganar as pessoas. Parem de fugir. Ninguém pode fugir Daquele que tudo criou.

É urgente coerência. Pratique o que ensina. Faça o que diz. Assuma consequências dos seus atos. Cumpra acordos, mesmo que isso lhe traga algum prejuízo.

Já pensou como seria o mundo se todas as pessoas gastassem tempo buscando conhecer Deus e praticando Sua vontade? Se cuidássemos de nossos relacionamentos. Maridos e esposas, pais e filhos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho. Se gastássemos menos tempo na vida virtual e mais tempo na vida real. Se trabalhássemos de forma mais inteligente e agradável. Se cuidássemos mais das nossas vidas e dos nossos do que fofocar a vida alheia?

Se mantivéssemos o olhar para o Senhor, meu Deus?

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso…” Ef (6:11-12)

Cooperador de Cristo.

A queda

Por onde andamos, amigos?

Por que insistimos em passear nos caminhos de morte?

Por que não levamos Deus a sério?

Por que damos mais importância ao tempo do que Àquele que o criou?

Oferecemos migalhas Àquele que uma vez nos deu vida com seu sopro, e uma segunda vida através do seu sangue?

Andamos pelos caminhos de Caim.

“…trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste.” Gn (4:3-4)

A diferença entre o fruto da terra e as primícias do rebanho, parece, insignificante para nós, mas eles sabiam o que estavam fazendo. Deus certamente não estava preocupado com a qualidade da oferta, mas com a postura de quem estava oferecendo. As primícias demostravam gratidão.

Eu questiono e minha vida e te convido a refletir sobre a sua.

O que temos oferecido a Deus?

Um encontro aos domingos? Uma oração sonolenta e vazia? Um bom dinheiro para garantir um lote no “condomínio da eternidade”?

Livros em branco. Vasos sem flores. O que temos feito por aqui? Por que fazemos e como fazemos?

Deus conhece nossos corações.

“….eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti, cumpre dominá-lo.” Gn (4:7)

Caim matou seu irmão Abel, cedendo ao seu cruel desejo. Mas a queda teve início bem antes, quando não se relacionou com Deus como deveria. Negligenciou o seu Deus e optou por seguir seus próprios desejos.

Quando optamos por colocar Deus em segundo, terceiro ou sei lá que plano, tramamos a nossa própria e desastrosa queda.

“Pai, nos dê da Sua sabedoria Senhor. Despeja em nós um espírito humilde, sedento por ti e pela Sua obra. Que o Senhor cresça em nós e nossos desejos sejam controlados. Evita Senhor a nossa queda.”

Que possamos dar ao Senhor as nossas primícias e alegrarmos com a Sua companhia.

Cooperador de Cristo.

O reencontro

Nos separamos por um tempo. Coisa pouca pra alguns.

Eu a deixei de um modo canalha, pois ela ainda dormia, e fiquei na expectativa da sua reação. Nem imaginava que o aperto seria no meu próprio peito.

Nas horas que se seguiram fiquei atento ao celular. Caso precisasse de mim eu estaria pronto. Era só chamar.

E separados, vivemos nossas experiências. Mas chegou a esperada hora do reencontro. Quando a vi, grande emoção tomou conta de mim. Desejei beijá-la e cheirá-la como nunca havia desejado. O papai estava com saudade filha. Ainda que tivesse sido por apenas algumas horas, o papai quase morreu de saudade. E vê-la, tê-la nos braços novamente foi maravilhoso. A minha alegria estava completa e lembrei-me do meu Senhor.

Será que Deus tem saudade quando seguimos por diferentes caminhos? Creio que sim. E é certo que se alegra quando retornamos para Ele.

“….há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” Lc (15:10)

Lembrei-me da parábola do filho pródigo e de como seu pai o recebeu de volta. Eu faria o mesmo. Deus quer fazer o mesmo.

Por onde você tem andado? Tem caminhado nos braços do Pai? Se está longe porque resiste em voltar? Eu sei que Ele anseia pelo reencontro.

“Pai, perdoa os meus incontáveis pecados. Por vezes escolhi estar longe de ti e pequei contra o céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho.”

“Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou e o beijou.” Lc (15:20)

Acredite, ele anseia pelo reencontro.

Cooperador de Cristo.