As três provas do caráter

Há alguns dias li um livreto cristão; “êto” pelo tamanho e diagramação, não por seu alcance e profundidade. Nesse quesito foi um gigante para mim. A leitura foi prazerosa, tocou-me porque apresentou estudo sobre uma das pessoas bíblicas de que mais gosto, José filho de Jacó, chamado pelo autor José do Egito. A alcunha não é sem razão, uma vez que este homem tornou-se o segundo homem do Egito, foi quase um vice Faraó. De toda a análise feita, quero destacar, contudo, o esforço do autor em descrever três provas de caráter pelas quais passou José e que são também direcionadas a todos os cristãos.

1ª – A PROVA DA PROSPERIDADE

O dinheiro é o dilema humano. A falta não lhe dá dignidade, o excesso pode tornar-se culto. A verdade é que “por ela [prosperidade] se enchem as financeiras, as fábricas, os terreiros de macumba, as sedes lotéricas, e muitos templos religiosos. O deus de milhares se chama prosperidade”. Há muitos que, perdidos na busca sedenta pela prosperidade, esquecem da palavras de Jesus: “que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma”. O QUE FAZEMOS PELA PROSPERIDADE? Deixamos de lado algum princípio para serví-la?

A Bíblia diz sobre José do Egito: “o Senhor era com Ele”. Na medida em que alcançava o posto mais alto do Egito, mais se aproximava de Deus. Não fez nenhuma concessão para chegar onde chegou, nem mesmo tramou para que ali estivesse. Apenas entregou-se aos desígnios do Pai.  Resta-nos uma lição de todo o percurso trilhado por este homem: é possível conviver com a prosperidade e ser fiel a Deus.

2ª – A PROVA DA VAIDADE

Um forte desejo persegue os corações humanos. Você pode discordar, mas o desejo de aparecer já prevaleceu em algum minuto de sua vida. Quem não quer aplausos? Quem não quer ser reconhecido? “A tentação da vaidade inclui as coisas vãs. Elas são como bolhas de sabão: belas, mas ilusórias. E deixam um amargo inapagável no coração dos que iludidos se vitimam de suas atrações.”

Somos muitos os que perseguem os manequins e as modas indecentes, a fama e os corpos atraentes. O próprio José era um homem belo e começou a despertar o interesse da mulher de Potifar, seu patrão. Tentação sem igual seria,  já que disfrutando da maldade estaria mais próximo do poder. Sobre isso, diz o salmista: “se eu no coração contemplar a vaidade, o Senhor não me ouvirá”. Graciosa foi a resposta de José do Egito para aquela prova: “como posso cometer tamanha maldade contra Deus?”

3ª – A PROVA DA ADVERSIDADE

“O insucesso tem sido uma provação dura que abate milhares. (…) esfria a alma de muitos”. Aqueles que propalam a prosperidade como sucesso espiritual acabam por confundir os cristãos, e contribuem para aumentar o exército sem número daqueles que procuram as igrejas para ter só bênçãos, saúde e sucesso. Quereria lembrar-lhes, a ausência de provação não quer significar sucesso. É o que anuncia Paulo, “ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timoteo 3:12). Meu amigo, a adversidade virá tão certa como a morte. COMO AGIR, ENTÃO? José do Egito passou mais de dez anos preso, foi caluniado e odiado, e, assim mesmo, recorreu à graça de Deus e reergueu-se.

CONCLUSÃO

Espero que estas palavras possam encorajar você a seguir com Deus. Os desafios que a vida nos apresenta são muitos, nos encontraremos ora na masmorra, ora no palácio (tal como José do Egito), mas o importante é que o nosso caráter seja experimentado, para que, enfim, estejamos mais firmes e certos da esperança em Jesus.

Até brevíssimo.

Todas as citações aqui inseridas foram retiradas do livro “Sempre Vencendo” do Rev. Cleómines Anacleto de Figueiredo pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, a quem dedico meu abraço fraternal.




Gabriel Lazarotti

Sobre Gabriel Lazarotti

Redimido pelo amor de Deus. Discípulo de Jesus que segue por este Caminho. Um sincero apreciador da criação. Pretenso poeta todo o tempo, advogado e músico nas horas vagas.

10 comentários sobre “As três provas do caráter

  1. Gabanas, gostei muito meu amigo.
    MInha luta é confiar em Deus como José, seja na masmorra ou no palácio, como você disse. Espero ter o caráter provado e aprovado por Deus.
    Obrigado pela reflexão.
    abraço

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