Aprendendo com os pequeninos

Sábado foi um dia estranho.

Passei rapidamente por um velório. Fui abraçar uma família querida que perdia a matriarca de 92 anos.

Lá, inevitavelmente refletimos sobre a morte. Uma vida chega ao fim. Sem planos, sem sonhos. Tudo o que resta agora é saudade e a esperança de um reencontro.

De lá fui para um batizado. Celebração da vida. Muitas expectativas e sonhos são lançados ali, principalmente quando pais cristãos batizam seus filhos.

O batismo é mais que uma ordenança, muito mais que uma tradição. É um ato de amor, pois entregamos nossos filhos a Deus e oramos para que escolham andar por esse caminho.

Nesse mix de emoções, um versículo toma conta dos meus pensamentos:

“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.” Mt (18:3)

Penso na minha pequenina. Como tenho aprendido com você, meu amor! Nesse último ano tenho aprendido a exercer minha mais nobre função; pai de família.

A confiança dela em nós me ensina a confiar no Pai. A dependência dela me leva a refletir sobre minha postura autossuficiente. O amor e o cuidado que temos por ela me faz recordar o imenso amor que Deus tem por nós.

Obrigado filha, por me ensinar tanta coisa. Eu, que sempre sonhei em te ensinar sobre as coisas do Senhor, tenho aprendido com você, sua pequenina.

Eu desejo ardentemente que, no fim das nossas vidas tenhamos a certeza que vivemos os sonhos que Deus preparou para nós, desde o início.

Que Deus dê sabedoria ao pais, proteção aos filhos, misericórdia para os que se vão e conforto para os que ficam.

Cooperador de Cristo.

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