Amor (in)condicional

Há alguns anos comecei a me dedicar mais ao amor e comentei com meu amigo Homero Castro que começaria a viver o desafio do amor incondicional. Sua resposta foi imediata: “não existe amor incondicional! A gente ama pra ser amado”. Será? Anos depois, volto a pensar seriamente no assunto. Existe amor incondicional? Este post é, acima de tudo, um convite à discussão. Qual a sua opinião? Antes, vamos ao que penso sobre o amor.

Creio que fomos feitos para viver em comunidade, ultrapassando a ideia de vida em sociedade. O laço que uniria esta comum união não poderia ser outro senão o amor. Numa análise superficial, podemos afirmar que, infelizmente, o que nos une hoje é realmente o interesse, que vai desde o simples medo de ficar sozinho à ganância por aquilo que o outro pode nos proporcionar economicamente. Ao longo dos tempos as várias expressões do amor foram traduzidas numa única palavra, de maneira a limitar seu significado. Abaixo descrevo as formas tradicionalmente conhecidas.

Há o amor puro e inocente – o amor de fraternal (στοργή, no grego). O teólogo e escritor C. S. Lewis o chamou “afeição” em sua obra intitulada “The Four Loves” (publicada como “Os quatro amores” pela primeira vez no Brasil em 1983). O exemplo perfeito deste amor seria da mãe com seus filhos, como Sylvia Llewelyn Davies e sua prole em Em Busca da Terra do Nunca, 2004.

Finding Neverland – Miramax, 2004.

O amor afetuoso é aquele necessário, natural, que surge da simples relação de existência do ser amado. Neste amor, há uma entrega ao ser amado porque ele necessita de certa forma dela. Mas não há peso nisto. Na imagem acima Llewelyn Davies é uma mãe viúva de quatro filhos, interpretada por Kate Winslet em Em Busca da Terra do Nunca. No filme a mãe se desdobra para conseguir cumprir com os pesados afazeres de casa, mas ainda encontra tempo para dedicar aos filhos e tentar fazer deles crianças felizes.

Por outro lado, e ainda segundo C.S. Lewis, há um amor de amigo, que surge da proximidade de pessoas e a afinidade, é amor de amizade, a philia (φιλία, no grego). Quando penso na expressão máxima desse tipo de amor me recordo do personagem Simon Burch e seu amigo no filme que leva seu nome (1998).

Imagem de Amostra do You Tube

Aqui tenho um exemplo pessoal. Lembro com carinho de um amigo de infância que tinha problemas físicos assim como Simon e de como era o amor que sentíamos um pelo outro, do respeito às limitações de cada um e do cuidado com as necessidades mútuas. Meu amigo era diferente fisicamente por conta do problema de saúde que tinha, mas eu não percebia esta diferença naquela época. Ele era um garoto normal aos meus olhos de criança, lembro que o via muito além do que aparentava por fora. Infelizmente ele veio a falecer há uns quatro anos, vítima do problema com o qual nascera. Guardo, além da lembrança, a ideia deste amor de amigo que aprendi com ele.

Há também o amor érōs (ἔρως, no grego), o amor romântico, aquele típico de um homem por uma mulher (ou vice-versa). Seria o amor expresso no livro dos Cânticos de Salomão:

“Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa. Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.”

Cânticos 2:14-15

Talvez também o amor do qual o Chico Buarque cantou em O Que Será (à Flor da Pele) com o Milton Nascimento em 1976:

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz implorar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

Abro um “parênteses” aqui para ampliar nossos horizontes, deixando claro que não creio que estas formas de amor são rígidas. Há amor de amigo entre pai e filho e (por que não?) um amor philos  pode se transformar em amor érōs.

Voltando ao assunto e, finalmente, há o amor de Deus, o agápē  (ἀγάπη) – o amor sacrificial (corrigido pela Vanessa, no comentário abaixo), verdadeiramente incondicional. Deus nos amou tanto que deu seu único filho para que levasse nossos pecados, sofrendo da pior maneira possível até sua morte. Cristo é o exemplo vivo, por excelência. Qual a medida deste amor??? Ele é considerado o amor de Deus porque Ele não pode esperar nada da gente. Tudo que Ele fez e faz é impossível de ser retribuído. Ele nos dá por caridade, porque é da natureza dele, porque ele é bom! (…) Ele dá sem querer receber, cuida de nós, divide conosco os planos… é o ideal de qualquer relacionamento! Quando Jesus fala para amarmos nossos inimigos, ele fala do ágape. Não precisamos nos relacionar com os inimigos como fazemos com os amigos, mas temos que ser caridosos com eles, ajudar se precisarem. (incluído por sugestão da Vanessa Brandão nos comentários abaixo)

***

Gostaria de saber, então, a opinião de vocês sobre o amor. Será que temos condições de, em qualquer das situações, amar incondicionalmente? É muito bonito e fácil concordar que sim de maneira teórica. Mas e na prática, como isto é possível? Pode existir excesso de amor?

Quero terminar, numa homenagem aos relutantes em amar, com o que escreve C.S. Lewis a respeito do amor:

“Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.”

Se você leu até aqui e acha que chegou ao fim, se enganou. O post só se completa com os comentários abaixo! Fique à vontade para deixar o seu também!

Rafael Santtos

Sobre Rafael Santtos

Rafael Santos, Belo Horizonte, 18 de abril de 1984, cristão desde 2012, sonhador, aventureiro, sanguíneo, exortador. E deseja dividir um pouco do que pensa através do Outras Fronteiras.

28 comentários sobre “Amor (in)condicional

  1. Nó Rafa!! Que tema complexo e gostoso de falar, hein! Minha cabeça tá a milhão aqui com tantas referências sobre o assunto. Vou tentar ser breve para não me perder nas idéias! Tenha paciencia comigo! rs

    Acho que as 4 formas de amor descritas por C.S. Lewis podem ser aplicadas com grande uniformidade. Dá para encaixar várias relações dentro deste segmento. O problema maior está em delimitar o que é amor do que não é amor! Neste caso, a origem do amor, e sua temporalidade, são fatores importantes.

    Posto que o amor (vamos pegar a definição de amor de “1 Corintios 13”) é um sentimento Divino, mediador máximo entre as relações humanas, e mesmo entre a relação do homem com Deus, é improvavél afirmar que existe “excesso de amor”. Neste caso, quanto mais amor, melhor! Mas, a nota importante é que mesmo na bíblia fica claro que amar implica em sofrimento! “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
    1 Coríntios 13:4..” Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
    1 Coríntios 13:7. Temos ali palavras pesadas, com alusão a sofrimento, espera e suportar algo.

    Isto quer dizer que o amor é gigantesco, é necessário e é Divino, mas não está dito que amar é um mar de rosas! Estas conclusões de que o amor é lindo, perfeito e faz nosso mundo ser colorido e divertido é a espécie de “amor romântico” ocidental alardeado e impregnado nos contos de fadas, filmes, novelas, livros e toda sorte de romantismo.

    O problema do “amor romântico ideal” é que ele não é, necessariamente, amor. Romeu e Julieta se amavam ao ponto de morrer um pelo outro. Ok. Isto é amor? Pode ser para o mundo, mas para nós cristãos a razão de viver não deve ser o outro, e sim, Deus!

    Muito mais téorico do que prático, afinal de contas, eu mesmo sinto esse amor romântico, e as vezes sou consumido por lampejos de maluquice romantica ocidental.

    Aliás, apesar de pouco afeitos ao mundo cristão, quero citar aqui dois filósofos que duramente criticaram esta espécie de amor desvairado e dependente do outro. Nietzsche e Kant. Nietzsche vai falar do “Amor Fati” em alguma de suas obras, e em resumo (resumir Nietzsche é duro, vou tentar ser o mais exato que puder).

    Ele diz: “Minha fórmula para a grandeza no homem é Amor fati: nada querer diferente, seja para trás, seja para a frente, seja em toda eternidade. Não apenas suportar o necessário, menos ainda ocultá-lo – todo idealismo é mendacidade ante o necessário – mas amá-lo.”

    Em miudos: vc ama alguma coisa? Então abrace esta coisa em sua plenitude. Ame sem desejar mudar, ame sem necessitar de passado ou presente. Ame, simplesmente, incondicionalmente. Bastante cristão para um ateu, né?

    O que Kant falou eu vou deixa para encerrar! É muito legal!

    Dessa forma, amigo Rafa, eu vou na onda e acredito sim no amor incondicional. Mas faço a resalva de que é impossivel se amar incondicionalmente por muito tempo, ou por todo o tempo. Neste ponto, é possivel concordar e discordar da opinião do Homero ao memso tempo! (olha a minha petulância em discordar da opinião do Homerão! Espero não falar besteira! rs). Se pegarmos pontualmente o amor ( o verdadeiro, e não o romântico) poderemos obter sim momentos em que o ser humano, mesmo que por breves segundos ou minutos, amou alguém, ou amou a Deus, de maneira incondicional.

    Agora, se analisarmos o gráfico do amor por inteiro, o Homero tem razão em dizer que amamos para ser amado. Qual o limite do ser humano em amar sem ser amado? Dificil dizer, mas muito claro enxergar que não vai muito longe não. Mas temos alguns casos na história, certo?

    Contudo, quando amamos para ser amados, estaremos nós exercendo o verdadeiro amor? Ou estamos apenas praticando a amor romântico humano? Pensar assim dói bastante, pois chegamos a conclusão que são poucas as vezes em que, de fato, nós sentimos o que é AMOR.

    Pra terminar, a citação de Kant que ficou faltando. Reforço que Kant foi outro ateu e crítico ferrenho do cristianismo, mas mesmo na sua loucura cética, ele escreve um pensamento digno de ser lido. Vc, amigo Rafa, terminou com um apoio ao que relutam em amar. Eu termino com um alerta para os que insistem em “amar demais”.

    Kant disse:

    “O amor, enquanto afeição humana, é o amor que deseja o bem, possui uma disposição amigável, promove a felicidade dos demais e alegra-se com ela. Mas é patente que aqueles que possuem uma inclinação meramente sexual não amam a pessoa por nenhum dos motivos ligados à verdadeira afeição e não se preocupam com a sua felicidade, mas podem até mesmo levá-la à maior infelicidade simplesmente visando satisfazer a sua própria inclinação e apetite. O amor sexual faz da pessoa amada um objecto do apetite; tão logo foi possuída e o apetite saciado, ela é descartada tal como um limão sugado. “

  2. Gosto dessa discussão!
    Concordo em quase tudo! Mas tenho uma visão um pouco diferente do que seria o ágape.
    O ágape é considerado o amor de Deus, mas não pq ele é um amor sacrificial. O conceito de ágape se encaixa mais com a palavra “caridade”, como podemos ver em algumas traduções do Coríntios 13. Ele é o amor de Deus pq ele dá sem esperar nada em troca, incondicional, o que não remete, necessariamente ao sacrifício. E, diferente da filia e do stergo, ele não remete a nenhum tipo de envolvimento como o objeto do amor.
    Ele é considerado o amor de Deus porque Ele não pode esperar nada da gente. Tudo que Ele fez e faz é impossível de ser retribuído. Ele nos dá por caridade, porque é da natureza dele, porque ele é bom! Mas devemos nos lembrar de que lá em João 15 ele nos chama de “amigos” e, em I João, de “filhos”. Há aí, mais dois tipos de amor envolvidos. Ele dá sem querer receber, cuida de nós, divide conosco os planos… é o ideal de qualquer relacionamento!
    Quando Jesus fala para amarmos nossos inimigos, ele fala do ágape. Não precisamos nos relacionar com os inimigos como fazemos com os amigos, mas temos que ser caridosos com eles, ajudar se precisarem. Isso não implica sacrifício nem relacionamento pessoal, mas amor incondicional, no sentido de, independente de quem ele é e da relação que temos, eu vou ajudá-lo.
    Bem, espero ter contribuído de alguma forma!
    Beijinhos

  3. Rafa, sensacional o post.

    Pra jogar uma coisa na discussão: Ao meu ver, uma das coisas que nos diferencia de Deus é a forma como Ele é constante em suas motivações e nós não. Deus ama por amar e sempre vai ter essa motivação. Nós não.
    Acho que é possível termos momentos de amor incondicional, mas só momentos. Porque depois ele é substituído por interesses.
    Num exemplo bem tosco, creio que as vezes começamos uma amizade de forma totalmente pura e desinteressada, e quando nosso novo amigo nos chama para passar um fim de semana numa cobertura de frente pra praia, nossa motivação muda. Aquilo nos desperta e não conseguimos mais desvincular a nova amizade com a cobertura. Toda vez que tivermos uma atitude de amor para aquele amigo, instintivamente nos lembraremos que aquilo nos aproxima de uma deliciosa cobertura na praia.
    Creio que isso acontece nas mais variadas esferas de interesse.

    Outra coisa: Sou muito fã desse trecho do Lewis com que vc finalizou o post. Recentemente um amigo me disse “nunca mais vou conseguir amar ninguém” e isso é uma tolice, pois = trecho do Lewis.

  4. Nossa, Rafa, muito difícil… Mas já andei pensando um pouco a respeito. Na verdade, queria partilhar a fonte dos meus pensamentos, que é algo que tem me tocado muito!

    Faço um projeto de extensão/iniciação científica na neonatologia do Hospital das Clínicas da UFMG (HC/UFMG). Lá é um berçário que tem desde casos de médio risco (menino que nasce só com baixo peso) até alto risco, nenéns cheios de malformações e com um prognóstico nada otimista. Quase todos os dias subo na unidade para mapear os leitos, e sempre encontro com as mães na unidade ou no andar. Inclusive, faz parte do meu trabalho conversar com algumas delas.

    Há bebês gravíssimos que ficam internados por muitos meses após o nascimento. Esta semana mesmo conversei com uma mãe, que me contou que durante o nascimento entrou sangue na cabeça do neném, e desde então (há mais de um mês) ele nunca abriu os olhos e praticamente não reage ao mundo. E Deus sabe se um dia ele vai fazer alguma dessas coisas. Mas o que me impressiona, é ver que, durante a internação dos filhos, muitas mães se mudam para o alojamento da maternidade, algumas acabam sendo transferidas com os filhos para a pediatria, pois a internação é muito longa para ficar na maternidade/neonatologia. E elas simplesmente abrem mão das suas vidas durante esse tempo, morando no hospital, e vivendo para visitar os filhos, amamentar e carregar (quando possível!). Algumas enfeitam os bercinhos e deixam neles recadinhos a cada “mêsversário”. Deixam de viver suas vidas para cuidar das de outros, que talvez não passem de alguns meses, anos, ou que talvez tenham sequelas terríveis pelo resto da vida.

    E eu me questiono: que tipo de amor é esse, se é que, nesse caso, isso importa? Será que elas esperam algo em troca (amor, gratidão)? Será que eu seria capaz de fazer esse tipo de coisa por alguém? E se esse alguém não for da minha família, ou eu não gostar muito da pessoa? E voltando à parábola do bom samaritando: o que é amar o próximo, e quem é o meu próximo?

  5. Quanto à medida/limite do amor, acho que isso não existe. O que acontece, na verdade, é o amor se transformar em obsessão, idolatria, coisas do tipo.

    Por exemplo, amar é respeitar a decisão do outro, e não forçar/obrigar. É exortar, repreender, disciplinar, zelar pela verdade e justiça, e todas as características citadas em 1Co13 e outras passagens. Essas são as características do amor, ISSO é amor. Mas às vezes, somos tomados por emoções e ultrapassamos os limites, passando a mão na cabeça das pessoas, acobertamos erros, aceitando a injustiça, obrigando-as a tomar caminhos que nós achamos que será bom pra elas. Isso é excesso de amor? Pra mim é mais uma falha do nosso amor imperfeito.

    É…. quando Jesus nos diz para amar o próximo, e como Ele nos amou, ele não quis dizer pouca coisa não! Realmente tendemos a pensar apenas na caridade/solidariedade, mas vai muito além disso…

    Obrigada pela reflexão, Rafa! =]

  6. Olá,
    belo texto Rafael!
    Não concordo muito com o que esse Homero Castro lhe falou não!
    rsrsrsrs
    Brincadeira! Concordo com o Neruda – dependendo do contexto em que disse essa frase eu concordo, em outro contexto eu discordo. Como não lembro de ter dito isso e muito menos o contexto em que disse (coisa de uma pessoa velha) vou tentar colocar o que acho (de forma bem mais simplista das que foram colocadas acima!):
    Na verdade, creio que só amo de forma incompleta. Mas entendo que esse amor é aperfeiçoado na medida em que ando com Cristo. No entanto, só sei o que é amor e só sei amar porque sou amado! Não acho que amo para ser amado, acho que amo porque sou amado. Quanto mais compreendo esse amor de Deus por mim, mais eu amo!
    Dentro do meu amor incompleto (tanto de entender a realidade de que sou amado como o de amar o próximo) eu amo por interesse, ou seja, esperando algo em troca.
    Resumindo: quem me amou primeiro foi Deus (Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós
    1 João 4:10), e a forma como amo (em qualquer um de seus significados) está intimamente ligado à forma como compreendo esse primeiro amor!
    Ah, e a pessoa que não conhece ou reconhece esse amor de Deus, ele não ama?
    Em minha opinião ama, pois é imagem e semelhança de um Deus de amor e, mesmo que degenerado, ainda tem lapsos de amor!

    Bem … essa é minha modesta opinião! Que me perdoe o Homero de ontem e que tenha misericórdia de mim o Homero de amanhã!
    Abraço a todos!

  7. Vamos por partes.

    Neruda, se é complexo discutir essas coisas, imagine só viver…
    1) acho que amor não é um sentimento, mas sim uma decisão. O sentimento esfria, passa, acaba. O amor, se assim escolhido, tende a durar. Pode parecer um pouco cliché, mas é o que realmente creio.
    2) Infelizmente continuo a acreditar que, em especial no nosso tempo, o mediador das relações humanas é o interesse. Na verdade o medo de ficar sozinhos e a impossibilidade de sermos felizes sozinhos. No final seria então mais para o ego do que para o auterego.
    3) Legal o que você colocou de 1Co13, o amor não é nem de longe um mar de rosas. O que me motiva a pensar no assunto é justamente minha dificuldade em amar. rs.
    4) quando você cita romeu e julieta me faz lembrar do exagero no amor. e aqui já respondo um outro comentário seu sobre este tópico. Creio que corremos o risco de amar de mais algo ou alguém além de Deus e passar para um lado ruim: da idolatria ao ser amado. Foi o que a Lua descreveu melhor acima!!
    5) Nietzsche era cristão e não sabia aohaoihaoihaoiha. Ele nasceu em berço cristão e tem muito do que um cristão de berço tem, pena que tenha visto o cristianismo pelo lado morto da cosia, se é que me entende… Amar implicar aceitar o que se amado no estado em que se encontra. Ainda que eu queira melhorar a mulher que amo, se eu só amo a mulher mudada não amo quem penso que amo, mas tão somente quem eu gostaria que ela fosse (deu pra entender o que eu quis dizer?)
    6) Hummmm o amor incondicional… você já conseguiu praticar? Imagine uma pessoa que você gosta que age repetidamente de um jeito que você não gosta. Como continuar a amá-la??? (se souber me ensine, desesperadamente!!!)
    7) fique à vontade para discordar do homero. Eu faço isso vez e outra, e com a anuência dele. O contexto em que ele fez este comentário foi quando eu lia pela primeira vez um livro chamado “o segredo do amor eterno” e que tratava de amor… eterno! Isto foi há quase 10 anos.
    8 ) “Contudo, quando amamos para ser amados, estaremos nós exercendo o verdadeiro amor? Ou estamos apenas praticando a amor romântico humano? Pensar assim dói bastante, pois chegamos a conclusão que são poucas as vezes em que, de fato, nós sentimos o que é AMOR.” Com exceção da expressão “sentimos”, concordo em gênero, número e grau com vc.
    9) “O amor sexual faz da pessoa amada um objecto do apetite; tão logo foi possuída e o apetite saciado, ela é descartada tal como um limão sugado.“ Kant é aristotélico? tenho uma certa inclinação para as ideias de aristóteles… O amor sexual no sentido que ele expõe é mais próximo do amor a si mesmo e de um instinto animal primitivo ao extremo de matar-todos-os-homens (concorrentes) e estuprar(perdoe a expressão)-todas-as-mulheres.

    Seu comentário rendeu um post novo, Neruda!!! Valeu pela participação, vc entendeu o espírito da coisa… Espero sua resposta à parte prática, a que eu descrevi como “desesperadamente” ahahahhaha

  8. p.s.: esse post é um exemplo de como os comentários contribuem, em muito, o próprio post. Com certeza é mais completo agora do que quando foi colocado no blog!

  9. Vanessa,

    Obrigado pelos esclarecimentos. Acho que não consegui me fazer claro o suficiente. Vou completar o texto com suas palavras.
    As traduções todas em que li colocam o amor ágape como “caridade”, mas tive certa relutância em colocar este termo por receio de que me entendessem mal. Com sua explicação todo mundo vai entender muito bem!!!

    Obrigado mais uma, pela leitura e pelo comentário!

    Bjo!!

  10. Pedrinho,

    Creio que temos nos desviado do amor em sua essência, aquele aprendido de Deus como o Homero descreveu acima.
    Não sei, no entanto, se meu amor vai ser sempre interesseiro. Caso este amigo que tem um apartamento na praia venha a ficar pobre e perder tudo, ou simplesmente venda este ap, será que vou deixar de ser amigo dele??? Acho pouco razoável…
    Creio em momentos de amor incondicional também. E tenho lutado, com muita dificuldade (e muita derrota, diga-se de passagem), para fazer deste amor algo perene em mim.

    E seu amigo não entendeu nada do que é o amor, convide-o para nossas discussões ahahahahhahaah.

  11. Lua,

    Que bom que Deus chamou você para estudar medicina e trabalhar com estas pessoas. Eu jamais teria condições psicológicas de conviver com estas situações. No primeiro bebe com problemas eu derreteria em lágrimas e deixaria a mãe ainda mais triste…

    O amor não tem medida mesmo. Essas mães amam de graça, por instinto talvez, e com certeza sem esperarnada em troca.

    Obrigado por ilustrar de maneira tão brilhante a ideia de amor, eu não teria como acrescentar este exemplo pelo motivo que acabei de explicar!

    Ah, concordo com você quanto à idolatria e ao desvio na ideia de amor por parte daquele que pensa que ama.

    Bjo!!!

  12. Homero, concordo muito quanto aos comentários. Vou incluir esta observação no post!

    O contexto, como disse para o Neruda, foi a primeira vez que li “O segredo do amor eterno” (ps. fonte inesgotável de posts) há exatos 9 anos. Quando lhe disse que vivia o desafio de amar incondicionalmente você respondeu de pronto: “boa sorte, a gente ama pra ser amado!”. Fiquei com isto na cabeça e passei a pensar ainda mais assim quando concordei com o Tom Jobim de que é impossível ser feliz sozinho…

    Entendendo que o amor vem primeiro de Deus, posso crer então que é possível amar incondicionalmente. Porque já não amo pensando no que o outro pode me oferecer – amo pensando que Deus já me ama o suficiente e que nada que o outro me ofertasse seria tão bom quanto o amor de Deus (estaria eu amando em troca do amor de Deus, de maneira interesseira? não sei…). É algo posso conceber em mente e filosoficamente, mas que tenho muita dificuldade em viver…

    Obrigado por partilhar de ideias tão nobres comigo há tanto tempo!

  13. Rafa, realmente acertada nossa decisão de você postar hoje. Post excelente e com participação fantástica das pessoas. Parabéns!
    Abraço

  14. Eu me lembro de no auge do meu ceticismo acreditar piamente que os cristãos tinham uma visão limitada da vida e do mundo. Limitado sou eu, por ter pensado assim dia. É com muita alegria que confesso meu engano! Olha o nível desta discussão. Esse blog me anima muito. Muito bom hein pessoal!

    Rafa meu amigo. Em parte vc tem razão quando diz que amar implica escolha, e logo, em decisão. Mas eu creio que apenas decidir por amar não é suficiente para despertar o amor. Mas esta parte é muito mais empírica e dificil de embasar teoricamente. Como a Lua falou, não existe uma medida de amor. E quando eu digo que amor é sentimento, estou em grande parte falando de mim mesmo e da forma como eu me relaciono com o amor, mas a gente acaba pegando um ou outro filósofo pra tentar denominar o sentido do “amor”.

    Um dia vamos nos sentar e falar sobre Nietzsche e seus pais protestantes, mas pra gente não se perder nesse maluco, enfim, vamos falar da prática. (Eu acho mais dificil falar da prática do que tecer enormes comentários com embasamento teórico da Nasa).

    Como eu te disse, eu nunca consegui despertar o amor simplesmente decidindo por amar. Pelo menos pra mim, amar implica necessariamente em me relacionar com quem será amado, e neste processo da relação, a intimidade, a proximidade, o gosto comum ou incomum, e diversos outros fatores, despertam, incentivam, corrompem, matam ou fomentam o amor. Cada caso é um caso, mas eu só consigo amar aquilio que eu conheço.

    Agora, a “premissa do Homero” (ninguem vai te ofertar nada perto do Amor de Deus) é condição Sine qua non para as afirmações que vou tecer abaixo, e todas estão sob a tutela do “eu acho”. Bora?

    Eu particularmente sou bem liberto do “amor romântico”. Não tenho mais as expctativas que tinha na juventude de ter relações próximas da plenitude, sejam elas com amigos, namorada, esposa, filhos.(Exceto Deus. Com Ele eu quero, mesmo eu sendo uma besta quadrada).

    Talvez essa aceitação implique, de certa forma, em aceitar mais o “dark side” do amor. Nem sempre será um mar de rosas, nem sempre leve, nem sempre será colorido. As vezes vai doer, as vezes vai te decepcionar, e te decepcionar denovo, e denovo, e quando vc acha que resolveu, vai te dar outra rasteira e te deixar no chão. E aí, quando vc estiver no chão, é a hora de resolver qual tipo de amor vc vai praticar.

    Convenhamos que o amor incondicional na prática é bem diferente do amor incondicional da teoria. Talvez o amor de mães e pais por filhos seja próximo desta teoria, mas isto eu ainda não sei dizer. Mas pensemos de forma prática, como vc quer amigo Rafa! Coloquemos o amor incondicional limitado pelo limite de quem ama. Desta forma, em qualquer ocasição em que vc ultrapasse seu proprio limite em função de alguém, vc estará amando incondicionalmente. Se alguem lhe magoa de uma forma tão profunda a ponto de lhe rasgar o coração em pedaços, e vc, num esforço supremo de superação e oração, entendimento e desapego, perdoa aquela mágoa e segue em frente, quem poderá dizer que isto não é amor incondicional? Pode ser que na sua totalidade, em sua origem ou destino, este amor acabe sendo egoísta ou possessivo, mas naquele momento do perdão, da reflexão e do “tá perdoado”, eu acredito que houve amor incondicional.

    Eu já passei por isso, e acredito que vc, como bom cristão que é, também já tenha tido um caso semelhante. Então, meu amigo Rafa, o amor incondicional esta bem ai, dentro de vc. E nos dias em que falta o amor incondicional, onde o perdão fica difícil, a mágoa fica pesada e o buraco grande demais para ser remendado, eu procuro lembrar que Deus tem um oceano de Amor a disposição de corações desérticos e áridos.

    Por fim, lembro-me que temos 4 tipos de amor…. e penso que talvez amar incondicionalmente seja, inclusive, ter a coragem de transformar um amor “eros” em um amor “fraternal”, se isto causar o bem, ainda que tardio, para quem ama.

    Por fim, com a ajuda de Cristo, que todos possamos amar de maneira “ágape”. E por sinal, eu te amo, meu irmão em Cristo. (amor philia, tá?)
    = )

  15. Rafa, queria enriquecer o post com um trecho de uma música do sorriso maroto.

    “Sem mágoas seguirei em paz,
    Mas não vou dizer
    Não amarei nunca mais,
    Porque o coração é sempre
    Capaz de amar….”

    auhauhauhuah!!
    fato que ele leu c.s. lewis hein??

    Neruda, gostei MUITO do seu comentário. Podia virar um post…

  16. Jo 21: 15-17 -> E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me (αγαπάς με – agapás me – amas-me) mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo (οιδας οτι φιλω σε – idas roti filó sé – sabes que te amo). Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros.

    Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me (αγαπάς με – agapás me – amas-me) ? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo (οίδας οτι φιλω σε – idas roti filó sé – sabes que te amo). Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

    Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me (φιλείς με – filís me – amas-me)? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me (φιλείς με – filís me – amas-me)? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo (οίδας οτι φιλω σε – idas roti filó sé – sabes que te amo). Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

    Antes de dizer isso Pedro havia negado conhecer Jesus, mesmo após ter dito que daria sua vida por ele. A incapacidade de Pedro de amar incondicionalmente estava evidenciada. O que, no entanto, não o impediu de ter atitudes de amor incondicional com relação a Jesus a ponto de, inclusive, dar a vida por ele. Somos como Pedro. Que possamos, como ele, se entregar ao ponto de dar a vida por Cristo, por mais que nossa incapacidade de amar seja evidente.

    Jo 12:24 – Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.

  17. Neruda, pedrinho e marcelinho, vcs mandaram mto bem nos comentários!!! (pedrinho, vc só na ideia do post. o jack revirou no túmulo qdo soube da comparação).

    Neruda, vou te mandar mens…

    Marcelinho, sabia que você não deixaria de comentar com seu grego, pra me corrigir ou para acrescentar algo!

    No mais, quero anunciar abertas minhas ferias por tempo indeterminado no blog. Não sei qdo virá um post que chegue aos pés deste (principalmente em relação aos comentários)!!

  18. Oi Rafael, em primeiro lugar parabéns pelo texto maravilhoso que vc escreveu aqui. Sugiro que leia-o para sua mãe, com certeza ela ficará muito feliz por você.
    Agora, se me permite a ousadia, vou tentar colocar humildemente minhas reflexões a partir da leitura do seu post. Espero conseguir ser clara…
    Penso que o amor seja mesmo um tema dificil e ao mesmo tempo delicioso de se comentar, não é a toa que seu post gerou tantos comentários fantásticos… Jesus Cristo nos deixou grandes exemplos de amor, suas parábolas sempre nos fazem refletir sobre isso. Penso também que em nosso dia a dia temos constantes oportunidades de demonstrar amor de alguma maneira pelas pessoas, tanto por aquelas que já conhecemos e aprendemos a amar pois fazem parte de nossas vidas como também por aquelas que nunca vimos e surgem “do nada” em nossa frente necessitadas de algum tipo de ajuda e atenção e creio que esse seja nosso grande desafio como cristãos: “… amor ao próximo como a nós mesmos…” Difícil né? Mas como bem disse o Eduardo em seu ultimo post: “Quem falou que seria fácil?”
    O Homero escreveu uma coisa que aprendi recentemente e concordo plenamente com ele: “Aperfeiçoamos nosso amor na medida que andamos com Cristo.”
    “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” ( 1 Jo 4:16)
    “Se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.” (1 Jo 4;12)
    Paulo diz: “O amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Co 13:7). O amor que Paulo se refere é o amor misericordioso e generoso. Penso que devemos cuidar para que este amor faça parte de nossa vida mesmo sabendo que ninguém nunca nos falou ou mostrou esse amor. Somos amados por Deus naquilo que somos. O amor de Deus se manifesta justamente no nosso pecado. Deus nos ama também em nossa fraqueza. Imagine se conseguirmos fazer esse amor penetrar em nossos relacionamentos (casamento, namoro, filhos, trabalho, amigos, comunidade), se conseguirmos amar assim nossos semelhantes, as feridas e as quedas passariam a ser momentos do amor mais belo em nossa vida. E não seria maravilhoso?
    Ah o amor… que seja como diz Chico Buarque: “Qualquer maneira de amor vale a pena” mas que seja da maneira ensinada por Cristo. O amor que leva a liberdade, que nos permita ser nós mesmos em nossas potencialidades. Que nos permita enxergar o outro de verdade como irmãos.
    Gosto de um poema de Adelia Prado que diz:
    “ Amor pra mim é ser capaz de permitir
    que aquele que eu amo exista como tal,
    como ele mesmo.
    Isso é o mais pleno amor.
    Dar a liberdade dele existir
    ao meu lado
    do jeito que ele é.”
    Mais uma coisinha: como mãe lhe digo que é possível sim amar incondicionalmente…

    Beijo grande Rafael e por favor, não tire férias do blog, ok?? rsss

  19. Goretti,

    Primeiramente me desculpe a demora em responder.
    Fiquei muito feliz de ler suas ideias. Amar este tal de próximo é mesmo uma tarefa por demais difícil. Seria mais fácil se nós simplesmente tivessemos a obrigação de amar só aqui no blog, na teoria… Bom é saber que existe esta fonte inesgotável de amor da qual o Homero e você falaram.
    Levar o amor para nossos ciclos de relacionamento é um desafio que tento viver. Amar segundo o padrão de Deus, é um desafio ainda maior, principalmente quando não se é amado em troca (mesmo tendo plena convicção de que não quero exigir nada do ser amado e que não há verdadeiramente expressão de amor quando isto acontece). Em outras palavras, tomar porrada oferecendo a outra face é algo muito difícil de vivier.

    Obrigado por compartilhar o que você pensa e nos acrescentar com suas palavras!
    ps. gosto muito de Chico Buarque e fiquei curioso pra saber qual música é esta.
    ps2. não conhecia o poema, gostei muito!!!

  20. Oi Rafael, acho que me enganei quanto ao autor da música, na verdade o nome dela é: Paula e Bebeto e o autor parece ser: Milton Nascimento… rss

    Adélia Prado é sensacional!! O poema é lindo mesmo!!
    Beijo

  21. Rafa, Muito bom post!!!

    Muitas vezes eu me deparo pensando no assunto e acabo concluindo o pensamento, entendo de fato que o amor é uma atitude, uma ação! Na bíblia eu vejo em alguns momentos, o amor sendo citado como em corintios: “O amor é…”, “O amor não é…”. Vejo o amor ser aconselhado a ser feito, bem como o exemplo dado nos comentários acima: “Amai seu inimigo”. Nos momentos em que me deparo pensando nisso, é como se eu me imaginasse optando por amar e, nesse caso, eu tenho a receita, pois está detalhado/exemplificado na bíblia.

    Portanto, entendo que estimulado por uma vida com Cristo, como foi citado pelo Homerão, posso tomar decisões de amar! Porém, por se tratar de uma decisão/ação, eu posso estar totalmente influenciado pelo momento, como se estou bem ou não com Cristo, se estou tendo ou não uma visão correta sobre justiça ou se estou cobiçando uma cobertura na praia e tudo isso nos leva a incondicionalidade, pois caso eu tome essa decisão de amar, sem considerar todas essas e outras condições, eu estaria sendo incondicional? Isso talvez explica que as vezes eu vou ser incondicional e as vezes não? Tudo vai depender de como está a minha vida no momento? De quao vibrante estou na vida com Cristo? Se sim (o que defendo que seja), entendo que para amar, devemos antes vigiar e cuidar de nosso “estado espiritual”, assim dizendo, para que possamos amar, considerando cada vez menos, essas várias situaçoes/condições citadas nesse comentário.

    Abraço a todos!!!

  22. A paz do Senhor a todos,este é um tema maravilhoso em que dedico uma atenção especial,pois tudo mais se torna periférico quando o assunto é o amor de Deus,não
    conseguimos explicar o amor humano condicional,que expressamos em poesia,ciência,sociologia,psicologia,antropologia,literatura,dramaturgia e em qualquer outra forma de pensamento padronizado, não é suficiente para abranger seu significado,não tenho a pretensão de definir o assunto e sim apresentar minha visão
    sobre a compreensão e prática do amor de Deus.
    “Amarás”está no imperativo,não é um pedido é uma ordem,que só foi dada porque o Senhor sabe que podemos cumpri -la, mas precisamos antes entender este amor,
    todo relacionamento humano interage por trocas,ou seja, está condicionado a isso,
    quando falamos de amor de Deus precisamos ter em mente a incondicionalidade
    Deus não é contra a expressão humana da condicionalidade,mas perceba que isso
    é o natural e te coloca como igual a todo aquele que não conhece e não pratica o seu amor MT 5:46 veja como Deus fala do seu amor como um caminho,uma atitude,uma
    mudança através da prática 1COR 13:1,”COMO SE AMA UM INIMIGO?”e estou dizendo
    desde a pessoa que você não vai com a cara até um estuprador,homicida ou pedófilo,que é seu próximo
    com certeza não é com sentimentos,”O AMOR NÃO É FINGIDO”como vou amar se não
    gosto da pessoa, se não tenho bons sentimentos por ela,se estou irado,magoado,ou
    ressentido,se está pessoa me afronta, agride, persegue,tripudia,faz intrigas e toda sorte de coisas ruins contra mim,abençoado temos nestes casos que negar nossos
    sentimentos se quisermos seguir a Deus MT 16:24 e tem mais, a bíblia está cheia de passagens que nos ensina a praticar o amor de Deus de forma incondicional, pois não se pode trocar mal por mal , mas sim vencer o mal com o bem RM 12:21,se teu inimigo tiver fome dê de comer,se tiver sede dê de beber….RM 12:20,minha é a vingança eu é que retribuirei diz o Senhor RM 12;19,orai pelos que vos perseguem
    MT 5:44,suportando-vos uns aos outros em amor EF 4:2 e muitas outras formas em
    que você ama a Deus em primeiro lugar,pois você obedece e percebe a transformação que acontece em sua vida sendo o bom perfume,o amado do amor
    perfeito SENHOR DOS SENHORES…..fiquem na paz do SENHOR e que Deus abençoe
    a todos

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *