A culpa é minha

Lembro da vez que a vi pela primeira vez, não que não a conhecesse, de ouvir falar ou avistar de longe, mas lembro bem é da primeira vez. Ela não é do tipo que se esquece, ainda não conheci quem o tenha feito.

Há os que a ignoram, dizem vê-la de muito longe e, por vezes, fingem não ver. Há também os que a aceitam como ela é, sem maiores curiosidades, acostumaram-se. Os que a odeiam tentam evitá-la a todo custo, ainda que para isso se ponham cara a cara. Uns convivem perto, aprenderam a preferi-la antes de muita coisa, desses eu digo, completamente enganados. Muitos são os amedrontados, vivem para adiar o encontro e apenas isso.

Se veste de bela ou de fera. Misteriosa. Muitas são as perguntas nunca respondidas por ela,e muitos mais foram os que se encontram com ela sem, contudo, trazerem respostas. E há os que continuam a fazê-las.

Ela é famosa. Dona de muitos filósofos, deusa de muitos poetas, atriz principal de belos romances. Ela arranca choro e gemido. Palavras bonitas e arrependidas. Comove. Não há um sequer que não tenha a conhecido.

Divergente são as opiniões sobre ela. Sabe-se que arranca o sopro e a batida. Dizem ser início. Mas dizem também ser fim. Dizem fracasso, mas esperança. Injusta, mas justa. Salário, mas lucro.

Foi numa noite dessas que vi os muito soluços por causa dela, num desses filmes adaptados dos best-seller. Não que fosse querida por si mesma, mas por que fora quem com ela se tinha ido. Colocaram a culpa nas estrelas e logo se esqueceram. Do choro, do medo, da história. Voltaram para casa, convencidos da injustiça da vida ao contrário da justiça da morte.

Lari

Sobre Lari

Nome: Larissa Martins Mendes. Belo Horizonte, 1992. Hoje, aos 22 anos de idade é estudante de Letras Inglês na Universidade Federal de Minas Gerais & dedica seu tempo trabalhando com o ministério para jovens, Alvo da Mocidade, com o enorme amor que tem por eles e pelo Evangelho.

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