A memória e o tempo

Nosso cérebro é seletivo. O tempo passa e muita coisa ruim fica para trás, felizmente. Se não fosse assim jamais conseguiríamos prosseguir. Ele faz questão de guardar uma coisa e outra que foi muito ruim, como uma espécie de alerta, para que evitemos aquele tipo de situação a todo custo. Tenho pensado no quanto é bom deixar para trás algumas coisas e, melhor ainda, lembrar de muitas outras.

Em determinadas fases da minha vida fico aprisionado no lembrar de coisas que gostaria de esquecer e no ter dificuldade em recordar outras, tão importantes para meu prosseguir diário. É que os momentos ruins parecem não ter fim e os bons, na maioria das vezes, só são bons mesmo depois que passam. Filosofei a respeito disso com meu amigo Salomão (não o da Bíblia) há alguns anos. Falávamos sobre nossa percepção do tempo. Quando passamos por algo chato queremos que o tempo avance como se apertássemos a tecla para adiantar e assim temos maior percepção sobre a existência do tempo e de que ele tem seu próprio caminhar, independente de nossa vontade. Já quando vivenciamos situações verdadeiramente agradáveis, o momento em si é tão prazeroso que não nos permite preocupações alheias à ele, como o tempo.

Para mim, hoje é tempo de deixar de lado velhas angústias e alguns desentendimentos – de deixar que meu cérebro selecione coisas melhores. É tempo também de relembrar minha história de vida, minhas lutas e principalmente as vitórias que Deus me proporcionou – é tempo de reviver o que foi bom como incentivo para ir adiante! E para você, hoje é tempo de quê?

Rafael Santtos

Sobre Rafael Santtos

Rafael Santos, Belo Horizonte, 18 de abril de 1984, cristão desde 2012, sonhador, aventureiro, sanguíneo, exortador. E deseja dividir um pouco do que pensa através do Outras Fronteiras.

7 comentários sobre “A memória e o tempo

  1. Legal rafa, gostei do tema e da reflexão, me cativou e respondi a sua pergunta com a ajuda de Fernando Pessoa, ta no aalmaexpande.tumblr.com , da uma olhada… abraços

  2. Massa!!!!

    Rafa, esse texto, em especial, me fez pensar em muitas coisas que já vivemos juntos e que foram legais!! Momentos que meu cérebro fez questão de tomar todo o cuidado de guardar para que eu possa me lembrar o grande amigo que tenho!

    Apesar da distância geográfica, estamos juntos, brother! Sempre estivemos, há mais de 26 anos! Apesar de você ser bem mais velho que eu, né!!

  3. Rodrigo, não sabia do seu blog. Gostei mto da resposta e do blog de um modo geral, inclusive do “forget”.

    Bom ler seu comentário, Salomão, o sábio hahaoahioaioahoa. Obrigado pelos momentos de filosofia e pela força, pirralho (apesar de serem só 6 meses de diferença…).

  4. Bacana! =]

    Lembrei-me de um versículo: “Quero trazer a memória o que me dá esperança.” (Lamentações 3:21)

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