A intolerância da Igreja X O amor de Cristo

Sobre Cristo, Brennan Manning, em seu livro Convite à loucura, afirma:

“Suas palavras não vinham carregadas de repreensão e humilhação, castigo e moralismo, acusação e condenação, ridicularização e depreciação, ameaça e chantagem, avaliação e rotulagem. Sua mente era constantemente habitada pelo perdão de Deus”.

“À mulher flagrada em adultério, nem mesmo perguntou se estava arrependida. Nem exigiu uma firme decisão de se corrigir. Não lhe fez uma preleção sobre as severas consequencias de uma futura infidelidade. Ele viu sua dignidade como ser humano prestes a ser destruída pelos presunçosos fariseus. Depois de lembrá-los de sua participação na culpa da mulher, ele olhou para a mulher, a amou, perdoou e advertiu para que não pecasse mais”.

Sobre a Igreja, John Ortberg, em seu livro Somos todos (a)normais?, afirma:

“Eu amo a igreja. Mas às vezes me pergunto: por que as igrejas produzem tantos apedrejadores?”.

Quando li as colocações de Brennan Manning sobre a atitude de compaixão de Cristo, percebi que algumas vezes ajo de forma radicalmente oposta. Ao invés de perdoar, acuso. Ao invés de amar, rotulo. Muitas vezes, faço questão que a pessoa esteja arrependida e decida agir diferente.

Já quando li as frases de John Ortberg pensei: de fato a Igreja corre um grande risco de se tornar repleta de pessoas intolerantes, cheias de pedras nas mãos, prontas para acusarem outras pessoas. É triste pensar que algumas vezes eu faço parte dessa turminha de apedrejadores.

A conclusão a que cheguei é que a Igreja fundada por Cristo alcançava os pecadores que todos os fariseus rejeitavam e atiravam pedras. Os alicerces da Igreja de Cristo eram o perdão e o amor. Curioso como muitas vezes nos distanciamos desses alicerces fundados por Cristo e nos aproximamos do modo hipócrita como os fariseus agiam com os pecadores.

Muitas são as pessoas prontas a apontar o dedo para você e a te julgar, porém poucas são aquelas dispostas a te estender a mão e a te amar de fato. Meu desejo e minha oração é para que a nossa igreja possa ser um desses poucos lugares onde não há lugar para condenação, somente para o perdão.

11 comentários sobre “A intolerância da Igreja X O amor de Cristo

  1. Muito bom Carla! Eu também penso constantemente como seria bom ter a nossa igreja assim! E nem sempre é só na igreja que agimos assim… Na nossa vida somos muito intransigêntes em relação à algumas coisas, e penso como seria bom se agissemos como cristo! Mas não é fácil!

  2. “Muitas vezes, faço questão que a pessoa esteja arrependida e decida agir diferente.”
    especialmente quando estou tão preocupada em me modificar, notar meus pecados e corrigi-los, silenciosamnete exijo a mesma atitude de todo mundo…

    a questão é que não consigo cumprir minhas exigências de mim mesma… quem sou eu pra EXIGIR/esperar qualquer coisa de outra pessoa?

    “Muitas são as pessoas prontas a apontar o dedo para você e a te julgar, porém poucas são aquelas dispostas a te estender a mão e a te amar de fato.”
    nessas horas é extremamente difícil (pra mim) ajudar alguém sem repreender (mesmo que internamente).

    não tenho muito o que acrescentar, acho que essas passagens pra mim dizem tudo… só dizer mesmo que a carapuça serviu! também tenho orado muito por isso! espero que possamos todos amar mais e julgar menos, sempre! =] da mesma forma que precisamos amar, também queremos ser amados por nossos irmãos!

  3. Muito legal Carlinha. Acho que o galho é que a gente fica querendo construir parâmetros para julgar a fé dos outros e mensurá-la. E esquecemos que só um consegue ler corações…

  4. Que legal esse post, amiga! :)
    Preciso ter mais compaixão…
    Adorei esse trecho: “Quando li as colocações de Brennan Manning sobre a atitude de compaixão de Cristo, percebi que algumas vezes ajo de forma radicalmente oposta. Ao invés de perdoar, acuso. Ao invés de amar, rotulo. Muitas vezes, faço questão que a pessoa esteja arrependida e decida agir diferente.”
    bjos!

  5. Carlinha, texto mto bom e adequado aos nosso dias… O pior mesmo é “pensar que algumas vezes eu faço parte dessa turminha de apedrejadores”, como vc mesmo disse.. Acho que o Guilherme expressou bem o meu pensamento.

  6. Pois é Carlinha,

    A gente sabe disso tudo muito bem, até que tenhamos que viver isso na prática. É bom saber que ando com pessoas que estão preocupadas com isso e principalmente dispostas a viver essas coisas, por mais difícil que seja.

    bjo

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