A influência que faz bem

Chamou-lhe, uma vez, pelo nome da irmã mais famosa. No início relutou, mas depois até gostou. Achou a confusão uma boa idéia. A semelhança física era incontestável, mas guardavam personalidades bastante diferentes. Autoridade e autoritarismo.

Primeiro o autoritário. Para todos de fora, personalidade forte, pulso firme. É, sem dúvidas, intolerante. Quer tudo no controle e não admite que mínimo detalhe fuja-lhe do planejado. Por isso, inflexibilidade. O mudar de idéia já é, em si, sinal de fraqueza e, assim, não poucas vezes prefere o persistir no erro. Tem em sua imagem a manutenção da influência que exerce. É, dessa forma, disciplinador e como armas medo e culpa. Esconde do mundo inteiro a louca insegurança que sente porque sabe que os mecanismos de que dispõe são virtuais, não existem de verdade. Toda a energia dispensada é em prol de fazê-los, de alguma forma, parecerem presentes e imediatos. Sabe, contudo, que são falhos vez que existem enquanto persiste a posição privilegiada que lhe permite ameaçar e manipular. São assim, sem dúvida, os que mais sofrem com a relação estabelecida.

Por fim, a autoridade. Para esta não há  tais mecanismos de manipulação e medo. É aberto lugar para a liberdade. Isto porque a influência é estabelecida pelo carisma. Ganha-se o direito de influenciar. Posições hierárquicas permanecem, mas são aceitas não porque impostas, mas porque evidentemente boas. A autoridade não é insegura e, por isso, não prende. As armas que tem em suas mãos são deveras confiáveis porque não machucam. Deixa o outro ir porque sabe que um dia volta. Entende afinal que, ainda que longe, a relação estabelecida permanece porque livre e espontânea.

3 comentários sobre “A influência que faz bem

  1. Mais uma vez supreendente! Mto bem escrito! Ótima ideia a distinção sugerida.
    Lembrei do Aécio Neves. Autoritário. Lembrei de Deus na autoridade…Pessoas que são referencias para mim!
    Quero ser autoridade um dia, se Deus permitir, na familia que constituirei, negócios, quem sabe? Abraço meu amigo!

  2. Muito bom Guilherme, infelizmente a autoridade tem servido de fachada para que o autoritarismo domine, principalmente no meio cristão ou religioso!
    Abraço

  3. Ei Ganso!
    Muito legal o post. De fato, há uma grande diferença entre autoridade e autoritarismo. Cristo tinha autoridade, ensinava com autoridade, falava com autoridade. Não forçou ngm, foi qm Ele era e assim conseguiu o respeito dos outros. “Ganhou o direito”.
    O texto me chamou a atenção principalemnte pela conceituação que vc fez do autoritário: “Para todos de fora, personalidade forte, pulso firme. É, sem dúvidas, intolerante. Quer tudo no controle e não admite que mínimo detalhe fuja-lhe do planejado. Por isso, inflexibilidade. O mudar de idéia já é, em si, sinal de fraqueza e, assim, não poucas vezes prefere o persistir no erro. Tem em sua imagem a manutenção da influência que exerce. É, dessa forma, disciplinador e como armas medo e culpa. Esconde do mundo inteiro a louca insegurança que sente porque sabe que os mecanismos de que dispõe são virtuais, não existem de verdade.” Isso, infelizmente, é algo presente na minha vida, tanto pela convivência com pessoas assim, como às vezes por mim mesma. Mto legal mesmo a reflexão.
    Gabana, acho que vc quer que o blog seja fechado mesmo! haha o vc-sabe-qm-que-censura-a-mídia vai fechar o blog se vc continuar falando dele… hehe

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