A grande tragédia

Ainda era madrugada. Elas entraram no túmulo às pressas. Tinham nas mãos os aromas para embalsamá-lo. A desesperança cheirava mais forte que as especiarias trazidas para o embalsamento.

O que alguém espera encontrar num túmulo? Morte.

Embalsamar alguém morto é curioso. Você concede alguns cuidados finais, mas fica aquela sensação de impotência. Nenhum perfume trará alguém de volta à vida. Fica uma impressão de zelo e estupidez, mas talvez a morte seja para nós tão horripilante, que criamos o hábito de maquiá-la.

O que elas encontraram? Um questionamento.

Por que buscais entre os mortos ao que vive?” (Lc.24:5), perguntaram os anjos.

Ele está vivo? “Sim!”, disseram os anjos.

Elas saíram do sepulcro diferentes de como haviam entrado. As mãos não carregavam mais aromas. As mãos agora continham esperança.

O que mais importa quando não temos mais nenhuma outra coisa é esperança. Não apenas a esperança do verbo “esperar”, mas esperança do verbo “esperançar”. A primeira, tem a ver com a espera e nos torna passivos. Somos lembrados da nossa dependência de Deus. A segunda, tem a ver com ir atrás, buscar, não desistir. A responsabilidade humana não pode ser ignorada.

Nosso problema é quando nos falta esperança. Você desiste de esperar e fica paralisado. Ignora o fato de que é dependente de Deus e permanece imóvel. Quando morre a esperança danou. É por isso que dizemos que ela é a última que morre.

A tragédia não é quando um homem morre! A tragédia é aquilo que morre dentro de um homem enquanto ele ainda está vivo.

Qual é a sua tragédia?

O que já esteve vivo dentro de você e hoje encontra-se morto?

Quais eram seus sonhos?

Por que você parou de esperar?

Por que parou de correr atrás daquilo que tanto almejava?

Por que buscais entre os mortos ao que vive?

Aquelas mulheres saíram de lá cheias de esperança. Elas ainda não tinham visto o Cristo ressurreto, mas esperavam vê-lo. Além de esperar, elas correram para anunciar o que tinha acontecido aos onze e a todos os outros que também creram.

Não foram os aromas que trouxeram vida. Foi a esperança.

Que seja assim também conosco!

Um grande abraço!!!

 

Eduardo Victor

Sobre Eduardo Victor

Mineiro de Belo Horizonte, 33 anos, cristão e missionário em Alvo da Mocidade. Apaixonado pelas Escrituras, tornei-me um sonhador quando descobri que Deus pode nos surpreender com as coisas mais simples e inusitadas desta vida...

2 comentários sobre “A grande tragédia

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