E quem duvida que Deus é bom?

Um ano se passou. Ainda lembro dos detalhes daquela terça-feira. Coração alegre, eufórico. “É hoje que eu vou começar a namorar a Ana Luisa, Deus?” Era difícil de acreditar… Para quem sabia que o coração também hospedava seus traumas, um novo relacionamento era a certeza de que a sorte estava sendo restaurada. “Deus, parece absurdo, mas eu estou gostando dela… Quem iria imaginar que isso aconteceria novamente comigo? E o mais legal é que eu olhava para ela e também reconhecia um sorriso que, além de lindo, era contagiante, envolvente e revelava reciprocidade. Não deu outra!

Ficamos como quem sonha… Então, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de júbilo. Aqueles que nos viam e conheciam um pouco das nossas histórias diziam: “Grandes coisas o SENHOR tem feito por eles!” E nós corroborávamos com tais palavras: “Sim! Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres.”

O clima no alto da cidade era esse. Perfume no ar, coração acelerado e lágrimas nos olhos… Era a hora de fazer o pedido! “Ana Luisa, você me permite lutar muito para te fazer feliz?” Aquele “sim” foi dito, sucedido por um beijo doce de quem eu não fazia ideia de quão fantástica era. (PS: quem conhece o coração da Ana Luisa, sabe do que eu estou falando!) Demos as mãos, oramos e entregamos aquele namoro nas mãos de Deus.

Completamos nossos primeiros 365 dias juntos! Um ano de uma história que evidencia a bondade e o cuidado do nosso Papai do céu. A Ana Luisa é um presente Dele na minha vida. Já ouvi a explicação de que quando Deus nos dá algo que não merecemos, o nome disso é graça. Então, tá explicado! Sei que não mereço, mas descobri que a graça não leva em conta nossos méritos.

O desejo é continuar olhando para a cruz, para que o sonho continue ganhando vida e para que Ele me ensine o que significa “morrer” por aquela a quem amo.

“A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do SENHOR, a esposa prudente.” (Pv.19:14)

Deus sabe qual tem sido a minha oração…

Que o amor tenha vida longa e que ele sempre seja motivo de celebração!

Um grande abraço!!!

Post dedicado à Ana Luisa Pos dos Reis. Minha vida é bem melhor com você do meu lado.

O que você quer ser quando crescer?

Estamos enlouquecidos e perdidos.

Mergulhados no estresse, na pressão, esquecemos nossos sonhos e abandonamos nossas identidades.

Onde estão nossos valores?

Pra que tanta competição, tanta agressividade?

Por que miramos o topo se sempre haverá alguém mais alto? Ou mesmo quando alcançamos, esqueceram que o reinado é transitório?

O tempo não para. Qual o propósito da sua vida?

Vejo desperdício de talentos. Engenheiros virando bombeiros. Professores virando vendedores de polishop.

Não me entendam mal, todos podemos mudar os planos, os sonhos e a profissão. E não há nada de errado com o bombeiro ou com o vendedor de polishop. O problema é quando um baita engenheiro torna-se um bombeiro medíocre. Trocou o sonho pela “estabilidade”. Desperdiçou seus talentos arquivando papelada. Corremos o risco de perder a contribuição de um grande engenheiro e ganhar um bombeiro acomodado.

Abrimos a cova e enterramos nossos sonhos. Um dia sonhamos em casar, depois em separar. Um dia queremos ter filhos, depois não queremos dedicar nosso tempo a eles. Um dia quero ser super herói, mas minhas ações são de vilão.

O que queremos de verdade?

Estamos lutando ou estamos assistindo a história? Colados no sofá, vidrados na tv, definitivamente não vamos a lugar algum.

Gostamos da inspiração que atletas olímpicos e paraolímpicos trazem. Precisamos transpirar também.

Gostamos de ouvir palestras motivacionais, pessoas pregando a Palavra de Deus. Mas também é preciso orar. Orar e escutar o que nosso Deus quer nos dizer na intimidade.

A nossa identidade está Nele.

Nossos sonhos mais inspiradores também.

Ele despejou dons especiais em você. Compartilhe conosco.

Bora pra luta!

Cooperador de Cristo.

Frustração

Basta que um sonho não se realize. Basta expectativas em vão. Basta que você veja seu “castelo” desmoronar. O resultado é sempre igual.

Frustração:“Estado de um indivíduo quando impedido por outrem ou por si mesmo de atingir a satisfação de uma exigência pulsional.”

Todos têm. Todos terão. A frustração é inerente a vida e produz corações amargurados, pessimistas e cheios de melindre.

Ao longo de mais de dez anos, tenho convivido com pessoas frustradas. De vez em quando, reparto com elas algumas das minhas próprias frustrações.

Não sei quais são as suas, mas queria fazer alguns comentários sobre este terrível ingrediente da vida que atende pelo nome de frustração.

Em meio às frustrações, pense! É isso mesmo. Raciocine! Avalie o processo. O que ocorreu no caminho? Por que isso deu errado? Não que você irá ter as respostas todas as vezes. Tem frustração que excede o nosso discernimento, mas o que quero dizer é que a maioria das pessoas são dominadas pelas emoções e agem de maneira passional nessa hora.

Quando seu castelo desmoronar, certifique-se da legitimidade daquele sonho. Questione se aquilo era mesmo algo que Deus também estava comprometido. Esse sonho também era de Deus? Porque nenhum dos propósitos do nosso Deus podem ser frustrados e tem sonho que a gente acha que é também de Deus, só que não. Considere, inclusive, a possibilidade de que, no dia da frustração, a não realização do teu sonho é que foi a grande bênção Dele na sua vida.

E para concluir, uma última informação. Nem todo castelo desmoronado significa o fim daquele sonho. Talvez seja um convite para a perseverança. Quase uma provação. Porque tem castelo que hoje está de pé, mas que caiu algumas vezes antes de ficar pronto. Você compreende o que quero dizer? Nesse caso, é bom pedir sabedoria do alto pra podermos enxergar a diferença entre teimosia e perseverança. A linha entre as duas coisas é bastante tênue.

Quais são as suas frustrações?

Deus nunca as ignorou. Ele quer cuidar disso e te ensinar a lidar com elas. Tem sido assim comigo e Ele não me ama mais do que ama você.

Um grande abraço!!!

NOS BRAÇOS DO PAI

Foi um longo dia. Após alguns tropeços e perdas considerou o dia como derrota.

Sentia se cansado. Não fisicamente, mas emocionalmente, e isso pesava o corpo.

As notícias e opiniões enchiam sua cabeça. O som da calculadora ecoava em sua mente e os números faziam a testa franzir.

Diante dos fatos se perguntava com certa revolta até quando seria como fantoche nas mãos dos poderosos, os que comandam o jogo, que abrem e fecham a torneira de acordo com seus interesses, que distribuem cartas previamente marcadas daquele velho e sujo jogo de baralho.

Em casa, lá pelas tantas, sua filha insistia em chorar como que incomodada com seus pensamentos e ele, ao fazê-la dormir em seus braços lembrou-se do que realmente importa. Lembrou de um amor maior que tudo, maior que o mundo.

E lembrou-se de seu bom Deus, que docemente fala:

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” Mt (7:7-11)

E lembrou-se de que havia se esquecido que o melhor lugar do mundo é nos braços do Pai. E descobriu recentemente o gosto sublime de abraçar um filho, e que o abraço se transforma em ninho de amor e paz.

Então orou e agradeceu ao seu Deus, que repreendeu o mar, e fez-se grande bonança.

Obrigado Senhor, obrigado filha.

Cooperador de Cristo.

Não entendi

Quando fui estudar sobre “Inerrância da Bíblia”, acabei descobrindo um princípio muito legal sobre hermenêutica. Todo texto bíblico permite que se faça conjecturas sobre ele, desde que você não altere o sentido original ou a essência do texto. Eu uso muito isso. Conjecturas em palestras, estudos e até no post de hoje. Vamos a ela.

“Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta”, perguntou Filipe.

Jesus lhe respondeu: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não tendes me conhecido? Quem vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?”

“Você está no Pai e o Pai está em você? Não entendi. Acho que tenho dificuldade com paradoxos.”

Paradoxos e mais paradoxos.

Assim é a vida cristã.

Só ganha a vida quem perde. O maior é o menor. E a loucura de Deus é assim, cheia de sabedoria.

Quem me dera, ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender. Que o que aconteceu ainda está por vir e o futuro não é mais como era antigamente.

Se você pensar de maneira minuciosa nas palavras ditas pelo Renato Russo na música “Indios”, o mais razoável é a conclusão de quem diz: “Não entendi!” 

Afinal, o que falar do anseio de querer explicar o que ninguém consegue entender?

Jesus era o “Mestre do Paradoxo”. Deus ama paradoxos. A Bíblia é o livro dos paradoxos e o nosso mundo parece ser o grande palco onde o dramático paradoxo de Deus se manifesta. A fé, que é um pré-requisito para quem deseja viver com Deus, não resolve o dilema do paradoxo. Ela o acolhe sem desejar desembaraçar-se dele. Não se propõe a explicá-lo. Ela simplesmente o abraça, tornando o paradoxo vivível.

Os tolos tentam explicar os paradoxos. Aprendi com Kierkegaard que, sempre que o entendimento sente piedade do paradoxo e começa a tentar ajudá-lo para que chegue a uma explicação, o paradoxo se retira por saber que, se for explicado, deixa de existir.

Não é preciso ter fé quando somos confrontados com certezas inabaláveis. A fé se faz necessária nos momentos crepusculares onde o mundo está cheio de incertezas, quando a noite é fria por causa do silêncio de Deus. E a sua função não é substituir as interrogações por certezas e seguranças, mas ensinar-nos a viver num mundo imbuído de incógnitas.

Acho que é isso, pessoal. Vou parando por aqui porque sei que Jesus é Deus. Sei também que Jesus é Filho de Deus. Jesus é Filho Dele mesmo?

“Não entendi!”

Um grande abraço!!!

Ideias extraídas do livro “Paciência com Deus”, de Tomás Halík.

 

SOBRE GUERRA E PAZ

Vivemos dias duros. Dias violentos, inseguros. A sociedade está com medo e preocupada. Os noticiários não se cansam de bizarrices. A economia tira o sono e o sangue das famílias, e o ser humano parece que definitivamente perdeu o limite.

Questiona-se Deus, questiona-se o certo e o errado, e o ambiente relativizado torna se obscuro e hostil.

Preocupações mundanas excessivas nos fazem esquecer que não pertencemos a este mundo e que não devemos amar as coisas deste mundo. Mas nossos olhos não se cansam de cobiçar as coisas do mundo e dizemos não ter tempo para Deus, não ter tempo para ler, meditar e praticar a Palavra do Senhor.

Como enxergar o próximo, ou o nosso interior, se fixamos nossos olhares em nossos umbigos, ou em telas de celulares, desejando ardentemente o que não possuímos, ou “zapeando” futilidades, curtindo fotos exibicionistas ou caçando Pokemóns?

O problema do mundo não é o mundo, mas quem comando e habita o mundo.

“O homem que ainda não está perfeitamente morto para si mesmo, é logo tentado; e ele é vencido em coisas pequenas e insignificantes. Os fracos de espírito e aquele que é, de certo modo, carnal e tendente a coisas dos sentidos, dificilmente conseguem se afastar, por completo, de desejos terrenos. Por isso, muitas vezes, ele tem tristeza, quando se priva dessas coisas e com facilidade cai na indignação, se alguém lhe resiste. E se ele já conseguiu aquilo que cobiçava, em seguida se sente carregado de remorso de consciência, porque seguiu sua própria paixão, o que em nada o ajuda a obter a paz que buscava.

É resistindo a nossas paixões e não lhes obedecendo que se encontra a verdadeira paz de coração. Assim, não há paz no coração do homem carnal, nem naquele que se entrega a coisas exteriores, mas, sim, no homem fervoroso e espiritual.” Thomas à Kempis

Cooperador de Cristo

Odre na fumaça

“Odre na fumaça”.

Talvez esse não seja um bom título para um post, mas não dava para ter sido outro. Peço que continue lendo o texto. Preciso explicar o que aconteceu e o título fará sentido no final. Essa semana, li um dos meus capítulos preferidos da Bíblia. Coincidentemente, o maior capítulo de toda a Escritura: o Salmo 119. Interessante pensar que o maior capítulo da Palavra de Deus fala sobre um amor genuíno pela própria Palavra. Mas o título do post surgiu por causa do verso 83.

“Já me assemelho a um odre na fumaça; contudo, não me esqueço dos teus decretos.” (Sl.119:83)

Essa foi a comparação do salmista. Um odre na fumaça. Odre é um antigo recipiente feito de peles de animais que era usado para transportar líquidos como água, azeite, vinho ou leite.

Mas, por que um odre na fumaça?

Porque após ser costurado, o couro cru do animal, em apenas algumas poucas horas, começa a se deteriorar. Exatamente por isso, os odres são expostos à fumaça dos fogões à lenha para serem depurados. Com o calor do fogão e a fumaça constante, o odre escurecia, ficava enrugado e diminuía de tamanho, mas nenhuma bactéria se apoderava dele por causa da fumaça. Agora, ele estaria perfeitamente puro para receber líquidos importantes que precisavam ser transportados ou armazenados.

Era impossível não pensar na minha vida. Lembrei de momentos e situações em que a minha existência parecia se resumir em “calor” e “fumaça”. Dias em que a alma escurece, enruga e parece diminuir de tamanho. Odres transformados por fogões à lenha são como corações que se moldam pelas dores e angústias da vida.

Eu não sei o que Deus está fazendo na sua história.

Sei que vinho novo requer odre novo. Deus sempre vem com o vinho. O odre é por nossa conta. E o processo, você já sabe como é.

Tá, mas o que eu devo fazer enquanto isso?

O mesmo que o salmista, após a conjunção adversativa “contudo”.

Porque, nesse caso, a 2ª parte do versículo é mais importante do que a 1ª!

Um grande abraço!!!

 

UMA VIDA SÓ

A fé cristã nos ensina que temos apenas uma vida, depois disto o juízo. Outras religiões acreditam em outras vidas, mas não importa, o que temos de concreto mesmo é o presente, o hoje e suas maldades, desafios e decisões que desencadeiam uma série de consequências.

Muitos se preocupam demasiadamente com o futuro e se esquecem de viver o presente. Acabam sendo atropelados pelos afazeres e não buscam viver a graça de cada dia.

Deus, na sua infinita misericórdia nos concede a cada dia a oportunidade de mudar, de fazer diferente, de recomeçar. A cada manhã temos a oportunidade de lutar contra nossos vícios, de vencer as nossas limitações. De perdoar e pedir perdão. De escolher o bem e não o mal. De conhecer e escolher a vontade do Senhor e não a nossa. De dar sem pensar em receber. De amar e ser amado.

Não desperdice sua vida. Ela é a sua chance de ouro. Valorize o próximo. Se coloque no lugar das pessoas. Escute antes de falar. Pense antes de agir. Faça da melhor forma possível o que tiver que fazer.

E que Deus continue nos abençoando até o fim da nossa única e eterna vida.

“Ah, se os homens gastassem tanto esforço em desarraigar os vícios e plantar virtudes como gastam em propor perguntas, não haveria nem tão grande males e calúnias no mundo, nem tanto desregramento entre nós!” Thomas à Kempis

Aproveite sua chance e boa luta pra vocês!!

Cooperador de Cristo

Nem toda imagem vale mais que mil palavras

Casa na NeveEssa foi a imagem que postei essa semana no meu Instagram. Fiz uma crítica às pessoas que abandonaram a vida cristã e deixaram de carregar sua cruz. Falei que o primeiro passo após tal decisão é uma questão de consciência. Quem “chuta o balde” precisa justificar o injustificável. Dizer que a vida fora dos padrões de Deus vale mais a pena, é crer no incrível. É, por assim dizer, um absurdo. Porque se os caminhos de Deus são propostas de vida, escolher o contrário após ter conhecido caminhos de vida, é caminhar conscientemente para a morte. É como a porca lavada que volta a revolver-se no lamaçal. A porca, nesse caso, porém, age conscientemente.

“… a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz…” (Jo.3:19)

Porque a loucura, pessoal, a gente não explica. Apenas constata que ela existe.

É como se alguém quisesse me convencer de que do lado de fora da casa é que tá legal de viver e aonde existe liberdade. Algumas pessoas curtiram minha foto e outras comentaram positivamente. Se fosse só isso, estaria tudo bem. A polêmica aconteceu nos bastidores.

Recebi, pelo whatsapp, um longo áudio de uma pessoa que tenho profundo amor. Eram críticas sobre a foto postada. Ao ver a foto no Instagram, o incômodo foi gigante.

Ser cristão é viver num mundinho fechado, dentro de uma enorme zona de conforto?

Ficar enclausurado num casebre é o que chamamos de liberdade?

Inauguro dizendo que a foto era apenas uma metáfora e toda metáfora carrega suas limitações. A imagem da casinha isolada no meio do gelo tentava demonstrar um ambiente que propiciava vida e outro que propiciava morte.

A liberdade cristã nunca foi e nunca será pequena. Ela é maravilhosamente ampla e preciosa demais para querermos abrir mão de 1% dela. Nesse caso, o casebre não conseguiu representar o tamanho da nossa liberdade. No entanto, apesar de grande, ela também possui seus limites. Aquilo que deixa de ser liberdade, vira libertinagem. A diferença entre uma e outra é a santidade. A liberdade é santa e tem padrão moral. A libertinagem não.

A libertinagem é ilusória. Fala de liberdade, mas escraviza. A libertinagem é enganosa. Parece intensa, mas é efêmera. A libertinagem traz morte. É saborosa e tétrica. A libertinagem faz do pecado o seu maior protagonista, por isso, não tem nada a ver com Deus e tudo a ver com o maligno.

“… o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.” (Rm.8:13)

Nós não vivemos numa zona de conforto. A vida cristã não permite tal regalia. Fomos comissionados a levar o Evangelho até aos confins da terra, custe o que custar. Somos da turma que, até a presente hora, sofre fome, sede, nudez. Somos esbofeteados e aqueles que não têm morada certa. Os aflitos desse mundo, paradoxalmente, cheios de ânimo.

Somos o filho pródigo que, tendo experimentado o frio lá fora, resolve voltar entendendo que o simples casebre é melhor do que o mundo inteiro.

Um grande abraço!!!

 

Tesouros

Há 2 semanas atrás fui surpreendido com uma péssima surpresa: a de que meu carro não estava mais onde eu havia deixado. Conferi na memória pra saber se era apenas mais um de meus esquecimentos. Antes fosse, mas realmente constatei que o carro havia sido levado por ladrões.

Confesso que não fiquei muito incomodado, pois o carro estava segurado e isso me levou à tranquilidade, apesar dos transtornos. No dia seguinte, me deparei com o capítulo 2 do Evangelho de Mateus.

“E vendo eles  (os magos) a estrela alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” Mt 2.10-11

Interessante. Homens que se alegraram com a presença de Jesus, se prostraram e o adoraram. E no momento de entregar todos os seus tesouros, deram ofertas.

Quais são os seus tesouros? Quais são as coisas mais valiosas de sua vida? Quais são aquelas coisas que ao chegar na presença de Jesus, você diria: “Senhor, eu posso lhe dar tudo, menos isto”?

Quando você diz “…eu posso lhe entregar tudo, menos isto” é porque você sabe que “isto” é tudo pra você. E no fim, você não entregou nada, senão apenas algumas ofertas.

      Abraão deu seu filho. E seu filho (sua família e descendência) era tudo para ele.

     Zaqueu devolveu todo o dinheiro que havia roubado. E dinheiro era tudo para ele.

Homens que não estavam dando ofertas, mas entregando seus maiores tesouros.

Pergunto novamente, quais são os seus tesouros?

Lembre-se que o próprio Deus nos entregou o seu maior tesouro para que assim pudéssemos ter vida. Ele nos deu tudo. Ele nos deu vida.

Enquanto vivermos presos aos nossos tesouros, seremos como um peixe que vive dentro de um aquário que está boiando no mar. Teremos uma parte da vida, mas não desfrutaremos a liberdade da imensidão. Não aprenderemos nunca o que é ser livre.

Abraços.