#forçachape

A terça-feira amanheceu triste. Os noticiários apontavam todos para o desastre aéreo acontecido na Colômbia. Não se falava de mais nada. Chapecó estava perplexa. O país estava consternado. O mundo era todo solidariedade.

Por que isso foi acontecer? 

O time da Chapecoense era sinônimo de alegria e de orgulho. Uma arrancada meteórica explicava a fase da equipe nos últimos anos. Tinham, pela 1ª vez na história, uma final internacional para disputarem.

Agora era hora de dividir as lágrimas. De que adiantaria culpar a irresponsabilidade de quem decidiu por aquela quantidade de combustível? Agora era abraçar os incontáveis corações que choravam com a dor das 71 mortes. Jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas… Homens que carregavam sonhos, que estavam construindo suas histórias, que deixaram famílias para trás.

Como explicar uma tragédia dessas?

 Lembrei-me da pergunta feita por Jesus no capítulo 13 do evangelho de Lucas:

“Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?”

A torre havia caído. 18 pessoas morreram. Eles não eram piores do que aqueles que ainda estavam vivos. Porque tem gente que vai querer explicar o acidente aéreo com o time da Chapecoense dizendo que o time estava em pecado, que era uma maldição, karma ou algo do tipo. Faça-me o favor! Não é hora de crendices estúpidas.

O melhor nessa hora é fazer o que muita gente fez.

Solidarizar-se. Refletir sobre a brevidade da vida. Lembrar do quanto o ser humano é frágil. Valorizar as pessoas que amamos.

Mas há algo ainda melhor a se fazer… Reconhecer que a morte é uma realidade. Age sobre todos, indistintamente. A morte aponta para o pecado. Ela é, na verdade, o salário do pecado. O pecado convida todo ser humano ao arrependimento. Ou pelo menos deveria. O arrependimento nos leva até Deus. Surpreendentemente, a última palavra dita pelo piloto do avião enquanto ainda havia contato com a torre foi: “Jesus”.

“Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.” (Lc.13:4-5)

Que a gente não morra sem antes gritarmos “Jesus” com tudo o que esse nome significa.

E que nenhum de nós venha dizer que a vida não lhe ofereceu oportunidade!

Um grande abraço!!!

 

1 minuto no silêncio

1 minuto. Para alguns é muito tempo, até por que tempo é dinheiro. Tempos em que nossas mentes e corações ouvem as diversas vozes do cotidiano ou apenas a voz solitária do ego.

O silêncio, portanto, tortura e incomoda como se estivesse nos levando pra morte, quando Deus parece silencioso. Mas o silêncio é vida porque temos a possibilidade de cair em si, de olhar pra dentro e perceber que falta alguma coisa, falta combustível. Falta a presença de Deus.

A pausa preenche a alma. Hoje o silêncio fez o mundo ter um vislumbre do Divino, na solidariedade e compaixão, um minuto que falou mais do que todos o s outros 90 da história.

umminuto
Responder as perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
De mim, atravessada pelo mundo. 

Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma, que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende. 

O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.

Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento.
                                                        Cecília Meireles

Faça um minuto de silêncio, escute mudo a lição. Não apenas quando o luto é presente, mas quando a Vida nos dá o presente de nos acompanhar diariamente. Um minuto pode mudar uma vida inteira

Você consegue?

“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus…” Sl 46.10

#forçachape

As marcas do Autor do livro preto

John Stott foi um dos maiores nomes da história da igreja cristã. Era pastor de uma igreja evangélica na doutrina e na teologia; e católica na liturgia e nos sacramentos, uma vez que era clérigo anglicano. Sua atividade intelectual foi muito intensa, tendo escrito centenas de livros e, apesar de ter sido vinculado a uma tradição específica, sempre esteve presente no hall de entrada da família cristã, ensinando sobre fundamentos comuns da fé.

Ontem li um capítulo do livro “O discípulo radical” de Stott e o que mais me impressionou foi a maneira simples como comunica verdades muito profundas. Talvez isso seja fruto de sua maturidade, já que o capítulo, daquele que foi provavelmente o seu último livro, foi escrito em seu 86º aniversário.

Em resumo, Stott faz as seguintes perguntas: qual é o propósito de Deus para o seu povo? O que vem depois da conversão? E logo responde: Deus quer que o seu povo se torne como Cristo, pois semelhança com Cristo é a vontade Deus para o povo de Deus.”

Ser como Jesus é envolve muitas coisas, mas poderíamos concentrar tudo em uma só palavra: santidade. Aliás, a vontade de Deus é a nossa santificação, como escreveu o apóstolo Paulo em I Tessalonicenses 4:3. Mas não nos assustemos, porque essa caminhada é processual. Podemos ser cooperadores nesse processo escolhendo tomar a nossa cruz, no entanto, só pelo poder do Espírito Santo, que nos infunde graça, é que conseguiremos cumprir esse propósito. Agimos sim, mas descansando nos méritos de Cristo.

Mas sabe de uma coisa? É salutar notar progressos. Hoje mesmo ouvi uma música linda da banda CantoVerbo (fica aqui a minha recomendação para ouví-los. O CD está no Spotify) que dizia:

“Eu via nela, na vida dela
as marcas do Autor do livro preto
que não mente, não muda e não erra
Eu via nela, na vida dela
Pois quem confia no Autor do livro preto
não encontra lugar nessa terra.”

Acho que o André, autor desses versos, resumiu bem o nosso desafio: cooperar com Deus para que as marcas de Seu amor estejam muito presentes em nossas vidas de tal maneira que não encontraremos lugar no sistema de valores dessa terra.

Minha oração hoje é para que o Senhor continue nos enchendo com o seu Santo Espírito e para que nós mostremos as marcas do Autor do livro preto em nossas vidas, sendo semelhantes a Jesus no caminho para a santidade.

Folhas

Já sabemos que o Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A Bíblia é um livro que deseja mudar o nome das pessoas. De Abrão para Abraão, de Sarai para Sara, de Jacó para Israel, de Levi para Mateus, de Simão para Pedro, de Saulo para Paulo e assim vai. Mudar o nome significa desviar a pessoa dos seus próprios fundamentos; é uma prerrogativa de Deus. No Apocalipse, àqueles que são chamados de vencedores, será dado um amuleto branco, no qual está registrado um nome novo, que ninguém conhece a não ser aquele que o recebe. (Ap.2:17)

Descobriremos, por fim, a nossa verdadeira identidade. Será interrompida a grande interrogação que nos atormentara ao longo de toda a vida: “Quem sou eu realmente?”

Esse é o nosso maior dilema e nossa maior luta. Ser conduzido à minha verdadeira identidade dói. É um processo que envolve mudança de caráter. O mais comum, nessa hora, é fugir.  É o que a maioria faz. Fugir traz alívio, porém interrompe a transformação. Faço questão de lembrar que a escolha é sempre nossa.

Foi exatamente isso que me fez chorar na semana passada. As lágrimas revelavam a distância entre o Eduardo e o meu novo nome. Entre quem eu sou e quem Deus quer que eu seja. Pensei até em terminar meu namoro. Fuga. Tudo que se levanta em minha direção e tem a pretensão de moldar meu caráter, fica sub judice. Excluo isso da minha vida ou escolho a mudança de caráter? Tudo gira em torno disso, amigos leitores.

Alguns trocam de igreja. “Tenho sentido que meu ministério é outro…”

Alguns mudam os amigos. Porque, convenhamos! É bem mais fácil estar com aqueles que não nos conhecem profundamente. “Quão maravilhosas são as pessoas que não conhecemos muito bem”, dizia o saudoso Ariano Suassuna.

Alguns começam um casamento novo. “Eu estava infeliz com ela e não acho que Deus queria isso…”

Alguns abandonam a caminhada com Jesus. Existe alguém que pretende transformar meu caráter mais do que Jesus? Esfriar-se na fé é mais fácil e alguns sabem do que estou falando.

Os argumentos é que são incríveis. Gente se dizendo injustiçada, gente racionalizando pecado, gente afirmando que conhece mais a graça de Deus do que você…

Folhas. Aquilo que é usado para esconder a realidade. Nossas vidas estão cheias delas. Folhas e mais folhas. O Adão estava escondido atrás das folhas no jardim do Éden. Foi com elas (as de figueira, no caso) que ele tentou esconder sua vergonha. O Zaqueu estava escondido atrás das folhas de um sicômoro. Deus foi buscá-los. Ele quis que os dois saíssem de detrás das folhas.

E você? Vai optar pelo alívio ilusório de quem fica escondido atrás das folhas ou vai escolher pela nobre e dolorosa transformação do seu caráter?

Eu já fiz a minha escolha e minha namorada sabe disso.

Um grande abraço!!!

 

Sobre feridas Crônicas

Hoje nosso blog será presenteado com o texto de uma pessoa que admiro muito, e que leva a vida com Cristo muito a sério.  Obrigado por compartilhar conosco novamente, minha querida amiga Luiza Fagundes.
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Feridas crônicas são as que doem mais no inverno e, por mais que estejam quietas, qualquer esbarradinha faz queimar e doer demais, de um jeito que a gente achava que ferida crônica não pode doer. Agora percebo que são essas feridas crônicas, semiesquecidas, mas sempre abertas as que doem mais e nunca deixarão de doer simplesmente por tentarmos esquecê-las e, principalmente, porque tem sempre alguém esbarrando, por mais que a gente tente evitar.

Não adianta evitar esbarrões, o que precisamos mesmo é colocar remédio, aquele Mertiolate do tempo que ardia, aquela anestesia que parece doer mais que a dor que evita, aquela aflição da agulha costurando nossa pele, aquela recolocação de um dedo no lugar mesmo que doa mais que a pancada que deslocou o osso. E o médico é o Senhor, nosso Deus.

Durante algum tempo, já sendo cristã, achei que já tinha perdoado tudo que me feriu. O estranho é que a ferida ainda estava aberta. E racionalizando dei-me o direito de chorar, gritar, espernear, bater a porta, jogar na cara… Tudo na certeza de que estava no meu direito! Mas mesmo racionalizando e, de certo modo, me vingando, a ferida ainda estava lá na carne viva… Aquela que eu achava que já tinha virado cicatriz.

Cicatriz é uma marca: vai clareando com o tempo, mas geralmente não some de vez; não dói, mas é um lugar mais sensível; dá até para disfarçar com uma maquiagem. Mas ferida não! Está ali sempre doendo. E como maquiar a pele sangrando? Não adianta nada, dói ainda mais e suja a maquiagem.

Se ainda não cicatrizou, se não adianta maquiar, como curar?! A gente precisa ir ao médico e permitir que ela faça todos os tratamentos, mesmo os que parecem piores que a doença. Você não conhece esses tratamentos e não conseguiria tratar sozinha (mesmo se achando muito entendida de medicina), então você precisa confiar no médico!

Não adianta racionalizar, se justificar, se deixar levar pela emoção. Não adianta fingir, tentar esquecer, achar que o tempo vai curar… Coitado do tempo! Ele não cura nada! Pelo contrário: torna a doença crônica: você se acostuma com ela, mas ela não pode mais ser curada, se torna parte do seu organismo: uma parte indesejada com a qual você aprende a conviver.

Deus não. Ele não faz tratamentos paliativos, Ele traz a cura definitiva, mesmo que o tratamento seja longo, doloroso, e até mesmo contraindicado por muitos médicos entendidos. Ele não apoia nossas racionalizações ou rompantes emocionais. Ele nos diz a verdade (ou diz que não está na hora da gente saber), Ele é a verdade!

Que o Senhor trate nossas feridas. Ele é o Deus da cura e da restauração. Sejamos totalmente dependentes do Senhor, nos entreguemos em suas mãos, vamos permitir que Seu perdão transborde em nossas vidas. E por meio do Seu amor, do Seu perdão, também perdoar, verdadeiramente.

Vamos permitir que o Senhor cuide dessas feridas e as transforme em cicatriz. Que no início vão ser muito feias, mas com o tempo (e nisso sim o tempo pode ajudar) vão ficar mais finas.

Mt 6:12 “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.”

*Adaptado de uma oração escrita em 10 de maio de 2013

CHEGA DE BRINCADEIRINHA

Espanto. Esse é o sentimento que toma meu coração.

Não consigo entender nem aceitar as atitudes dos homens.

Luto pra não espantar os outros e a mim mesmo com as minhas ações perversas e sentimentos desprezíveis.

Mas tem gente brincando por aí.

Se bem que não sei ao certo se é brincadeira ou loucura, só sei que é de arrepiar os cabelos.

Tô cansado de ver o nome de Deus metido em tanta picaretagem. De ver gente se dizendo adorador do Senhor mas adorando o senhor saldo bancário, ou a senhora vistosa que mora a um clique de você.

Derrotas e vitórias fazem parte da vida de todos nós. Caímos, levantamos, derrubamos, somos derrubados…mas é necessário lutar. É necessário escolher de que lado lutar. É necessário escolher a camisa que quer vestir, como diria o maior seguidor ou perseguidor do blog.

Chega de brincadeira, de mi mi mi. Ou vai ou racha amigão. Ou escolhe amar ou arrebenta de vez. Chega de ajuda miserável, chega de hipocrisia, de demagogia. Chega de palhaçada, de ficar em cima do muro.

Sim…o cristianismo é radical sim. Jesus diz ser o caminho, a verdade e a vida. Água viva, pão eterno. Desceu do céu, ensinou, morreu, ressuscitou para nos salvar. Quem nunca leu é só deixar de preguiça e ler a bíblia. E não tem essa de interpretação ou dificuldade de entender. Pega a tradução em português que fica fácil. Não é grego nem hebraico…então deixa de preguiça e escolhe a camisa que vai vestir.

Ou segue ou persegue. Ou você é Paulo ou você é Saulo.

“Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.” Mt (12:30)

“Filhinho, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” 1Jo (3:18)

Cooperador de Cristo.

Nosso maior anseio

Ele havia se levantado alta madrugada. Saiu de casa em silêncio. Encontrou com facilidade um lugar deserto. Naquele horário, quase todo lugar poderia ser caracterizado como deserto. Pôs-se em oração.

Quando o dia amanheceu, a cidade estava despertada. Pessoas iniciaram suas atividades. São muitas, e das mais diversas. Cada um fazendo alguma coisa. Simão e alguns amigos, por exemplo, procuravam-no.

“Tendo-o encontrado, lhe disseram: Todos te buscam.” (Mc.1:37)

Em outras palavras, Pedro estava dizendo que todos estavam a procura de Jesus.

Todos te buscam?

Será?

Todos quem?

Todos significava Pedro e alguns dos seus amigos que estavam com ele?

O que Pedro estava querendo dizer?

Todas as pessoas buscavam encontrar Jesus?

Parece equivocada a fala de Pedro. Porque nem todos buscavam a Jesus.

Algumas mulheres estavam indo buscar água no poço. Alguns homens caminhavam para as plantações de trigo, porque havia bastante trabalho por lá. Tinha gente seguindo viagem e a única coisa que buscavam era o destino final daquela longa estrada. Pastores saíram para tosquiar as ovelhas. Algumas crianças iam para a sinagoga aprender sobre o Pentateuco. Pedro e seus amigos vasculhavam por Jesus.

Todos te buscam? Hoje as coisas parecem estar exatamente como antes…

Gente indo para a aula, gente acumulando dinheiro, gente indo à academia, gente bebendo cerveja na roda de samba, gente fazendo regime, gente usando droga, gente ávida por sexo, gente estudando para concurso, gente buscando like nas redes sociais, gente buscando a Cristo…

Estão todos buscando por Jesus? “Sim!”, responderia Pedro.

Todos estão buscando por Jesus. Conscientemente e inconscientemente.

“Todo homem que bate à porta de um bordel está à procura de Deus.” (G.K.Chesterton)

Esse é o nosso anseio mais intrínseco. Algo que se encontra nos recônditos da alma. Vai muito além dessa capa pueril, trivial e rotineira que está sobre nós.

Pedro e seus amigos o encontraram. E você?

Um grande abraço!!!

Mulher virtuosa

Quem a achará, pergunta o rei. O seu valor muito excede o de finas jóias. Em outras versões se diz que ela é mais valiosa do que os rubis ou do que os diamantes. Lemuel (autor do texto) na verdade está falando sobre o “diamante vermelho”. Quando se fala sobre o diamante vermelho, estamos tratando da gema mais rara do mundo. Seu brilho e sua cor são impressionantes. Essa é a razão da pedra ser considerada a mais cara. Especula-se que existam apenas 25 verdadeiras gemas destas e o valor gira em torno de 5 milhões por quilate.

diamante-vermelho

Há uma lógica no mundo que diz “quanto mais raro, mais caro.” Quanto mais difícil de encontrar, mais desejado.

No Éden, o conhecimento do mal era raro e, por isso, muito desejado. A árvore era “boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento.” (Gn.3:6) O problema, nesse caso, é achar que todo tipo de raridade é boa e não saber discernir o que é raro e bom do que é raro e ruim.

Deus iria destruir a raça humana. Estava arrependido de ter criado o homem. “Porém Noé achou graça diante de Deus. Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” (Gn.6:8-9) Justiça e integridade! Raro e bom!

Mulher virtuosa, quem a achará?

Raro e bom! Vale mais que diamante vermelho.

Faz pensar que é como se existissem menos de 25 mulheres virtuosas no mundo. Será?

Quem duvida?

Sei que esse é o anseio mais profundo do coração de um homem de Deus. Encontrar alguém assim.

Sei também que esse é o anseio mais profundo do coração de uma mulher de Deus. Ser reconhecida assim.

O padrão é altíssimo. A liberdade também.

Foi Deus quem falou.

Cada um é livre para escolher o que ser e o que ter.

Próprio do amor. Próprio de Deus.

Deus é amor.

Um grande abraço!!!

Todas as ideias do post de hoje foram extraídas de um diário da Ana Luisa Pos dos Reis. Eu já insisti bastante para que ela escrevesse um post. Não apenas porque acredito que ela tenha o que partilhar, mas principalmente porque, conhecendo-a, posso afirmar que uma de suas maiores lutas é o desejo de ser aquilo que Deus traçou como ideal.

O viajante

As coisas não aconteceram como ele esperava e por isso, resolveu mudar de vida.

Comprou roupas novas, mudou o cabelo e partiu.

Durante o caminho seus olhos eram atraídos por muitas belezas. Luzes, roupas coloridas, emocionantes histórias contadas por belas donzelas. Tudo parecia imperdível. O barulho das taças e o borbulhar das bebidas eram hipnotizantes, tornando tudo irrecusável.

Experimentou uma sensação nova, que julgou ser liberdade. E avançava no caminho postando uma foto a cada nova aventura.

Aconteceu que, num certo ponto, percebeu-se sozinho. O caminho já não era tão iluminado nem mais tão belo, e o que outrora o atraía, agora embrulhava o estômago.

Num banco da estrada encontrou um pequeno pedaço de espelho. Sentou e olhou-se. Assustado, fechou os olhos. Respirou e olhou novamente. E não se reconheceu.

Suas expressões foram alteradas, o brilho dos seus olhos apagados. Quis ir embora, mas o sentimento que antes julgava ser liberdade, ironicamente agora, era o que o prendia. Então chorou.

Percebeu que nessa nova estrada, um pouco de si fora roubado em cada parada. Olhando para trás, viu que aquelas pessoas não eram tão belas quanto aparentavam. Na verdade, elas ficavam belas porque roubavam a beleza de cada viajante que parava por ali.

Chorou, chorou, chorou…

Olhou para o lado e viu que estava perdido. Lembrou-se de amigos antigos, que sempre o diziam para olhar para o céu.

Resolveu então, levantar os olhos e surpreendeu-se porque agora podia ver luz. E o caminho de volta estava lá revelado, como que desenhado pelas estrelas. Na verdade, sempre esteve ali, mas ele insistia em olhar na direção errada.

Decidido a voltar para a casa, fixou os olhos no céu.

E a cada recusa dos velhos convites, retomava a luz dos olhos e sua verdadeira expressão.

“Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou…”. Lc (15:20)

“Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” Lc (15:24)

Cooperador de Cristo.