SOBRE FAMÍLIA

familia

Nunca ficou tão evidente a necessidade da estrutura família na nossa sociedade.

Ela já foi muito questionada, num certo tempo aparentou ser desinteressante. Foi chamada de antiquada, hipócrita.

Agora, chegou o tempo em que descobrimos não ser a família o problema, mas nós mesmos. Membros desinteressados, hipócritas, irresponsáveis. Nós a desejamos, depois a destruímos com nosso egocentrismo, para depois de um tempo, desejá-la novamente.

Jesus protegeu a família e disse que ela é destruída por causa da dureza de nossos corações. Casais que se separam. Casais que permanecem casados, porém separados. Não caminham mais de mãos dadas nem olham mais para a mesma direção. Não se ajudam mais, não se protegem, não se respeitam…

Desejam viver a vida de outros, que por sua vez desejam viver outra vida.

Todos nós precisamos de família. Todos precisam contribuir para que a família prospere. E Jesus precisa estar presente para transformar a água em melhor vinho.

Quem tem a sua ore e cuide. Quem não tem ore e busque. Muitas pessoas encontram a família na fé. Outras pessoas contam com grandes amigos, que na verdade são uma espécie de “parentes escolhidos”. Outras só conhecerão família mesmo quando constituem a sua.

Enfim, precisamos aprender e ensinar, cuidar e ser cuidado, ajudar e ser ajudado, amar e ser amado, dar e receber. Família é uma grande escola, onde boas tradições devem ser vividas e ensinadas, um grande ninho onde o amor deve reinar, uma grande Igreja onde o Senhor deve habitar.

Sou grato e oro a Deus por todos os meus familiares. E que me dê sabedoria e força para ajudar me família a prosperar.

Agradeço especialmente por minha esposa e minha filha. Vocês realmente têm contribuído para que meus dias sejam melhores. Amo vocês!

Você tem orado e cuidado da sua família?

Cooperador de Cristo.

 

2017 chegou e….?

Começou 2017. Muitas expectativas, comemorações, promessas etc.

O tempo já fez a parte dele, agora é a nossa vez. Estamos nos movimentando para as mudanças que sonhávamos com a virada de ano? Ou estamos esperando 2018?

Se não nos dedicarmos não tem sentido todo aquele “fuzuê”. O tempo simplesmente passa. Não muda ninguém, não cura nem emagrece. Não lê nem escreve, não cuida dos filhos nem dos pais. Não trabalha nem realiza projetos.

O que estamos esperando?? As notícias ruins chegaram como avalanches nesses primeiros dias de 2017. Onde estão os mensageiros das boas notícias? Onde estão as palavras temperadas, ditadas pelo Espírito de Amor?

Sempre teremos desculpas para adiar algo importante. A velha e boa correria da vida. O trabalho apertado. O namoro em crise. Os filhos (ou a pequenina filha). As tarefas da casa. Enfim…somos muito atarefados. Daí a questão fundamental:

É possível viver com Deus no meio de tanta confusão? É possível vê-lo? Ouvi-lo?

Creio que sim. Basta uma disposição para tal. E na confusão do dia a dia podemos fazer escolhas baseadas no Autor da vida, podemos falar Dele, podemos escrever um post pequenino falando das nossas lutas. Vida santa não significa viver num monastério. Fale da sua luta para viver com Deus.

Ou não temos vivido com Deus? Não temos orado, nem estudado a bíblia nem nos reunido em nome do Senhor? Se assim for tá danado…que venha 2018, 2019…..

Mãos à obra turma, o novo ano já começou.

Cooperador de Cristo.

 

 

Aprendendo a marchar

Minha sogra diz que cavalo velho não aprende a marchar. Nada entendo de cavalos, mas utilizar essa frase para seres humanos é algo que tenho que discordar, pelo menos para os que desejam ser chamados de filhos de Deus.

Vejo comodismo nessa frase, estagnação. Me recuso a viver desta forma e acho que Deus não deseja que vivamos assim.

Levi era um judeu detestado por seus compatriotas. Ele ganhava dinheiro cobrando impostos. Você conhece alguém que gosta de pagar imposto? Imagina pagar imposto para um governo que dominou seu país. Esse homem desprezado foi chamado por Jesus.

Levi se levantou e, deixando tudo seguiu Jesus. Lc (5:28)

Provavelmente Levi ficou impressionado com o que escutou de Jesus. Tanto que ofereceu um grande banquete para que outros colegas de trabalho pudessem escutar Jesus. Eu não sei o que aconteceu com a vida desses homens, mas a vida de Levi nunca mais foi a mesma. Levi é Mateus, apóstolo de Jesus Cristo, evangelista, pregador.

Eu creio que esse homem aprendeu a marchar escutando Jesus.

Eu desejo um 2017 assim. Eu desejo um ano realmente novo. Um ano em que possamos aprender a marchar.

Que em 2017 possamos ficar mais tempo calado diante do Senhor.

Que em 2017 possamos dar de comer ao que tem fome, de beber ao que tem sede, que possamos vestir quem estiver nu, hospedar o estrangeiro, visitar o enfermo e o preso. Mt(25:34-40)

Feliz 2017.

Cooperador de Cristo.

Advento da Unidade

Como é sabido, João inicia seu Evangelho com uma teologia profunda: “no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Mateus, entretanto, inicia com a genealogia. João celebra o Advento com um hino, Mateus com uma lista. Para João, Jesus é a Palavra da Criação num corpo humano.  Para Mateus, Ele é um nome.

Nós podemos pensar que a abertura de Mateus é desinteressante, mas há muitas coisas acontecendo naquela genealogia. Assim como João, Mateus começa com um eco de Gênesis (“o livro da genealogia de Jesus”, veja Gênesis 5:1). Genealogia traduz a palavra grega “genesis”, provavelmente era esse o nome do primeiro livro da Bíblia já nos tempos de Mateus. Assim como João, Mateus escreve um Evangelho do novo começo.

Como muitos podem ter observado, as quatro mulheres presentes (Tamar, Raabe, Rute e a mulher de urias – Bate-Seba) na genealogia de Mateus tiveram reputações duvidosas. Tamar disfarçou-se para seduzir Judá e então poder ter um herdeiro com seu próprio sogro. Raabe era uma prostituta. Bate-Seba deixou-se seduzir por Davi, que depois matou seu marido para cobrir seu pecado. Rute era descendente das filhas incestuosas de Ló e foi muito atirada ao cortejar Boaz, um homem velho que poderia lhe chamar de “filha”. O Messias não tropeça nesses escândalos. A genealogia de Mateus mostra que eles eram, misteriosamente, estágios no caminho de sua chegada.

Todas as mulheres eram gentias ou casadas com gentios. Tamar e Raabe eram caananitas, Rute uma moabita e Bate-Seba era esposa de um hitita. Havia várias mães em Israel, mas Mateus passa por cima de todas elas: Sara, Rebeca, Raquel e Lia. No relato de Mateus, apenas noivas e mães gentias, ganham um espaço na árvore genealógica de Jesus.

Gentios, portanto, não precisaram esperar o Pentecostes para entrar no Reino. A partir do momento que Jesus foi concebido, Ele incorporou os gentios no seu corpo. Dessa forma, Jesus cumpriu a promessa de Yahweh de abençoar os gentios por meio das sementes de Abraão. Jesus é o filho de Abraão, mas não porque em suas veias correm puro sangue judeu. Jesus é filho de Abraão por causa de seu sangue misturado e corpo “impuro”, Abraão é pai de muitas nações. Antes de Jesus ensinar por parábolas ou realizar um milagre, Ele já era a o sacramento da cura da ferida de Babel.

A genealogia prepara o caminho para um Evangelho que termina com a comissão de fazer discípulos de todas as etnias, todos os gentios. À medida que os apóstolos reuniam os crentes no poder do Espírito Santo, o corpo-comunidade de Jesus se assemelhava ao seu corpo físico. Assim como Jesus, a Igreja é constituída de todo sangue, toda raça, tribo, nação e língua.

O Advento estabelece uma “genesis” porque em Jesus a raça humana ganha um novo começo. O Advento celebra o advento da reunião da humanidade e a chegada daquilo que Paulo chama de “um novo homem”.

Noite de Natal

A data mais festejada está chegando. Muitas pessoas demonstram generosidade nesta época do ano. Até mesmo quem não acredita em Jesus celebra o natal, talvez porque no fundo deseje crer, ou simplesmente aproveita o embalo valorizando a família e o amor.

Muito se discute sobre a data. Estudiosos debatem sobre o dia correto do nascimento do Messias, famílias “brigam” para decidir os pratos que cada um deve levar e as crianças aguardam os presentes. Enfim, muita coisa é discutida e pensada e muitas vezes o essencial é deixado de lado.

A data deveria ser de oração, reflexão e é claro, comemoração. Tudo dentro da simplicidade bíblica. A bíblia não narra o nascimento de forma detalhada, mas parece que não haviam muitas pessoas além de Maria, José e Jesus. Eles receberam a visita de pastores que foram avisados por anjos. Os magos, que não eram reis e não se tem certeza de que eram exatamente três, eram homens sábios que provavelmente chegaram num segundo momento, talvez meses depois, para presentear e adorar o Rei dos Judeus.

Natal não é encher a casa de presentes. Não é se empanturrar de tanta comilança. Natal não é uma reunião lotada em busca de diversão.

Muitas festas de natal possuem fartura de tudo, mas não abrem a porta para o Salvador, Rei, dono da festa e de todo o mundo. São festas ocas, pagãs, que comemoram a vinda do senhor Papai Noel.

Eu desejo que neste Natal, independentemente do número de pessoas na reunião, você siga, veja e adore o Senhor. Que possamos orar e descansar na promessa de Salvação e possamos vivenciar e compartilhar esse amor infinito.

Que Jesus seja o presente, e esteja presente em nossas casas e nossos corações.

Um Natal abençoado a todos.

Cooperador de Cristo.

Foi bom enquanto durou

Insistência. Essa é a palavra que explica minha participação aqui no blog. Nunca fui um escritor e nem tinha a pretensão de me tornar um. Faltava-me praticamente tudo. Desde vocabulário, até habilidade com a língua portuguesa. Insistência.

Em minha primeira postagem, março de 2010, disse que o mundo estava cheio de pessoas que se especializavam na arte de compreender o mar e seus mistérios, mas que nunca aprenderam a nadar. O contrário também era verdadeiro. Os peixes vivem imersos no fundo do mar, mas nunca ouviram falar da densidade da água. O desejo era que não fôssemos apenas teóricos na arte da vida. A teoria é importante, sim! Mas a vida fica fria, mecânica e entediante se vista apenas do plano teórico. “Vamos nadar?”, foi o convite inicial que eu fiz pra cada leitor (a) desse blog.

E foi assim. Quase 7 anos de posts semanais. Às sextas-feiras, eu brincava que tinha “post saindo do forno”… Foram 377 posts ao todo! Alguns foram marcantes e, de alguma forma, Deus fez com que chegasse em corações que eu nem podia imaginar. Tecnologia em nome do Reino de Deus. Tentei repartir um pouco do meu coração e daquilo que estava vivendo. O “Outras Fronteiras” (OF) virou uma espécie de semanário e é interessante como minha vida sempre ditava o tom dos posts.

Quero agradecer cada leitor (a) pelo carinho, pelos muitos comentários (convergentes e divergentes), agradecer àqueles que convidei para repartir alguma ideia em alguma sexta-feira destes quase 7 anos, agradecer aos primeiros idealizadores do OF, ao convite recebido para escrever nas sextas e Àquele que continua sendo a pessoa mais importante da minha vida: Jesus Cristo! Ele foi, Ele é e continuará sendo eternamente a minha “fonte”. Eu ainda tenho sede e preciso Dele!

Último dia de post saindo do forno! O blog, com absoluta certeza, foi motivo de festa e alegria na minha vida. Eu continuo sedento e as Escrituras insistem em fazer sentido:

“No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” (Jo.7:37)

Que Ele continue levantando-se! Que Cristo continue fazendo suas exclamações! E que eu e você possamos confessar nossa sede, termos a humildade de irmos até Ele e bebermos da fonte chamada Jesus…

Foi bom enquanto durou!

Um grande abraço!!!

CORAÇÃO GORDO, OLHAR CEGO

Muita comida, bebida boa, água quente e diversos investimentos garantindo o futuro. Não enxergam outra coisa, a não ser o carro mais badalado e o próximo destino para as férias.

Mesmo Jesus falando sobre a dificuldade para o rico entrar no céu e Paulo afirmando que a razão de todos os males é o dinheiro, continuamos nossa busca de forma insana.

Dinheiro, sexo e poder. O ser humano destrói tudo por causa disso. E quando digo ser humano estou falando de você e de mim. Quando falo que destruímos tudo estou falando sério, desde a nossa própria identidade, nossas famílias e nosso planeta.

Todos sabem e não fazem nada.

Insensíveis a Deus e à Sua vontade, engordamos nossos corações e não mais enxergamos claramente.

Onde vamos parar??

Lendo algumas páginas da biografia do Padre Fábio de Melo chorei por perceber como tenho vivido de forma egoísta, acomodada e preguiçosa. Como tenho colocado meus planos em ação sem perguntar ao meu Deus: “que queres que eu faça, Senhor?”

Tenho a impressão de que inverto as posições em muitos momentos, quando desejo que Deus me sirva ao invés de desejar e praticar o contrário. Compartilho alguns trechos;

“No dia que Chico Bia morreu, talvez em 1949, talvez em 1950, mulheres (…) prepararam um pano branco e o entregaram aos homens. O corpo foi enrolado no pano, que foi amarrado com cordas num pedaço de pau, e, assim, balançando naquela haste que todo mundo ali conhecia como padiola, o corpo do avô que padre Fábio não conheceu saiu daquele sítio carregado no ombro.

Ora era Zé Elias com Tião…Ora era Zé Luciano com Mané…

E assim, de ombro em ombro, os homens foram se revezando, as mulheres os seguindo, em três horas de caminhada até o cemitério de Candeias.” (p.41)

E mais uma que bateu forte demais;

“…quando botava a barriga no fogão, ou os pés no chão, até ela achava uma loucura engravidar outra vez. Vinha tomando pílulas anticoncepcionais, pois, tinha certeza, “só aquilo que fazia evitar filho”.

Até que lhe chegou um pedido que uma católica praticante fervorosa não podia negar. “Eu quero mais um filho seu”, disse uma voz que só Ana Maria ouviu, e que, ela não tem a menor dúvida, era a voz de Deus. (…) foi conversar com Natinho para ver se ele mudava de ideia.

“O que Deus tá querendo é com nós dois, Natinho, Deus quer mais um filho nosso!”

E o homem, que podia jurar que esse era assunto resolvido, quase pulou da cadeira.

“Mas não pode ser…Deus não tá querendo tanto assim não, Ana…Ele tá vendo o tanto de filho que nós já tem aqui…Já tem dois menino dormindo em cada cama…é sete menino pra mim dar de comer e beber. (…)

Olha, Natinho, (…) eu vou assumir essa coisa, viu?”

Depois de muita insistência, o pedreiro não viu alternativa senão continuar sua obra. Era vontade de Ana Maria, a vontade de Deus.” (p.54)

E assim veio Fabinho, o caçula de 8 filhos, conhecido como Padre Fábio de Melo.

Eu gostaria de saber que voz você tem escutado. O que você tem visto? Para onde tem corrido?

Você está confortável??

Eu, paradoxalmente, nunca estive tão confortável, porém, sentindo “um incômodo danado”.

Cooperador de Cristo.

Amigo de Deus

Ele vivia com sua família numa terra idólatra até o dia em que Deus lhe chama para sair daquele lugar. Ele sai sem saber pra onde está indo. Pura fé. É como andar no escuro e, ainda assim, estar cheio de confiança. Tudo o que ele tinha era algumas promessas. Era nelas que ele colocava os pés no meio da escuridão.

Quem é esse Abraão? Sabemos pouco sobre ele. Era filho de um homem chamado Tera, irmão de Naor e Harã e tinha uma mulher chamada Sarai. Isso é tudo o que sabemos. Talvez porque Deus goste de fazer história com os anônimos desse mundo.

Quem é esse Deus? Abraão sabe pouco sobre Ele. O último registro de uma intervenção sua na história foi há cerca de 2.500 anos, no evento da Torre de Babel. Quando Deus chama Moisés, Ele se apresenta como o “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Havia informações sobre Ele. Mas com Abraão, é um Deus desconhecido, sem muitos vestígios na história e que, agora, faz uma promessa absurda. Absurdo maior é perceber que Abraão crê. Pura fé.

Abraão recebe a promessa de que seria pai de uma grande nação aos 75 anos. Aos 86, nasce Ismael. Ele não era o filho da promessa. Ismael era a tentativa humana de fazer os planos de Deus se concretizarem. Quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90, finalmente nasceu o menino Isaque. Depois disso tudo, alguns anos depois, como se não bastasse, Deus diz a Abraão: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.” (Gn.22:2) Mais uma proposta absurda. Absurdo maior é perceber que Abraão sobe ao monte para sacrificar o menino. Pura fé que beira à loucura. Nós sabemos o fim da história.

Quero terminar o post lhe fazendo algumas perguntas. Elas dizem respeito às coisas que podemos aprender com a vida de Abraão:

1) QUEM É ou O QUE É o “Ismael” da sua história? Aquilo que Deus nunca desejou na sua vida, mas que agora faz parte dela. Ismael era coisa de Abraão. O sonho de Deus sempre foi Isaque. Ou você acha que tudo que existe na sua vida, Deus vê e vibra?

2) QUEM É ou O QUE É o “Isaque” da sua história? Aquilo que foi Deus mesmo quem lhe concedeu e que se tornou tão valioso e precioso que ocupou o lugar Dele na sua vida, ficando “maior” e “mais importante” do que o próprio Deus. É quando a bênção fica maior do que o abençoador. O que existe na sua vida que você não imagina perder de maneira nenhuma e que se isso acontecer, todos os seus sonhos e projetos de vida se desmoronam? Foi exatamente isso que Deus pediu para Abraão sacrificar. Acho que você entendeu.

3) Quando lemos a história, parece que Deus está testando o coração de Abraão. Tem gente que brinca dizendo que quando Deus pede Isaque, na verdade, Ele quer Abraão. O que faz sentido. Mas essa é a maneira superficial de ler a história. A grande descoberta, consiste no fato de que quem estava à prova no monte Moriá não era Abraão, mas o próprio Deus. A pergunta não é “O quanto Abraão confia em Deus?”. A pergunta é “Quão confiável é esse Deus?”

Porque no fim de tudo, quando sobrar somente você e Deus, talvez a pergunta Dele seja apenas uma:

Por que você não confiou em mim?

Nessa hora, vai faltar argumentos àqueles que pretendem provar que Deus não era confiável ou digno da nossa confiança. Como afirmar isso olhando para o Filho de Deus que, enquanto sangra na cruz, olha nos seus olhos e diz: “Foi por você…”?

A obediência revela nosso temor (Gn22:12). O temor abre a porta para a intimidade (Sl.25:14). A intimidade faz a reputação de Deus cair sobre aqueles que lhe são íntimos e singulariza a relação com Deus. Foi assim com Abraão. Porque filhos de Deus, existem muitos. Servos de Deus, milhares na história.

Abraão era mais do que filho, muito mais do que servo. Abraão era amigo de Deus.

Quem é descrito dessa maneira nas Escrituras com tamanha singularidade?

Só existe um homem nas Escrituras chamado de “amigo de Deus”! Sua história pode ser descrita como pura fé.

Quando a fé é demais, ela beira à loucura.

Mas louco mesmo é imaginar Deus te chamando de amigo…

Um grande abraço!!!

O post de hoje é a síntese de uma palestra que fiz aqui em Brasília no domingo passado. A palestra não foi totalmente transcrita aqui no blog. Várias informações foram cortadas. Vale a pena estudar sobre a vida desse homem chamado Abraão.

#forçachape

A terça-feira amanheceu triste. Os noticiários apontavam todos para o desastre aéreo acontecido na Colômbia. Não se falava de mais nada. Chapecó estava perplexa. O país estava consternado. O mundo era todo solidariedade.

Por que isso foi acontecer? 

O time da Chapecoense era sinônimo de alegria e de orgulho. Uma arrancada meteórica explicava a fase da equipe nos últimos anos. Tinham, pela 1ª vez na história, uma final internacional para disputarem.

Agora era hora de dividir as lágrimas. De que adiantaria culpar a irresponsabilidade de quem decidiu por aquela quantidade de combustível? Agora era abraçar os incontáveis corações que choravam com a dor das 71 mortes. Jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas… Homens que carregavam sonhos, que estavam construindo suas histórias, que deixaram famílias para trás.

Como explicar uma tragédia dessas?

 Lembrei-me da pergunta feita por Jesus no capítulo 13 do evangelho de Lucas:

“Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?”

A torre havia caído. 18 pessoas morreram. Eles não eram piores do que aqueles que ainda estavam vivos. Porque tem gente que vai querer explicar o acidente aéreo com o time da Chapecoense dizendo que o time estava em pecado, que era uma maldição, karma ou algo do tipo. Faça-me o favor! Não é hora de crendices estúpidas.

O melhor nessa hora é fazer o que muita gente fez.

Solidarizar-se. Refletir sobre a brevidade da vida. Lembrar do quanto o ser humano é frágil. Valorizar as pessoas que amamos.

Mas há algo ainda melhor a se fazer… Reconhecer que a morte é uma realidade. Age sobre todos, indistintamente. A morte aponta para o pecado. Ela é, na verdade, o salário do pecado. O pecado convida todo ser humano ao arrependimento. Ou pelo menos deveria. O arrependimento nos leva até Deus. Surpreendentemente, a última palavra dita pelo piloto do avião enquanto ainda havia contato com a torre foi: “Jesus”.

“Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.” (Lc.13:4-5)

Que a gente não morra sem antes gritarmos “Jesus” com tudo o que esse nome significa.

E que nenhum de nós venha dizer que a vida não lhe ofereceu oportunidade!

Um grande abraço!!!

 

1 minuto no silêncio

1 minuto. Para alguns é muito tempo, até por que tempo é dinheiro. Tempos em que nossas mentes e corações ouvem as diversas vozes do cotidiano ou apenas a voz solitária do ego.

O silêncio, portanto, tortura e incomoda como se estivesse nos levando pra morte, quando Deus parece silencioso. Mas o silêncio é vida porque temos a possibilidade de cair em si, de olhar pra dentro e perceber que falta alguma coisa, falta combustível. Falta a presença de Deus.

A pausa preenche a alma. Hoje o silêncio fez o mundo ter um vislumbre do Divino, na solidariedade e compaixão, um minuto que falou mais do que todos o s outros 90 da história.

umminuto
Responder as perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
De mim, atravessada pelo mundo. 

Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma, que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende. 

O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.

Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento.
                                                        Cecília Meireles

Faça um minuto de silêncio, escute mudo a lição. Não apenas quando o luto é presente, mas quando a Vida nos dá o presente de nos acompanhar diariamente. Um minuto pode mudar uma vida inteira

Você consegue?

“Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus…” Sl 46.10

#forçachape