Doutora da Alegria
Essa semana vivi uma experiência muito significativa. Fui com alguns jovens até uma casa que recebe crianças com câncer. Era apenas uma prova da gincana, mas pra mim foi muito mais do que isso. Conheci a Luana. Uma menina linda, de apenas 9 anos. Fui informado que ela acabara de chegar da quimioterapia e esbanjava alegria. Conversava, brincava, ria… Ela tinha consciência da sua doença e, no entanto, parecia vibrar com a vida. Só o fato de existir parecia alegrá-la. Eu saí de lá pensando muito na vida dessa menina.
O que é necessário para vivermos alegres?
Do que precisamos para nos alegrarmos?
Você, eu não sei, mas a Luana só precisava estar viva!
Saí de lá questionando minha vida, questionando meu coração, questionando minhas queixas…
Por que eu me esqueço do mais importante? Por que eu me esqueço que estou vivo?
“Não é a vida mais do que o alimento?” (Mateus 6:25)
A vida vale mais do que todas as outras coisas! Sua preciosidade explica o fato de Deus ter enviado o seu ÚNICO Filho para que nós tivéssemos a tão estimada vida!
Agradeci à Deus pela vida da Luana e por aprender com uma criança tão linda e tão especial. Pedi que Deus lhe dê muitos e muitos anos de vida e que ela continue fazendo com que outras pessoas aprendam com sua infinita alegria!
Fui me lembrar que a proposta da gincana era que pudéssemos ser os “Doutores da Alegria” para aquelas crianças, mas diante de uma menina de 9 anos, descobri que a grande “doutora” era ela!
Um grande abraço!!!
Desculpe o constante incômodo
Após um período de estabilidade que seguiu uma reforma importante, novamente a Antônio Carlos está em obras.
“A vida é assim mesmo”. Estações. Períodos de estabilidade, períodos de mudanças importantes. Você não achou mesmo que estaria bom o suficiente nesta altura do campeonato, achou?
Como conciliar obra e funcionamento? A vida não pode esperar por um eu mais perfeito ser construído. Temos que tocar obra e vida em paralelo.
Deus nos dê sabedoria, e também aos Engenheiros responsáveis (Deus aliás livre os mineiros de obras da construtora Delta), para uma vida que seja sim vibrante, mas que contudo, não ofusque a importância das obras. Como diz no anúncio da prefeitura, hoje há o dobro de carros que havia há dez anos. Suspeito que seja ainda mais.
O incômodo às vezes é tão grande (aliás nesta semana eu decidi que nunca mais vou falar que BH não tem metrô pois a greve deste pessoal fez-se sentir, vamos dizer) que esquecemos que a obra anterior teve algum impacto. Ainda bem que tenho fotos dos prédios antigos que circundavam a antiga avenida – alguns bem altos por sinal. Esta doce constatação nos anime a mudar. Pensar em como a vida melhorou. Prosseguir para mais mudanças.
Esperemos por uma via ainda melhor. Atuemos para isto. Vamos viver no incômodo.
***
“Desculpe o transtorno…” post publicado em Agosto de 2009.”>
Sacos vazios
Tenho vivido dias difíceis! O mês de maio tem sido um tanto quanto desgastante. Estou vivendo um grande desafio em Alvo da Mocidade (Organização cristã da qual faço parte e aonde trabalho). Aos sábados, estou responsável pelas palestras na Gincana Ativa Urbana (esse evento tem reunido 800 jovens em média) e aos domingos, estou responsável pelas palestras na Comunidade (grupo de adultos em Alvo).
Tem sido um enorme desafio. Tenho lido e estudado muita coisa. Não dá para se apresentar vazio diante de um auditório. É preciso ter o que falar. É preciso ter conteúdo.
Na semana passada, pensando em tudo isso e vivendo todo esse desafio, comecei a ler o livro de Ezequiel. Era exatamente o que eu precisava ouvir de Deus.
O profeta Ezequiel tem uma visão “maluca” no capítulo 1 e no capítulo 2, Deus o chama para anunciar algo para o povo. Ele seria enviado por Deus. Não deveria temer e não deveria se corromper. Deus iria usá-lo!
Antes de falar, Deus lhe diz algo muito relevante:
“…abre a boca e come o que eu te dou. Então, vi, e eis que certa mão se estendia para mim, e nela se achava o rolo de um livro.” (Ez.2:8-9)
Ezequiel descreve o que aconteceu em seguida:
“Então, abri a boca, e ele me deu a comer o rolo… Eu o comi, e na boca me era doce como o mel.” (Ez.3:2-3)
Ezequiel não poderia pregar estando vazio. Sua mensagem não iria surtir efeito.
Pessoas sem conteúdo, deveriam permanecer em silêncio. Qualquer palavra pronunciada, que tenha vindo de um “saco vazio” é em vão!
Fiquei me perguntando se pessoas vazias irão influenciar esse mundo!
Na dúvida, peguei minha Bíblia e continuei firme com minha leitura!
Como anda sua leitura das Escrituras? Você tem se alimentado ou tem vivido como um “saco vazio”?
Que nós não sejamos “sacos vazios”!
Grande abraço!!!
Mediador
Naquele dia haverá uma estrada do Egito para a Assíria. Os assírios irão para o Egito, e os egípcios para a Assíria, e os egípcios e os assírios cultuarão juntos.
Naquele dia Israel será um mediador entre o Egito e a Assíria, uma bênção na terra.
(Isaías 19:23-24)
Esse texto é uma loucura! Imaginar duas das piores nações descritas no Antigo Testamento (e rivais entre si) cultuando juntas? Difícil acreditar! Mas o sonho de viver isso começa com um mediador! Israel, uma benção na terra. O mediador é importantíssimo para que a relação seja transformada. Todas as relações são mediadas por alguém ou algo. Por exemplo, grandes acordos de paz históricos foram assinados através de países mediadores. Israel tinha o dever e responsabilidade de mediador no mundo antigo, infelizmente abriram mão desse dever, acabaram se ensimesmando, esquecendo-se de sua missão!
Mas o grande mediador ainda estava por vir: Cristo!! Aquele enviado por Deus para se tornar mediador de nossa relação com o mesmo! Nova relação mediada por Cristo também se faz necessária em todas as nossas relações interpessoais! No entanto, muitas vezes, somos assediados por novos mediadores, tais como, ódio, dinheiro, inveja, ciúme, poder. O que tem mediado os seus relacionamentos? Triste pensar em tantos relacionamentos mediados por ódio! Triste pensar em relacionamentos mediados por dinheiro!
Que possamos colocar o verdadeiro mediador em todas as relações de nossas vidas! Para que possamos cultuar juntos, para que possamos sermos exemplos da benção na terra!
Quais são os mediadores de sua vida?
Abraço e até a próxima!
Vida é a ultima palavra
Lucas 24:13-33 nos conta a história de dois discípulos de Jesus que estavam indo para Emaús após a sua morte. Desanimados, descrentes e talvez decepcionados com Deus. Caminhavam sem perspectivas, tendo expectativas frustradas e com toda esperança pregada numa cruz.
É tão terrível assim? Não vai ter solução?
Os milagres feitos por Jesus foram apenas boas obras? Não eram pra serem sinais que apontavam para o Salvador da humanidade?
Teria a morte dado a ultima palavra?
Não.
Algo inesperado aconteceu. E eles precisavam saber. A Ressurreição. Você crê na ressurreição? Compreende que diferença ela faz? O que precisamos saber acerca da ressurreição não é apenas que ela aconteceu, mas o significado de ter acontecido.
A ressurreição de Jesus não é uma influência que sobreviveu ao tempo como se fossem fãs que dizem “Elvis não morreu, suas músicas ainda estão presentes!”. A ressurreição é a maior manifestação do poder de Deus em Jesus, a morte reconhecendo a derrota para a vida. Deus ainda tinha uma jogada, uma carta na manga. A última palavra deixada foi vida e não morte.

E isso precisa ser verdade nas nossas vidas.
Pecados não podem permanecer porque pertencem à morte e a morte não pertence mais a nós. Jesus nos convida a crer na ressurreição, no poder de Deus, na esperança de um mundo e de pessoas redimidas.
Não há pecado que não possa ser perdoado.
Não há vicio que não possa ser vencido.
Não há relacionamento que não possa ser restaurado nem hábitos que não possam ser mudados. Porque a ressurreição, a vida, o poder de Deus em nós é possível.
Há pessoas que vivem desanimadas, frustradas, decepcionadas com Deus e consigo mesmas, como se a morte tivesse vencido.
Mas foi na presença de Jesus que os dois discípulos recuperaram o desejo pela vida, pelo que dá vida, pelo que vale a pena viver. Agora tinham a garantia do perdão pelo passado, a certeza do poder de Deus para viver o presente e a esperança do Reino completamente restaurado no futuro. Porque viram a ressurreição. Você vê?
Não existe gente chata
Com os ouvidos sempre atentos, conselhos sempre sensatos e ideias sempre enriquecedoras, tenho aprendido cada dia mais com ele. É com imenso prazer que lhes apresento um pouco disso tudo com o texto do meu grande amigo Pedro Boggione:
Não existe gente chata. Você pode não concordar comigo, e tem todo o direito! Mas permita-me expor brevemente uma visão.
Entendo que o que definimos como chato nas pessoas é mais uma dificuldade nossa de amar, do que necessariamente um problema dessas pessoas.
Afinal, o que é ser chato? Quais características colocam as pessoas nesse triste ‘patamar’? Existe um padrão de características? Sendo assim, existe o ‘quase chato’? Se depender de características, o que é chato pra mim pode não ser chato pra você, pois valorizamos coisas diferentes e não gostamos de coisas diferentes. Então é relativo. Se for relativo, não existe um padrão.
Pra mim, e é uma opinião exclusivamente pessoal, achamos pessoas chatas porque não conseguimos lidar com os defeitos delas. Você pode, por exemplo, achar alguém que fala demais, chato. Eu posso estar confortável com essa característica, mas vou achar chato aquele mais tímido, que fala de menos.
Porque é importante pensar nisso?
Creio que a palavra ‘chato’ e suas variações, trazem consequências ruins que são subestimadas por nós.
A maior consequência é que colocamos um rótulo na pessoa difícil de ser quebrado. O problema fica ainda pior quando influenciamos nossos amigos com nossas opiniões sobre essa pessoa. Dessa forma, o que não seria chato para nosso amigo, passa a ser porque dizemos que é. E a partir daí, não só pra nós, como pros nossos amigos, começa a acontecer uma ‘profecia autocumprida’. Com certeza você já viu isso acontecer. Funciona quando já colocamos o estigma na pessoa e a partir daí, tudo que ela faz fundamenta nossa opinião sobre ela. Mesmo coisas que não tem nada a ver com o motivo original. Por exemplo: “Fulano é um mala. O cara é tão chato que prefere Pepsi do que Coca-Cola”.
Pessoas estigmatizadas dificilmente tem a oportunidade de se livrarem destes rótulos. Não temos o direito de fazer isso com ninguém!
As pessoas são SEMPRE mais interessantes do que um simples estigma!
Outra consequência é a de que passamos a dar desculpas pra não nos relacionarmos com as pessoas. É o famoso “ah, não vamos chamá-lo pra sair conosco, pois ele é chato!”. Não estou dizendo que temos que nos relacionar com todos. Mas consulte seu coração a respeito dos sentimentos que você tem pelas pessoas. Será que você já não se impediu de ter um relacionamento bacana com “um mala”? Ou mesmo opiniões preconceituosas que tomaram proporções maiores e viraram sentimentos realmente negativos?
O que nos irrita no outro e nos faz pensar que ele é um chato normalmente é aquilo que temos arraigado em nós. O chato, então, desempenha um papel importante de nos avisar sobre nossas chatices.
Já nutri sentimentos ruins por tanto tempo, que precisei de ainda mais tempo pra acabar com eles. Perde a outra pessoa com minha frieza; perco eu por enrijecer ainda mais meu coração; perco novamente, pois poderia ter aprendido muito com essa pessoa; perco ainda mais por ter demorando tanto tempo pra descobrir que pessoas mudam, defeitos mudam, tempos mudam, mas, se não tomarmos cuidado, opiniões não. Perco por saber que devo amar as pessoas, mas tenho pé atrás com muitas delas.
É… Vamos amar galera! E vamos erradicar de nossas vidas tudo que nos impede de amar.
As pessoas têm defeitos e são diferentes. Aprender a conviver (e gostar) da diversidade é um passo muito importante para um amor perfeito.
“O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu vos amei” (João 15:12)
O homem de detalhes
Um pouco dos sinais
Parece até consenso entre as igrejas cristãs que, se não se pode marcar a data, o fim está próximo. Muitas são as tristezas, os excessos, as guerras, a fome, a miséria, que a sensação é uma só: Jesus voltará em breve.
O profeta Amós elenca no capítulo 3 de seu livro os motivos para o juízo próximo, abusando das perguntas retóricas que seguem abaixo:
“Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?
Rugirá o leão no bosque, sem que tenha presa?
Levantará o leãozinho no seu covil a sua voz, se nada tiver apanhado?
Cairá a ave no laço em terra, se não houver armadilha para ela?
Levantar-se-á da terra o laço, sem que tenha apanhado alguma coisa?
Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá?
Sucederá algum mal na cidade, sem que o SENHOR o tenha feito?
Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.
Rugiu o leão, quem não temerá? Falou o Senhor DEUS, quem não profetizará?” (Amós 3:3-8)
Quanta poesia para um prenúncio do fim! A relação interna entre cada um dos eventos é evidente. Estando um em execução o outro certamente ocorrerá, é o que parece tentar dizer o profeta.
Essas são advertências do próprio Deus, assim como as que foram dadas no capítulo 13 de do Evangelho de Marcos:
“E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane;
Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.
Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações. Estas coisas são os princípios das dores. Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho. (Marcos 13:5-9)”
Não obstante a ressalva de que as histórias da humanidade e do mundo caminham em linha reta descendente para o final, a impressão que insiste em ganhar lugar é a de que o mundo experimenta movimentos cíclicos. Prosperidade, opulência, pujança econômica e espiritual, bênçãos, e, em seguida, dor, escassez e destruição. Ao longo de toda história já houve quem viesse em nome de Cristo, já houve fome, reino já se levantou contra reino e muitos cristãos já foram entregues aos “concílios e sinagogas”. Então, por que agora?
“E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. (Marcos 13:1-2)”
Como exemplo, este fato mencionado por Jesus não parece ter ocorrido no ano 70 d.C com a destruição do templo comandada por Tito?
Mas nem tudo aconteceu ainda, senão veja: “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.” (Marcos 13:10) e “Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá.” (Marcos 13:19)
O capítulo 13 de Marcos é riquíssimo. Mas o que fica é que o cristianismo em essência não tem nada que ver com ciclos. A história foi totalmente planejada por Deus e caminha para um destino final. Nesse sentido, importa tão-somente ressaltar que as advertências contidas na Bíblia não podem ser tratadas levianamente, já que elas são prova da misericórdia e amor de Deus. Ele sempre preveniu para abreviar o sofrimento.
Num primeiro momento o planejamento de Deus leva a história a um caminho descendente para, em seguida, ressurgir com o conforto ascendente encontrado na volta de Jesus.
Um grande abraço!
Derreta-se!
Olá, amigos do blog! Hoje abro espaço novamente para minha amiga Lorena Mariano! Ela continua sendo um grande exemplo de alegria e otimismo. Outro dia nos encontramos e, meus momentos de angústia e ansiedade foram amenizados com sua companhia. Quem conhece a Lorena sabe como Deus é capaz de usá-la nas nossas vidas! Sem mais delongas, com vocês, Lorena!
O Ice Hotel (hotel de gelo) é construído, desde 1990, na vila de Jukkasjärvi, na Suécia. A monumental construção atrai turistas de todo o mundo por sua suntuosidade e pela curiosidade daqueles que vivem fora do Ártico de experimentarem a peculiar sensação de vivenciar um iglu, ainda que gigante. Para que o castelo se erga a cada inverno é necessário o talento de diversos artistas, engenheiros, arquitetos, designers, escultores e desenhistas, que são os melhores do mundo e que se empenham em fazer o seu melhor, algo nunca antes visto, para impressionar os espectadores.
Todos nós construímos nossos próprios “hotéis de gelo” ao longo de nossas vidas. Esforçamos-nos, arduamente, para criarmos obras primas, que são os nossos próprios conceitos. Essas construções crescem a cada aprendizado e de vez em quando adaptamos algo aqui, fazemos uma restauração ali, de acordo com o que nos convém. Porém, o grande problema que tenho identificado é que não estamos dispostos a desconstruir conceitos já tomados como verdades para nós.
A forma como lidamos com os conceitos que criamos ao longo da vida os cristaliza, os torna imutáveis. Ignoramos a necessidade de mudá-los mesmo quando tomamos decisões radicais. Quando decidi viver com Cristo, Ele derreteu meus castelos por completo e mudou vários dos meus conceitos, já cristalizados. Mas viver ao lado Dele exige mais de mim do que uma mudança radical, a minha reconstrução deve ser um processo contínuo. E reconstruir envolve permitir que Deus seja O artista que atue ao meu lado.
Entendo a dificuldade de negarmos a nossa própria obra, fruto do esforço e talento de, talvez, anos de vida. É darmos adeus para aquilo que exigiu tudo de nós. Entretanto não há muita escolha, nossos conceitos, sobre a vida, a morte, a verdade, o amor, a graça, e até mesmo pessoas, têm que ser constantemente reconstruídos à medida que percebemos sua ineficácia diante da própria vida. Mudar exige de nós abnegação, e isso não é algo simples. A esperança reside no fato de que existem outros, que como nós, também estão dispostos a fazê-lo.
O que esquecemos é que o Ice Hotel tem um fim inevitável: a primavera. O calor dos raios de sol é responsável por derretê-lo após cada inverno. Deus atua como o sol, sempre há algo mais a ser trabalhado em nós. A diferença é que Deus não quer apenas nos derreter, ele quer reconstruir ao nosso lado. É preciso abandonar nossos medos e receios e confiar que estaremos, constantemente, criando novas obras primas ao lado Dele.
Loucos ou sábios
“Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza temor e grande tremor que eu estive entre vós.”
Não é de se admirar que Paulo estivesse com receio ou mesmo com medo de ir pregar aos Coríntios. Paulo iria encontrar várias objeções ao evangelho de Cristo.
A mensagem do Cristo crucificado seria considerada intelectualmente uma loucura. Era incompatível com a sabedoria. “Um deus pregado num madeiro? Loucura!” – diriam os filósofos.
Outra objeção é que a mensagem trazida por Paulo era religiosamente exclusiva, incompatível com a tolerância religiosa vivida pela cidade de Corinto. Um lugar habitado por vários deuses talvez tivesse espaço pra mais um. Mas não era de mais um deus que Paulo estava falando, e sim, de um único Deus (I Co 8.5-6).
O apóstolo também encontraria dificuldades ao falar de uma mensagem que era moralmente exigente, sendo incompatível com a liberdade que aquele povo vivia. Enquanto viviam promiscuidade sexual e cultuando a deusa Afrodite, Paulo os chamava ao arrependimento e domínio próprio para alcançarem a santidade.
A Cruz de frente para o poder da razão, a influência da religião e da liberdade relativa. Não se parece com o mundo de hoje? Mas apesar do medo, Paulo decidiu falar. Não se omitiu e não omitiu a verdade. E os muitos sábios acabaram crendo na loucura de Deus.
É assim que Deus faz. Escolhe um instrumento fraco (Paulo, eu e você) para levar uma mensagem “fraca e louca” (Deus na Cruz) para pessoas fracas (que reconhecem a fragilidade de suas almas). É uma loucura mesmo! A loucura da Cruz que é a sabedoria de Deus.
Que você também perca o medo e decida falar. Porque as objeções serão muitas, mas o poder para levar pessoas à Cristo não vem de linguagem persuasiva e de sabedoria, “mas em demonstração do poder do Espírito, para que a fé de vocês não se baseasse em sabedoria humana, mas no poder de Deus” (I Co 1.4-5).
Abraço e até a próxima
Idéias extraídas do livro “Ouça o Espírito, ouça o mundo” de John Stott


