Lutas diárias

Não é fácil viver uma vida santa. Caminhar com Cristo não é tão simples como parece. Exige disciplina, mansidão, submissão. Negar nossos desejos e viver de acordo com a vontade de Deus não permite egocentrismo.

Nossa sociedade está doente. Os relacionamentos estão frágeis e tediosos. É impossível acompanhar a vida virtual. As redes sociais parecem agências de publicidade vendendo felicidade e sucesso. Nelas os relacionamentos são tão perfeitos, tão intensos. Muitas viagens, inúmeros amigos, sucesso total.

Nelas estão as melhores pessoas, as melhores empresas e os melhores produtos. Todos competindo por curtidas.

Curtidas são como suplementos. Não servem pra nada além de enganar as pessoas e a longo prazo podem causar danos irreversíveis.

Comparar minha vida com o que vejo nas redes sociais me causa certa confusão. Questionamento de valores, crise de identidade, depressão…curte aí vai!

Vocês não percebem que nunca vivemos uma era tão mentirosa? Temos machucados pessoas com isso.

Será coincidência que tantas pessoas tem surtado ou se frustrado por não encontrarem a verdade?

O que é verdade? Qual o meu papel no mundo?

Eu não sou esse sucesso. Confesso que na minha juventude eu achava que era. Mas a vida já me ensinou muito sobre isso. E definitivamente eu não sou um caso de sucesso.

Preciso me apegar a Deus com muita oração, meditação e leitura para minha mente pervertida não destruir toda a minha vida, minha família e meu trabalho. São batalhas diárias. Decisões que somente Deus e você saberão. Passos retos em terreno deslizante. São passos difíceis, as pernas tremem e o olhar insiste em desviar-se do alvo. A sutileza da apresentação do pecado contrasta com a destruição causada por ele.

Eu não sou um cara bonzinho. Eu preciso saber disso.

É preciso olhar para meu Senhor e clamar por misericórdia todos os dias. Pedir sua proteção para as lutas diárias e sua mão firme nos passos vacilantes.

Porque para mim, Jesus é verdade, caminho e vida. E meu papel no mundo é servir a Deus conforme Sua Santa vontade.

Parem de se enganar. Parem de enganar as pessoas. Parem de fugir. Ninguém pode fugir Daquele que tudo criou.

É urgente coerência. Pratique o que ensina. Faça o que diz. Assuma consequências dos seus atos. Cumpra acordos, mesmo que isso lhe traga algum prejuízo.

Já pensou como seria o mundo se todas as pessoas gastassem tempo buscando conhecer Deus e praticando Sua vontade? Se cuidássemos de nossos relacionamentos. Maridos e esposas, pais e filhos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho. Se gastássemos menos tempo na vida virtual e mais tempo na vida real. Se trabalhássemos de forma mais inteligente e agradável. Se cuidássemos mais das nossas vidas e dos nossos do que fofocar a vida alheia?

Se mantivéssemos o olhar para o Senhor, meu Deus?

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso…” Ef (6:11-12)

Cooperador de Cristo.

Dor

Do alto da cruz Jesus já havia experimentado todas as dores do mundo. As dores da carne causadas pela intensidade dos espinhos que penetravam em sua cabeça. Seu corpo também já havia sofrido com as torturas, acoites e os enormes pregos que atravessaram mãos e pés. A dor causada pela humilhação, pelo cuspe e também o tapa. O desdém, a indiferença e a traição.

Mas o pior ainda estava por vir. Jesus ainda sentiria a maior dor que alguém pode experimentar. A dor da ausência de Deus, quando abraçaria o pecado da humanidade, como um soldado que pula em cima de uma granada pra salvar seus companheiros a quem ama. Abandono, alienação, silencio. São as consequências naturais do pecado, quando Deus parece morto.

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mt 27.46

Esse é o momento em que Jesus grita de dor. Quase não a suporta o distanciamento de Deus que o fere profundamente, muito mais do que seus estigmas. Porém, não interrompe seu diálogo com Deus nem mesmo no momento em que experimentou a solidão da alma. Ele clama com sua fé ferida.

Que essa seja a nossa atitude. De clamar pelo nosso Deus, mesmo com Seu aparente silêncio e colocar diante dele as dores da carne que abrem feridas, que nos desanimam e nos fazem chorar e perder a esperança.

Insuportável mesmo é viver sem a presença de Deus.

O cuidado com a arca (Parte 1)

“Mande fundir quatro argolas de ouro para ela e prenda-as em seus quatro pés, com duas argolas de um lado e duas do outro.
Depois faça varas de madeira de acácia, revista-as de ouro
e coloque-as nas argolas laterais da arca, para que possa ser carregada.
As varas permanecerão nas argolas da arca; não devem ser retiradas.”
Êxodo 25:12-15

A arca era a representação da presença de Deus. Esses versos acima nos mostram os cuidados com a movimentação dela, e nos ensina muito. Precisamos entender que a arca é móvel. A urgência de movimento é visto na preocupação de Deus em colocar 4 argolas em suas extremidades. Para alguns pais da Igreja, esse pedido representava a necessidade da presença de Deus se deslocar pelos 4 cantos do mundo. O evangelho exige mobilidade, urgência, movimento!

Mas como seria carregada?

Através de varas de madeira de acácia, revestidas de ouro. Homens e mulheres corajosos e perseverantes que carregam a arca. As varas não tem significado e nem propósito senão pelo fato de carregar a arca. As varas “não devem ser retiradas” das argolas. Homens e mulheres que carregam o evangelho (como essas varas) devem estar encaixados aos 4 cantos do mundo, levando o que há de mais precioso para a humanidade: a presença de Deus!

Como você se avalia como uma “vara de carregar arca”?

Abraço a até a próxima!

Sobre espadas e cálice

“‘Sim, o que está escrito a meu respeito está para se cumprir’
Os discípulos disseram: ‘Vê, Senhor, aqui estão duas espadas.’
‘É o suficiente!’, respondeu ele.” Lucas 22:37-38

Pedro ouviu isso logo antes de Jesus ser preso. Essas palavras talvez tenham levado ele a dar uma demonstração clara de zelo sem conhecimento. Naquela noite a vida de Pedro passou por muitas situações. Ele cometeu todos os erros possíveis (eu também cometeria!): Não aceitou o que Jesus lhe disse sobre negação, adormeceu a invés de orar, falou quando deveria ouvir… e… puxou a espada! Queria lutar contra o inimigo errado, usando a arma errada , com a motivação errada e com o resultado frustrante.
Em dias de discussões políticas sobre um “estado cristão”, onde as minorias deveriam se curvar a esse estado, é sempre bom lembrar que enquanto Pedro carregava a espada, Jesus carregava o cálice!
Quem deve se curvar a quem (obrigado, Lengo, por me lembra disso)?
O que o cristão deve ter em mãos?
É triste quando cristãos bem intencionados tomam a espada para “defender” o Senhor Jesus Cristo. Ele censura essa defesa e se entrega na cruz.

P.S.: Texto em homenagem ao meu amigo Lengo, apesar das diferenças e provocações, é muito bom poder lutar para seguir Jesus ao seu lado!
Abraço e até a próxima

A queda

Por onde andamos, amigos?

Por que insistimos em passear nos caminhos de morte?

Por que não levamos Deus a sério?

Por que damos mais importância ao tempo do que Àquele que o criou?

Oferecemos migalhas Àquele que uma vez nos deu vida com seu sopro, e uma segunda vida através do seu sangue?

Andamos pelos caminhos de Caim.

“…trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste.” Gn (4:3-4)

A diferença entre o fruto da terra e as primícias do rebanho, parece, insignificante para nós, mas eles sabiam o que estavam fazendo. Deus certamente não estava preocupado com a qualidade da oferta, mas com a postura de quem estava oferecendo. As primícias demostravam gratidão.

Eu questiono e minha vida e te convido a refletir sobre a sua.

O que temos oferecido a Deus?

Um encontro aos domingos? Uma oração sonolenta e vazia? Um bom dinheiro para garantir um lote no “condomínio da eternidade”?

Livros em branco. Vasos sem flores. O que temos feito por aqui? Por que fazemos e como fazemos?

Deus conhece nossos corações.

“….eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti, cumpre dominá-lo.” Gn (4:7)

Caim matou seu irmão Abel, cedendo ao seu cruel desejo. Mas a queda teve início bem antes, quando não se relacionou com Deus como deveria. Negligenciou o seu Deus e optou por seguir seus próprios desejos.

Quando optamos por colocar Deus em segundo, terceiro ou sei lá que plano, tramamos a nossa própria e desastrosa queda.

“Pai, nos dê da Sua sabedoria Senhor. Despeja em nós um espírito humilde, sedento por ti e pela Sua obra. Que o Senhor cresça em nós e nossos desejos sejam controlados. Evita Senhor a nossa queda.”

Que possamos dar ao Senhor as nossas primícias e alegrarmos com a Sua companhia.

Cooperador de Cristo.

O reencontro

Nos separamos por um tempo. Coisa pouca pra alguns.

Eu a deixei de um modo canalha, pois ela ainda dormia, e fiquei na expectativa da sua reação. Nem imaginava que o aperto seria no meu próprio peito.

Nas horas que se seguiram fiquei atento ao celular. Caso precisasse de mim eu estaria pronto. Era só chamar.

E separados, vivemos nossas experiências. Mas chegou a esperada hora do reencontro. Quando a vi, grande emoção tomou conta de mim. Desejei beijá-la e cheirá-la como nunca havia desejado. O papai estava com saudade filha. Ainda que tivesse sido por apenas algumas horas, o papai quase morreu de saudade. E vê-la, tê-la nos braços novamente foi maravilhoso. A minha alegria estava completa e lembrei-me do meu Senhor.

Será que Deus tem saudade quando seguimos por diferentes caminhos? Creio que sim. E é certo que se alegra quando retornamos para Ele.

“….há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” Lc (15:10)

Lembrei-me da parábola do filho pródigo e de como seu pai o recebeu de volta. Eu faria o mesmo. Deus quer fazer o mesmo.

Por onde você tem andado? Tem caminhado nos braços do Pai? Se está longe porque resiste em voltar? Eu sei que Ele anseia pelo reencontro.

“Pai, perdoa os meus incontáveis pecados. Por vezes escolhi estar longe de ti e pequei contra o céu e diante de ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho.”

“Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou e o beijou.” Lc (15:20)

Acredite, ele anseia pelo reencontro.

Cooperador de Cristo.   

TUDO ERA TÃO BOM

“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom.” Gn (1:31)

Sim. Deus criou o mundo, os animais, homem e mulher, as ervas, árvores e frutas. E depois de tudo pronto verificou e, talvez com um suspiro, concluiu que tudo era muito bom.

Em minha volta, vejo um mundo caótico, desigual, violento, devastador. Um mundo bem diferente do que Deus sonhou pra gente.

A Bíblia é interessante. São vários livros escritos por diversos autores num intervalo de tempo impressionante. Mas parece com um filme contemporâneo. Começa bonitinho, passa por momentos de tensão e propõe um final feliz.

E o mais impressionante é que o homem de milhares de anos atrás é como um homem do tecnológico e “evoluído” 2017.

“Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento….” Gn (3:6)

Percebe como a cobiça de Eva é semelhante à minha? Percebe que a queda de Adão e Eva é semelhante à minha queda em pleno 2017?

Eles podiam comer de tudo, menos daquele fruto. Parecia tão simples! Parecia, mas o homem deseja muitas coisas e por vezes, tomamos decisões baseadas em ganância, cobiça ou em desejos imorais. Essa estrada parece ser bem atrativa, mas nos afasta do nosso Pai, Senhor e Criador.

Eu gostaria de refletir hoje sobre como a minha vida está sendo construída. As obras são do Deus Criador ou são obras dos meus desejos carnais, construídas por minhas mãos sangrentas?

Se são obras do Senhor, certo estou de que tudo é muito bom.

“Pai, ajuda-me a andar nos Seus santos caminhos. Que meus pés não se desviem nem para a direita, nem para esquerda, e que meu coração, meus olhos, meus desejos e meu entendimento estejam em ti.”

Cooperador de Cristo.

SOBRE FAMÍLIA

familia

Nunca ficou tão evidente a necessidade da estrutura família na nossa sociedade.

Ela já foi muito questionada, num certo tempo aparentou ser desinteressante. Foi chamada de antiquada, hipócrita.

Agora, chegou o tempo em que descobrimos não ser a família o problema, mas nós mesmos. Membros desinteressados, hipócritas, irresponsáveis. Nós a desejamos, depois a destruímos com nosso egocentrismo, para depois de um tempo, desejá-la novamente.

Jesus protegeu a família e disse que ela é destruída por causa da dureza de nossos corações. Casais que se separam. Casais que permanecem casados, porém separados. Não caminham mais de mãos dadas nem olham mais para a mesma direção. Não se ajudam mais, não se protegem, não se respeitam…

Desejam viver a vida de outros, que por sua vez desejam viver outra vida.

Todos nós precisamos de família. Todos precisam contribuir para que a família prospere. E Jesus precisa estar presente para transformar a água em melhor vinho.

Quem tem a sua ore e cuide. Quem não tem ore e busque. Muitas pessoas encontram a família na fé. Outras pessoas contam com grandes amigos, que na verdade são uma espécie de “parentes escolhidos”. Outras só conhecerão família mesmo quando constituem a sua.

Enfim, precisamos aprender e ensinar, cuidar e ser cuidado, ajudar e ser ajudado, amar e ser amado, dar e receber. Família é uma grande escola, onde boas tradições devem ser vividas e ensinadas, um grande ninho onde o amor deve reinar, uma grande Igreja onde o Senhor deve habitar.

Sou grato e oro a Deus por todos os meus familiares. E que me dê sabedoria e força para ajudar me família a prosperar.

Agradeço especialmente por minha esposa e minha filha. Vocês realmente têm contribuído para que meus dias sejam melhores. Amo vocês!

Você tem orado e cuidado da sua família?

Cooperador de Cristo.

 

2017 chegou e….?

Começou 2017. Muitas expectativas, comemorações, promessas etc.

O tempo já fez a parte dele, agora é a nossa vez. Estamos nos movimentando para as mudanças que sonhávamos com a virada de ano? Ou estamos esperando 2018?

Se não nos dedicarmos não tem sentido todo aquele “fuzuê”. O tempo simplesmente passa. Não muda ninguém, não cura nem emagrece. Não lê nem escreve, não cuida dos filhos nem dos pais. Não trabalha nem realiza projetos.

O que estamos esperando?? As notícias ruins chegaram como avalanches nesses primeiros dias de 2017. Onde estão os mensageiros das boas notícias? Onde estão as palavras temperadas, ditadas pelo Espírito de Amor?

Sempre teremos desculpas para adiar algo importante. A velha e boa correria da vida. O trabalho apertado. O namoro em crise. Os filhos (ou a pequenina filha). As tarefas da casa. Enfim…somos muito atarefados. Daí a questão fundamental:

É possível viver com Deus no meio de tanta confusão? É possível vê-lo? Ouvi-lo?

Creio que sim. Basta uma disposição para tal. E na confusão do dia a dia podemos fazer escolhas baseadas no Autor da vida, podemos falar Dele, podemos escrever um post pequenino falando das nossas lutas. Vida santa não significa viver num monastério. Fale da sua luta para viver com Deus.

Ou não temos vivido com Deus? Não temos orado, nem estudado a bíblia nem nos reunido em nome do Senhor? Se assim for tá danado…que venha 2018, 2019…..

Mãos à obra turma, o novo ano já começou.

Cooperador de Cristo.

 

 

Aprendendo a marchar

Minha sogra diz que cavalo velho não aprende a marchar. Nada entendo de cavalos, mas utilizar essa frase para seres humanos é algo que tenho que discordar, pelo menos para os que desejam ser chamados de filhos de Deus.

Vejo comodismo nessa frase, estagnação. Me recuso a viver desta forma e acho que Deus não deseja que vivamos assim.

Levi era um judeu detestado por seus compatriotas. Ele ganhava dinheiro cobrando impostos. Você conhece alguém que gosta de pagar imposto? Imagina pagar imposto para um governo que dominou seu país. Esse homem desprezado foi chamado por Jesus.

Levi se levantou e, deixando tudo seguiu Jesus. Lc (5:28)

Provavelmente Levi ficou impressionado com o que escutou de Jesus. Tanto que ofereceu um grande banquete para que outros colegas de trabalho pudessem escutar Jesus. Eu não sei o que aconteceu com a vida desses homens, mas a vida de Levi nunca mais foi a mesma. Levi é Mateus, apóstolo de Jesus Cristo, evangelista, pregador.

Eu creio que esse homem aprendeu a marchar escutando Jesus.

Eu desejo um 2017 assim. Eu desejo um ano realmente novo. Um ano em que possamos aprender a marchar.

Que em 2017 possamos ficar mais tempo calado diante do Senhor.

Que em 2017 possamos dar de comer ao que tem fome, de beber ao que tem sede, que possamos vestir quem estiver nu, hospedar o estrangeiro, visitar o enfermo e o preso. Mt(25:34-40)

Feliz 2017.

Cooperador de Cristo.